00:00Bom, primeiramente eu falo de Beitian, é uma cidade que fica na periferia de Israel,
00:08ela já faz divisa com a Jordânia, a gente fica mais ou menos uns 15 quilômetros da divisa com a
00:15Jordânia.
00:17Eu moro numa cidade que praticamente não sofre ataque diretamente,
00:23porque eles miram mais no centro, Tel Aviv e Raifa, mas a gente tem alerta, tem sirenes,
00:33agora são 9h17, se não me engano são 5h da diferença daqui para aí, por causa do horário de inverno
00:40daqui.
00:41Mas olha, eu não sei dizer de quais vídeos você esteja falando,
00:46eu sei que houve sim quedas de mísseis em Tel Aviv, houve quedas de mísseis em Raifa,
00:56eu não sei dizer, eu sei que teve um em Beit Shemesh, que é uma cidade que fica depois, Jerusalém.
01:03Não, Jerusalém eu não vi nas notícias agora nenhuma queda que tem alguma vítima,
01:11mas sempre tem, um ou outro cai, o sistema não é 100%, 99%,
01:18ou seja, de 100 mísseis pode ser que um passe, e pode acontecer sim,
01:23como aconteceu nessa cidade, como eu estava dizendo, em Beit Shemesh,
01:27ela é uma cidade após Jerusalém em direção a Tel Aviv,
01:30em que tiveram 9 vítimas, se não me engano, 9 ou 10,
01:33eu não sei se já terminaram as buscas pelos corpos,
01:36mas teve impacto direto com o mísseis balístico e praticamente lançou pelos ares
01:43quatro casas grandes, ficou simplesmente tudo destruído e foi embora uma família completa.
01:51Então existem sim quedas de mísseis, não é tão grande,
01:57eu não sei como deve estar sendo reproduzido aí na mídia no Brasil,
02:00eu tento acompanhar, mas é muita coisa,
02:04mas tem, acontece sim de quedas de mísseis,
02:07mas a principal, acredito que sejam os destroços dos mísseis.
02:14Existem quedas de mísseis com meta de atingir realmente,
02:23mas a maioria é destroços, porque são um encontro de dois mísseis,
02:27o míssel vem, Israel lançou outro, o míssel vai interceptar,
02:30então na explosão os destroços vão cair,
02:33então a população está toda dentro dos bunkers
02:36e já sabe que tem que aguardar de 10 a 15 minutos depois que você escuta a sirene,
02:44justamente para ter essa segurança de não sofrer um acidente com os destroços.
02:50Eu agora mesmo, quase que 20 minutos antes do programa,
02:54estou com a sirene aqui, eu corri para o banco e com a minha esposa,
02:57e a gente voltou a tempo de poder começar o programa.
03:02Eu aprendi muito bem na geopolítica,
03:04em que muitas vezes os Estados Unidos não fazem um levantamento preciso
03:09da questão cultural, social e econômica do país,
03:12isso é um fator preponderante para quem vai entrar numa guerra.
03:16Eu não posso vender um produto se eu não conheço quem é o meu comprador,
03:20esse foi o fato.
03:22Num contexto histórico, nós sabemos que os Estados Unidos
03:25ele nunca foi aquele de estabilizar uma nação, pelo contrário.
03:29Desde as guerras antigas, na sua própria divisão,
03:32ele teve dificuldade de unificar o país.
03:35Não vai haver essa unificação, o primeiro fato é que a gente deve levar em consideração,
03:39porque está muita especulação de pessoas que estão postando na mídia ou comentando,
03:46mas olha o histórico dos Estados Unidos em conflitos.
03:49Estados Unidos entrou na guerra do Vietnã, perdeu.
03:52Foi uma vergonha.
03:53Entrou na guerra do Camboja anterior, perdeu.
03:56Entrou na guerra da Coreia, também perdeu, porque teve que tirar tropas, teve...
04:01E por que eu falo de perdas?
04:03Porque são perdas de vidas e também questões econômicas.
04:06Os Estados Unidos financiou o Iraque em 1979 para a guerra contra o Irã,
04:11e o Irã não é um país, como todo mundo acha que ele é um país árabe.
04:15Ele não é um país árabe.
04:17Ele é um país que tem uma tradição, ele é um país persa,
04:21inclusive o idioma lá, mesmo que eles venham de uma corrente
04:26extremamente radical dos muçulmanos, que é dos corais xícitas,
04:29descendentes diretamente de Maomé,
04:33que são xícitas, como nós conhecemos,
04:35como estudamos sobre essas questões culturais,
04:37de religiões, de conflitos, de terrorismo.
04:40Nós sabemos que eles têm algo a qual é muito maior
04:43do que são os suítas.
04:46Então o Irã, ele tem uma mágoa muito grande dos Estados Unidos.
04:49Por quê?
04:50Porque na época do Chapa Leve,
04:52o Chapa Leve se aliou aos Estados Unidos
04:54para tirar a Inglaterra dentro do seu país,
04:57que estava explorando os petróleos.
05:0080% de tudo que era explorado no Irã
05:03foi levado para a Inglaterra, só ficava 20%.
05:06Então quando eles fazem uma aliança com os Estados Unidos
05:08que ele coloca a Mobile e a Teixaco lá,
05:10o Irã esperava uma coisa melhor.
05:12Pelo contrário,
05:14a Yatolá, como assumiu na época,
05:17a primeira coisa que ele fez foi tentar fechar as fronteiras
05:20e tentar fazer uma reestruturação,
05:21mas ele usou uma ala muito radical.
05:24Radical essa que impôs a Shari
05:26e tantas outras atrocidades lá cometidas.
05:30Como um estudante de direito internacional,
05:32que também temos essa disciplina,
05:34segurança internacional, direito internacional,
05:36dentro de relações internacionais,
05:38nós descobrindo que as atrocidades sobre a população não parou.
05:41O rei foi tirado, foi para o exílio,
05:43mas a população que foi lá foi executada sumariamente.
05:46E quem se levantava contra os comeim,
05:50como a gente chama isso,
05:51que caso há uma transição,
05:54eles continuariam cometendo essas atrocidades.
05:56Então, o Irã em si,
05:58ele tinha uma relação muito forte.
06:00O Brasil, nessa época de 80 até então,
06:02ele sofreu bastante,
06:03porque nós tínhamos um acordo econômico.
06:05Nós tínhamos um acordo com o Irã, com o Iraque,
06:08e o Brasil tinha que escolher de que lado estava.
06:10Nós éramos os maiores exportadores
06:13de carro e de café,
06:16e outros produtos gêneros de primeiro.
06:19E outra coisa, nós era importador
06:22e comprava um petróleo a baixo preço.
06:24Isso aí também, ninguém olha essa parte econômica.
06:26Nós estamos olhando só o contexto da guerra.
06:28Mas uma guerra dentro de uma disciplina
06:30que nós chamamos de sociologia da guerra,
06:33muitas vezes faz-se necessário,
06:35como diz o pastor Thomas Mal,
06:36para que haja a diminuição e a escassez,
06:39para que a população,
06:40aqueles que vão prevalecer,
06:43eles possam existir.
06:44Então, quando eu parto para esse princípio
06:47de conhecer que os Estados Unidos
06:49ficou do lado do Irã,
06:50e depois não foi o que os Estados Unidos
06:52a qual esperava por causa dos conflitos
06:54que aconteceu interno,
06:55e com a Revolução Chiita,
06:58como nós chamamos,
06:59a Revolução Iraniana,
07:01os Estados Unidos acabou perdendo ali.
07:03Mas ele precisava de outro aliado.
07:05E aí eles vão e apoiam quem?
07:07Saddam Hussein do poder.
07:09E aí nós vamos ver o conflito
07:10entre duas nações que a história se repete.
07:13Medos e peças.
07:14E se nós olharmos nesse contexto histórico,
07:17está se repetindo novamente.
07:19Então, se os Estados Unidos esperavam entrar,
07:22e ele sabia que a função dele é só uma,
07:25certo?
07:26É instigar, começar a guerra,
07:29não terminar,
07:30que é o que ele fez no Afeganistão.
07:33Devemos esquecer do que aconteceu no Afeganistão.
07:36Devemos esquecer que ele não entrou na guerra da Ucrânia.
07:39É outro fato interessante.
07:41Então, ele colocou essa estimativa,
07:43que é o tempo dado,
07:44como foi citado,
07:45eu já vi aí até o anterior,
07:46pelo Congresso Nacional Americano,
07:48para ele retirar as tropas.
07:50Agora ele vai entregar para quem?
07:52Ele vai entregar para o Conselho de Segurança,
07:54que é a qual ele vai escolher os países
07:56que vão tentar reconstruir,
07:57que não vai ter reconstrução
07:59durante um bom tempo.
08:00E aí
Comentários