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  • há 8 meses
Nesta edição do Hora H do Agro, apresentada por Mariana Grilli, reunimos os principais temas que impactam o agronegócio brasileiro, com destaque para as investigações sobre possíveis fraudes no crédito rural, a alta da inadimplência e os reflexos no endividamento do produtor. O programa também analisa o avanço das fusões e aquisições no setor, as cotações do milho diante da colheita da soja, as novas regras para o cultivo medicinal de cannabis, o lançamento da coalizão pelos biocombustíveis e o novo ZARC da cana-de-açúcar, além da previsão do tempo para as principais regiões produtoras. Ainda, traz detalhes sobre a cooperação técnica entre Brasil e África e seus impactos para o comércio e a inovação no campo.

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Transcrição
00:00Hora H do Agro
00:12Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro.
00:18Eu sou a Mariana Grilli e nós estaremos juntos na próxima hora
00:21falando sobre as principais notícias do agronegócio.
00:24E no programa desta semana vamos falar sobre os indícios de fraude no crédito rural.
00:30Também entenderemos as cotações do milho e ainda abordaremos o crescimento
00:35da movimentação de fusões e aquisições de empresas do agronegócio.
00:40Então fique por aí porque o Hora H do Agro está só começando.
00:44E o programa desta semana então começa interagindo com você, produtor e produtora rural.
00:50Na hora de buscar crédito nas instituições financeiras,
00:54o banco condicionou o crédito à contratação de consórcio ou seguros?
00:59Ou diante de uma quebra de safra, você já enfrentou dificuldade de renegociar as dívidas?
01:06É isso que o Tribunal de Contas da União e o Ministério da Agricultura estão investigando.
01:11Nós vamos entender o contexto na reportagem que conta com a participação de Matheus Lopes.
01:16As enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 deram início a uma investigação
01:21sobre possíveis descumprimentos das regras do Manual de Crédito Rural.
01:25A alegação de produtores rurais é de que os bancos estão desobedecendo
01:29as condições de renegociação de dívidas em casos de perdas de safra decorrentes de fatores climáticos.
01:35Nelson Freitas, advogado, mestre em Direito Processual Civil,
01:39acompanha o assunto e explica o contexto.
01:41Uma manifestação de uma associação dos produtores do Rio Grande do Sul
01:46que questionava especificamente quanto à renovação dos contratos que eles já tinham.
01:52Procedimentos administrativos, burocráticos, traziam dificuldades.
01:56Isso evidentemente impede a renovação do financiamento
02:04e traz dificuldades, trazendo a insolvência, perdas de propriedades que são dadas em garantia.
02:12Então tudo isso evoluiu e houve no Congresso Nacional uma discussão pelo Ministério da Agricultura
02:18a respeito da necessidade de apuração desses fatos.
02:22A partir das denúncias de produtores rurais, o Congresso solicitou ao Tribunal de Contas da União
02:27uma auditoria nos bancos.
02:29Além da dificuldade na renegociação das dívidas, estão sendo investigados indícios da prática ilegal de venda casada.
02:36No próprio Código de Defesa do Consumidor, é claro, nesse sentido eu não posso condicionar a venda de um determinado produto
02:42à aquisição de outro, eu tenho que deixar a livre iniciativa ao produtor
02:47para que ele tenha então a possibilidade de decidir o que ele quer fazer.
02:52As denúncias de venda casada também já haviam sido feitas por produtores de outras regiões do país.
02:57A Associação de Produtores de Soja e Milha do Mato Grosso afirma que a prática tem elevado o custo efetivo total das operações.
03:05De acordo com o Lucas Costa, presidente da AproSoja Mato Grosso,
03:08isso compromete a finalidade do crédito rural como política pública.
03:12Nós, da ProSoja Mato Grosso, recebemos inúmeras reclamações de produtores que ao adquirirem o crédito que já está caro,
03:20tem se tornado ainda mais caro pela oferta de pacotes, tarifas e outros produtos que acabam muitas vezes fazendo ultrapassar a taxa de 20%.
03:31Temos que considerar que o crédito agrícola é feito para fomento da produção agrícola e incentivo.
03:39E hoje tem sido uma ferramenta de endividamento devido aos altos juros.
03:44Dados do Banco Central mostram que a inadimplência foi recorde no crédito rural em 2025,
03:50fechando o índice em 6,5%, alta de 182% em relação a 2024.
03:57As investigações podem apontar-se a relação entre o descumprimento do manual de crédito rural e o nível de endividamento de produtores.
04:04Como vimos na reportagem, a inadimplência foi recorde no crédito rural em 2025,
04:12fechando o índice em 6,5%, o que representa uma alta de 182% em relação a 2024.
04:20A conta não está fechando para o produtor rural, que é um ator fundamental para a economia do Brasil.
04:27A alta nas dívidas e das recuperações judiciais podem estar ligadas às duas investigações simultâneas do TCU.
04:36Uma com origem, então, na tragédia do Rio Grande do Sul, mostrando o descumprimento das renegociações.
04:44E a outra investigação sobre a prática ilegal de venda casada.
04:49Eu conversei essa semana com o secretário-executivo do MAPA, o Irajá Lacerda,
04:54para falar das investigações da pasta sobre as possíveis fraudes.
04:59O MAPA identificou descumprimentos em operações que somam mais de 160 milhões de reais até o momento.
05:07Vocês conferem trechos dessa entrevista no segundo bloco do programa, então fique conosco.
05:13E nesse momento crítico de crédito para o setor, como estamos vendo,
05:18as empresas têm recorrido a estratégias para se manterem ativas.
05:22Uma das formas de buscar capital é por meio de fusões,
05:28quando duas empresas que se unem para formar, então, uma nova entidade.
05:33Já em outros casos, a opção é a venda.
05:36Quando uma empresa faz a aquisição de outra, uma compra e venda,
05:41geralmente, então, quando uma está um pouco mais ali mal das pernas
05:45e outra vê isso como uma oportunidade de comprá-la.
05:49A consultoria PwC divulgou essa semana dados que mostram que as fusões e aquisições no agronegócio
05:56cresceram muito mais que em todos os outros setores empresariais.
06:01Ou seja, mais dados que corroboram, infelizmente, com a fragilidade financeira que o agro está passando.
06:09Porque se tem gente comprando, é porque tem gente se colocando à venda.
06:12E o Aragado Agro conversou com o Leonardo Deloso, que é sócio da PwC,
06:19para entender melhor os resultados do levantamento.
06:23O mercado geral de M&A cresceu 7%, aproximadamente, de 2024 para 2025.
06:29E o mercado de M&A no setor do agronegócio cresceu ao redor de 20%, 20, alguma coisa por cento.
06:36Esse crescimento maior no setor de agronegócio em relação ao mercado geral
06:43se deu pela necessidade de movimento das empresas.
06:47Então, 2022, 2023, 2024 foram um ano muito difícil para o setor do agronegócio.
06:52Isso impactou a performance das empresas e gerou uma necessidade de acesso a capital
06:58que o mercado não está disponibilizando nesse momento.
07:00Então, a gente vê empresas do agro tendo muita dificuldade financeira,
07:04a gente vê o aumento, sim, a partir do nível de inadimplência,
07:06empresas entrando em recuperação judicial,
07:08muita restrição a acesso a capital.
07:12Então, a única alternativa viável para a continuidade operacional dessas empresas
07:17e para investimentos, novos investimentos, é o movimento de M&A.
07:22A gente costuma dizer aqui que tem basicamente quatro fontes de captação de recursos
07:26mais disponíveis no Brasil.
07:28O primeiro delas é o próprio sócio aportando capital à empresa
07:32e isso é uma coisa difícil porque os empresários estão
07:36com dificuldade financeira também e não tendem a descentralizar os investimentos.
07:45Então, os sócios não estão botando dinheiro próprio nos negócios.
07:48A segunda é a captação de recursos via dívida no mercado financeiro
07:51e aí é toda dificuldade de acesso a crédito, a taxa de juros elevados,
07:55torna as captações via instrumento de dívida, vamos dizer, proibitivos.
08:02A terceira, normalmente, é a abertura de capital na Bolsa de Valores,
08:05mas a gente está sem alternativa de acesso à Bolsa de Valores,
08:09não existe uma transação de abertura de capital desde 2021.
08:12Então, qual a alternativa que sobra para o empresário é buscar um sócio,
08:16ou buscar um sócio ou se fundir com uma outra empresa que seja do mesmo setor,
08:21do mesmo segmento, ou mesmo vender o negócio, muitas vezes vender a sua participação
08:28e sair do negócio.
08:29Então, essa tem sido a alternativa mais atrativa para as empresas
08:33captarem recursos no setor do agronegócio.
08:36Leonardo Delosso nos contou ainda quais setores dentro do agro foram os que mais passaram
08:42pelo processo de fusões e aquisições.
08:45O que basicamente foi mais relevante foram os setores de criação de gado,
08:53suínos, ovinos, lavoura em geral, produção de grãos, horticultura, floricultura,
09:00fumo, extração de produtos nativos, produção de sementes,
09:03esses que estão bem relacionados com o setor de agropecuária, propriamente dito.
09:07Esse foi o setor que mais puxou os movimentos de fusões e aquisições nesse ano.
09:12O que teve a maior queda de volume de transação de M&A
09:19foi o setor de defensivos, fertilizantes e adubos.
09:26Esse tinha sido, no ano de 24, o maior setor em termos de transações,
09:30mas teve uma queda expressiva.
09:33A gente viu também no setor da agropecuária,
09:36grandes empresas que, em dificuldade financeira, vendendo muitos ativos.
09:40Tem um caso típico de uma grande empresa do agronegócio,
09:44que está vendendo, especialmente no setor de álcool e açúcar,
09:49vendendo-se de fazenda de ativos relevantes,
09:52fazendas e usinas de álcool e açúcar.
09:55Então, essas são as tendências maiores.
09:57O que a gente notou também,
09:58a avicultura teve um movimento inesperadamente grande para a série histórica.
10:06E aí a gente ressalta, por exemplo, que o setor de ovos,
10:11a gente viu alguns movimentos grandes, transações grandes na produção de ovos.
10:15Então, esses são os principais setores que estão atendendo o mercado,
10:20que estão puxando o mercado de M&E.
10:22Obrigada, Leonardo, sócio da PwC, por ter conversado conosco.
10:26Nós vamos continuar de olho nessas movimentações,
10:30pois são um bom termômetro do momento financeiro do agro.
10:33E agora vamos trazer atualizações sobre a cana-de-açúcar,
10:38porque o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MAPA,
10:41publicou o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático,
10:46conhecido como ZARC,
10:48para a cultura da cana-de-açúcar em sequeiro,
10:52destinada à produção de etanol, açúcar e outros fins.
10:56Então, só para a gente entender, né?
10:58O ZARC da cana-de-açúcar havia sido atualizado pela última vez lá em 2018.
11:04E agora, a nova versão inclui uma metodologia atualizada de cálculo de riscos
11:10que avalia um número maior de classes de solo
11:14e uma atualização também da série temporal climática.
11:18Uma curiosidade é que a cana-de-açúcar destinada à produção de etanol e açúcar
11:23depende de um período de cerca de seis meses sem chuvas
11:28para a realização da colheita.
11:30E por isso, se torna inviável produzir em regiões como Pantanal, Amazônia.
11:36Então, falando nisso, a gente também vai acompanhar aí
11:39como que ficam as principais áreas, o tempo, o clima,
11:43para as principais áreas produtoras de cana no país.
11:47A gente já te conta agora no Por Dentro do Clima.
11:49O Dentro do Clima
11:54Ludmila Camparoto, agrometeorologista, bem-vinda de volta ao Hora do Agro.
12:02Obrigada aqui por você estar sempre disposta a conversar com a gente
12:06sobre diferentes regiões, sobre diferentes momentos que o país também enfrenta, né?
12:12E a gente estava falando agora de cana, dessa atualização aí dos arques,
12:18que é importante, né?
12:19Para a meteorologia também ficar de olho.
12:22Como que fica, então, o tempo nas principais áreas produtoras de cana?
12:25A gente sempre fala muito aqui do Centro-Sul,
12:27mas tem cana em outras regiões do país também, né?
12:31Exatamente, Mariana.
12:33Olá, olá a todos.
12:34Bom, nós temos uma semana aí com possibilidade de chuva
12:38sobre grande parte das áreas canavieiras do Brasil, né?
12:41Desde a região Centro-Sul, que é uma das mais importantes, claro, do país.
12:45Mas a gente não pode deixar de falar também de áreas do Nordeste.
12:48Existe aí uma condição para chuvas durante esses próximos dias
12:53sobre grande parte das áreas produtoras, né?
12:56O que vai auxiliar e muito na elevação dos níveis de umidade do solo.
13:00E vale destacar, Mariana, que durante esse final de semana
13:03tem uma previsão de chuvas que pode ser um pouquinho mais intensa
13:07em algumas áreas ao norte de São Paulo, Triângulo Mineiro,
13:12algumas áreas de Goiás.
13:13Então, para quem também está realizando os plantios da cana,
13:17muita atenção, porque pontualmente com essas chuvas mais intensas, né?
13:21A gente pode ter alguns probleminhas aí no plantio.
13:23Então, muita atenção nessa previsão do tempo a curto prazo.
13:27Então, pelo menos até meados da próxima semana,
13:30a gente tem uma condição de bastante umidade em toda a região central do Brasil.
13:34Então, vai pegar áreas do Mato Grosso, Goiás, grande parte de Minas,
13:38grande parte de São Paulo.
13:40E esse sistema também leva chuvas até a região Nordeste.
13:44Então, várias áreas produtoras de Sergipe, Alagoas,
13:47com possibilidade aí pra ocorrência de chuvas.
13:50No Paraná e Mato Grosso do Sul,
13:51que a gente tem uma condição de chuvas um pouquinho mais irregulares.
13:56Chove durante esse próximo final de semana.
13:58A gente tem um sistema que vai avançar pela região sul do país
14:01entre o sábado e o domingo.
14:03Então, áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul,
14:06com possibilidade de chuvas.
14:07Mas sempre ficando um pouquinho mais estacionado sobre a região central.
14:12Como eu te disse,
14:13essa condição de muita chuva ainda,
14:15pelo menos até meados da próxima semana, na região.
14:19Lúdia, eu queria pedir pra você também,
14:22ainda com o gancho que a gente trouxe aí dos arques,
14:24explicar muito brevemente,
14:26pra quem não entende,
14:26pra quem não necessariamente é do agro,
14:28a importância desse zoneamento
14:31e como que é importante o produtor olhar
14:34para o zoneamento que é ali uma regra do mapa,
14:38mas também tem que olhar pro céu
14:40pra ver se vai chover,
14:41se vai ficar seco.
14:44Como que isso realmente ajuda o produtor
14:48a saber, então, o melhor momento
14:50pra plantio, pra colheita e pro vazio sanitário?
14:53É, na verdade, o zoneamento,
14:56eu falo até o zoneamento agroclimático,
14:58falando um pouquinho dessa área, Mariana,
15:00são condições mais favoráveis
15:04ao desenvolvimento de cada cultura.
15:07Então, a gente tem condições de clima,
15:09de solo,
15:10mais favoráveis com datas de plantio,
15:13mais pré-definidas,
15:14e o risco acaba sendo menor,
15:16principalmente risco climático.
15:18O que acontece muitas vezes?
15:20Quando o produtor sai um pouco dessas áreas,
15:23ele não consegue financiamentos,
15:25não consegue seguros,
15:27e também entra numa zona
15:29onde a perda pode acontecer.
15:32Não é porque em um ano
15:33ele arriscou um pouquinho
15:34sair fora dessa área,
15:36que é a do zoneamento,
15:37e que deu certo,
15:38que os outros anos também vai acontecer.
15:40Então, esse zoneamento existe
15:41exatamente pra isso,
15:44pra definir as áreas
15:46onde as condições,
15:47para que o produtor atinja
15:49o maior potencial das lavouras,
15:52aconteça.
15:52Então, é extremamente importante,
15:55não só em termos de solo, clima,
15:57mas porque é ali que ele vai conseguir
15:59também financiamentos,
16:00vai conseguir seguros.
16:02Então, é importante seguir
16:03essas normas.
16:04Eu te agradeço aí
16:05pra gente deixar registrado aqui,
16:09que é isso,
16:09é uma ferramenta, de fato,
16:12pro produtor utilizar.
16:13E aí, você estava falando, então,
16:16na sua primeira fala,
16:17em relação ao momento de chuvas,
16:20e falou algumas vezes
16:21sobre o estado de Minas Gerais.
16:24Essa semana a gente viu, inclusive,
16:25que teve aí um nível alto
16:27de chuvas no estado,
16:29inclusive 50% do que já era previsto
16:31pro mês inteiro.
16:33Tenta trazer pra gente,
16:34por gentileza, um recorte,
16:36então, sobre o estado
16:37e sobre como estão as safras
16:39ali nessa região.
16:41Esse produtor precisa,
16:42pelo que eu tô entendendo,
16:42ficar muito de olho,
16:44inclusive, por questões
16:45de segurança mesmo,
16:47não só da lavoura,
16:48mas dele, das pessoas, né?
16:52Exatamente.
16:52Maria, eu acho que um ponto
16:53de atenção,
16:54e muitas vezes a gente pode
16:56até ouvir alguns produtores
16:57discordar dessa nossa posição
16:59de muita chuva.
17:00Porque, desde o início da safra,
17:02a gente tem observado
17:03uma variação de volumes
17:05entre áreas próximas.
17:07Então, teve áreas
17:08na região de Minas, de Goiás,
17:10que choveu 350 milímetros
17:12em três dias,
17:13enquanto outras recebeu
17:14ali 50, 100 milímetros.
17:16Então, essa variação
17:17de volumes ainda existe
17:19e vai continuar assim
17:21durante todos os próximos meses.
17:24Mas, nós temos uma condição
17:25de chuvas mais estacionadas
17:28novamente sobre a região
17:30central do Brasil
17:30nesse início de semana.
17:32Durante o final de semana,
17:34ali entre esse sábado
17:35e o domingo,
17:36um novo sistema avança
17:37pela região sul,
17:39vai provocar algumas chuvas
17:41no Rio Grande do Sul,
17:41chuvas que serão
17:42de extrema importância,
17:44e vai avançar
17:45sobre a região centro-sul
17:46do Brasil,
17:47ficando um pouco mais
17:48estacionada sobre áreas
17:49de São Paulo,
17:51bem na divisa
17:52entre São Paulo,
17:53Minas,
17:54Rio de Janeiro,
17:55pegando uma parte ali
17:56também de Goiás.
17:57E são previstos volumes
17:58elevados durante
18:00um curto período de tempo.
18:02Então, entre o sábado,
18:03domingo e segunda-feira,
18:04tem áreas marcando ali
18:05150 milímetros.
18:07E a gente sabe
18:07que se um modelo climático
18:09indica ali 150 milímetros,
18:11ter uma chuva acima disso
18:12é fácil.
18:14Então, muita atenção,
18:15principalmente a esses avisos
18:17que muitas vezes
18:17a gente recebe,
18:18falando de condições
18:20para tempestades pontuais,
18:22porque isso pode acontecer
18:24com o avanço
18:24dessa frente fria.
18:26A gente tem observado
18:27elevação de temperatura,
18:28né?
18:28Então, sempre quando avança
18:30esse novo sistema,
18:31a possibilidade de temporais
18:33isolados é grande,
18:35até mesmo a ocorrência
18:36de granizo, tá?
18:37Então, é um ponto de atenção
18:38durante esses próximos dias.
18:40E fica aí esse alerta
18:41para quem está realizando
18:42os trabalhos no campo, né?
18:44Principalmente sobre
18:45essa faixa central
18:46e também áreas
18:47do Mato Piba, Mariana.
18:48E é isso que eu ia
18:49te perguntar, então, né?
18:50Olhando para os trabalhos
18:51no campo,
18:52a gente não pode deixar
18:53de falar do avanço
18:55da colheita da soja.
18:56A Conab tem apontado aí
18:58que chegou a 11%, né?
18:59Olhando para o país inteiro.
19:02Quem está colhendo, então,
19:03pode esperar por chuva?
19:05Você já deu essa mapeada,
19:07literalmente aí,
19:08mas falando de Mato Piba também,
19:11como que o produtor
19:12que está nesse planejamento
19:14de colheita
19:14pode se programar?
19:16O que ele pode esperar?
19:17Mariana, nós temos
19:19durante esse final de semana
19:21e início da próxima,
19:22como eu mencionei,
19:23chuvas mais frequentes
19:25sobre áreas da região
19:26centro-norte do Brasil.
19:27Chove também no sul
19:28durante o finalzinho
19:29de semana, né?
19:30E aí a gente pode ter
19:32uma ligeira trégua
19:34em algumas áreas.
19:35Mas essa chuva no sul
19:36é muito rápida
19:37e ela já avança
19:38para a região central.
19:39Então, por isso que já
19:40entre domingo, segunda,
19:41até pelo menos
19:42a quarta-feira
19:42da próxima semana,
19:44toda essa faixa
19:45que vem lá
19:45desde a região do Mato Piba.
19:47Então, passando pelo
19:48Piauí, Maranhão,
19:50oeste da Bahia
19:50e descendo
19:51sobre a região central
19:52e virando
19:53sobre o sudeste,
19:55deve receber
19:56chuvas frequentes.
19:57Muitas vezes
19:58os volumes
19:58não são nem elevados,
20:00mas nós temos
20:00aquela condição
20:02de chuvas
20:03na forma de garoas
20:04mais frequentes,
20:05tempo mais nublado,
20:06tempo mais fechado,
20:08o que atrapalha
20:09os trabalhos no campo.
20:10Então, pelo menos
20:11até ali,
20:12terça, quarta-feira,
20:12fiquem muito atentos
20:14a essa condição.
20:16Depois,
20:16lá no final de semana
20:17do dia 14,
20:18a gente tem um novo sistema
20:19avançando pela região sul
20:21do Brasil.
20:22E aí,
20:22esse sistema vai puxar
20:23toda a umidade
20:24para a região mais sul.
20:25E aí,
20:26inclusive,
20:26são esperadas boas chuvas
20:28sobre áreas do Rio Grande do Sul.
20:30Com isso,
20:31aí a gente tem
20:32uma tendência
20:32de uma semana,
20:33um início da segunda
20:34quinzena de fevereiro,
20:35um pouco mais tranquila
20:37na região centro-norte
20:38do país.
20:39Não dá para descartar
20:41a possibilidade
20:41de ocorrência
20:41daquelas pancadas de chuvas
20:43que acontecem
20:44durante o final da tarde.
20:46Mas o tempo hábil
20:47para os trabalhos
20:48no campo,
20:49seja para o plantio
20:50do milho,
20:50da segunda safra,
20:52seja para a colheita
20:53da soja,
20:54vai ser favorecida.
20:55Então,
20:55esse período,
20:56vou colocar mais ou menos,
20:57não vamos nos prender
20:58tanto a datas,
20:59mas se a gente pensar
21:00que mais ou menos
21:01entre o dia 12 de fevereiro
21:03até o dia 20,
21:04tem uma janela
21:05um pouco mais favorável
21:06nessa região centro-norte
21:08para a realização
21:08dos trabalhos no campo,
21:09principalmente a realização
21:10de colhetas.
21:12Mas muita atenção
21:13para o final de fevereiro
21:15e início de março,
21:16porque a gente pode ter
21:17novamente um novo período
21:18com mais chuvas
21:19sobre essas áreas.
21:21E aí vai estar mais perto
21:22do plantio da safrinha,
21:24mas aí a gente deixa
21:25para falar disso
21:26lá mais perto da data.
21:28Ludmila Camparoto,
21:29obrigada, viu,
21:30pela participação,
21:31pelo didatismo de sempre.
21:32A gente conta contigo
21:33aí nos próximos programas.
21:35Eu que agradeço, Mariana.
21:37Até a próxima.
21:37E a Anvisa aprovou
21:40no dia 28 de janeiro
21:42novas regras
21:44que liberam
21:45os estudos
21:46para cultivo
21:47de canábis medicinal
21:48no Brasil
21:49por parte de empresas,
21:51de universidades
21:52e associações,
21:53além de também
21:54autorizar a manipulação
21:55de produtos em farmácia.
21:57Quando a gente está falando
21:58de canábis,
21:59a gente sempre olha
22:00para essa questão
22:01da utilização medicinal,
22:03mas canábis é planta,
22:04também é agro.
22:05A gente está falando
22:06de toda uma ciência
22:08de genética,
22:09de marco regulatório.
22:11Então, o marco regulatório,
22:12ele já existe
22:13desde 2019.
22:15Mas a gente precisa entender
22:16como que essa pesquisa
22:18e esse desenvolvimento
22:19está acontecendo
22:20por aqui no Brasil.
22:21E é por isso
22:21que a gente conversou
22:22com a Daniela Bittencourt,
22:24que é pesquisadora
22:25da Embrapa
22:26Recursos Genéticos
22:27e Biotecnologia.
22:29E ela nos conta
22:30em qual momento, então,
22:31que o país está
22:32em relação
22:33à pesquisa da canábis.
22:35A possibilidade
22:36de cultivar canábis
22:38no país
22:38pode finalmente
22:40ter deslamentado
22:41pela resolução
22:43do machíbrado
22:44e foi voltado
22:44ao continente
22:45pela ambuída.
22:48E isso
22:48abre uma grande
22:49perspectiva
22:50para nós.
22:51A barra de fertilidade
22:52de avançar
22:53e de desenvolver
22:54uma cadeia produtiva
22:56que vai focando
22:56na produção
22:57com canários
22:58no país.
22:59A aminotismo
23:00já era permitida
23:02a importação
23:03de medicamentos
23:04a base de canários
23:05porque se dá
23:07para pacientes
23:08e também
23:09já era
23:10tem filha também
23:11comida,
23:11coladação
23:12que precisaram
23:12de polandida
23:13desenvolver
23:14ter vida
23:15com o intuito
23:16de desenvolver
23:18a nossa boa ação
23:19entre os medicamentos
23:20também
23:21tendo como base
23:22a canapas
23:23desse jeito
23:25de aplicar as fotos.
23:26Mas até então
23:27não havia
23:28uma regulamentação
23:29claro
23:31que tem
23:31esse pontinho
23:32para danar
23:33seja tanto
23:34para fim
23:34de medicinais
23:35de gerdiquida
23:37ou até
23:37para aplicação
23:38industrial.
23:40A pesquisadora
23:42conta que
23:43essa atualização
23:44da Anvisa
23:45permite agora
23:45a viabilização
23:46então de estudos
23:48mas que
23:49muita coisa
23:50ainda precisa avançar
23:51vamos ver.
23:52É realmente
23:53um grande avanço
23:54para a mão
23:54principalmente
23:56para o Pirna
23:57então hoje
23:58com a fibrinicação
24:00nós poderemos
24:01avançar
24:02de perito estranho
24:03seja para a aplicação
24:04medicinal
24:04seja para a aplicação
24:06industrial
24:07voltado aí
24:08então
24:09para a produção
24:10de fibra
24:10temente
24:11o cânimo
24:13industrial
24:13e tem
24:14um grande potencial
24:15também
24:16de recuperação
24:17de solo
24:18de pique
24:19reneganção
24:20a gente
24:20também
24:22auxilia
24:23no aumento
24:25da produtividade
24:26de vocações
24:26de cura
24:27enfim
24:28então tem
24:28uma grande
24:29possibilidade
24:30para a gente
24:31tentar
24:32como um novo
24:33mercado
24:34uma nova
24:35cadeia
24:35para a gente
24:36votar
24:36do Dr. Rural
24:37para a gente
24:38para o Brasil
24:39para o Brasil
24:40para a pesquisa
24:41hoje
24:41podemos então
24:44desenvolver
24:45diferentes pesquisas
24:46envolvendo produtiva
24:47nós pensamos já
24:48também no melhor
24:48antigo genético
24:49desenvolvimento
24:50de novas cultivadas
24:51de sete
24:51para as diferentes
24:52regiões do país
24:53e para as diferentes
24:54regiões
24:54em diferentes
24:55aplicações
24:56produtivas
24:56já para fins
24:58comer
24:58IPI
24:59para quem quer
25:00já
25:00trabalhar
25:01com a
25:01carrabe
25:02é
25:03quanto na
25:03idade
25:03que entrava
25:05no mercado
25:05produtivo
25:06como seus produtos
25:09isso já
25:09ficou um pouco
25:10mas já
25:11vamos ver
25:13essa copa
25:16voltado
25:18justamente
25:19para o setor
25:20industrial
25:20e para
25:22quem quer
25:23mais somente
25:24e o teor
25:24de BHP
25:25também
25:25que ficou
25:26limitado
25:26a BHP
25:27então
25:29nesse caso
25:30acaba
25:31que você
25:32incrementa
25:34e limita
25:34a utilização
25:35ou seja
25:36ele pega
25:36a utilização
25:37do cloro
25:38para ser criada
25:39embora
25:40apropriada
25:41e uma possibilidade
25:42de produção
25:43de arrampar
25:44também
25:45o acerto
25:47aumentar o acesso
25:49dos pacientes
25:49a medicamento
25:51do bairro de canado
25:52sendo positivo
25:53a gente realmente
25:53agora vai
25:54apropriar
25:55o produto
25:56devolve
25:57o seu medicamento
26:00seus produtos
26:00entrega
26:02para a população
26:02em geral
26:03isso é muito bom
26:05mas entretanto
26:07a gente ainda
26:07tem um certo limite
26:09a gente
26:09é dedicado
26:10também
26:10não haverá
26:11oportunidade
26:12nesse primeiro momento
26:13de poder
26:14desenvolver
26:15clientes
26:16no intuito
26:16de se preocupar
26:17na periódia
26:17honesta brasileira
26:18igual
26:19o produto
26:19da T
26:19ainda
26:21vai ter um circuito
26:23fechado
26:23aqui
26:23permanente
26:24onde
26:25quem tem interesse
26:27ou indique
26:28que há esse processo
26:29terá que importar
26:31a semente
26:31quem já tem
26:33autorização
26:33artificial
26:34pode continuar
26:36trabalhando
26:37mas tem um período
26:37para se adequar
26:38isso
26:39e produtamente
26:40também vai ter
26:40requerido
26:41que
26:41entre eles
26:44ou associações
26:45que tenha
26:46produturas
26:46registradas
26:47com
26:47entre eles
26:50ou indústrias
26:50produtores de medicamentos
26:52ela também
26:53vai ter que registrar
26:54o seu material
26:55e nesse momento
26:56será a penha
26:57autorizada
26:58aqueles com baixo
26:59do STLB
26:59então
27:01embora ainda
27:03limitado
27:03eu acho que
27:05ainda
27:05é um avanço
27:06e com a
27:07abertura
27:08da pesquisa
27:09com a possibilidade
27:10de existir
27:11o STLB
27:11de diferentes
27:12treinos
27:12isso nos auxiliará
27:15a trazer
27:15o palco técnico
27:17da Vicente
27:18para poder avançar
27:19com essa
27:20revolução
27:20com segurança
27:22e também
27:23trazendo
27:24e que tire
27:25isso
27:25com a sociedade
27:26Pois é
27:29como a gente
27:29viu aí
27:30existe avanço
27:31mas tudo
27:32muito ainda
27:33pequeno
27:35em relação
27:36ao que a gente
27:37já vê
27:37em outros países
27:38mas de fato
27:39como a gente
27:40já falou aqui
27:40tudo começa
27:42pela pesquisa
27:43então é importante
27:44termos em vista
27:45o fortalecimento
27:46das pesquisas
27:47por parte
27:48da Embrapa
27:49principalmente
27:49sobre isso
27:50que a Daniela
27:51falou aí
27:51do 0,3%
27:53que garante
27:55que o estudo
27:55não vai ser feito
27:57ali
27:57considerando
27:58os efeitos
27:59da cannabis
28:01que geralmente
28:02são ligados
28:04a um consumo
28:05recreativo
28:06não tem nada a ver
28:08com o consumo
28:08recreativo
28:09vamos deixar aqui
28:10claro
28:10quando a gente
28:11traz esse assunto
28:12aqui
28:13para o H do Agro
28:14é para falar
28:14da parte
28:15agronômica mesmo
28:16de uma planta
28:17que precisa
28:18ser estudada
28:20que precisa
28:21ser regulamentada
28:22por isso
28:22sempre falando
28:23aí com a Anvisa
28:24Ministério da Agricultura
28:26Ministério da Saúde
28:28e claro
28:29a Embrapa
28:29que como a gente
28:30sabe
28:31é responsável
28:32por grande
28:33parte do avanço
28:35do agronegócio
28:35brasileiro
28:36e agora
28:37olha para o futuro
28:38olhando principalmente
28:39para esse uso
28:40medicinal
28:41e no próximo bloco
28:43nós vamos falar
28:44sobre as fusões
28:45e aquisições
28:46no agronegócio
28:47e trazer mais detalhes
28:49da investigação
28:50sobre possíveis fraudes
28:52de crédito rural
28:53não saia daí
28:54é rapidinho
28:55hora H do agro
29:12no meio do barulho
29:16da cidade
29:16existe uma frequência
29:18que transforma
29:19a viagem
29:19a Classic Pan
29:21está na faixa
29:22estendida
29:22do seu rádio
29:23sabe o que isso significa
29:26que você pode ouvir
29:27a nossa programação
29:28no seu carro
29:29com ainda mais qualidade
29:30é simples
29:31sintonize
29:32setenta e seis ponto sete
29:34e viva a experiência
29:35Classic Pan
29:36Classic Pan
29:38a trilha sonora
29:40dos seus melhores momentos
29:41e vai ser
29:45Racing Pan
29:48e vai ser
29:48Golden
29:52toma
29:55Terceira
29:57Nara
29:58One
29:59One
30:01Copywriting é um conjunto de técnicas e estratégias centenárias,
30:23usadas para atrair, criar conexão, convencer e vender literalmente qualquer coisa para qualquer pessoa.
30:29Meu nome é Rafael Bertoni, eu sou conhecido como o primeiro copywriter profissional do Brasil.
30:34Nos últimos 10 anos, eu gerei mais de 150 milhões de reais em vendas, usando exatamente o que eu vou te ensinar.
30:40Acesse newcursos.com.br e venha descobrir o mundo do copywriting.
30:59Hora H do Agro
31:01Estamos de volta com o Hora H do Agro aqui na Jovem Pan News.
31:08Nós vamos falar sobre safra, porque a colheita da soja já faz o produtor então olhar para o milho.
31:15Então, nada mais justo do que a gente discutir aqui os preços no Ações e Cotações.
31:21Ações e Cotações
31:25Nós vamos conversar com o consultor de mercado da Scott Consultoria, Felipe Fabre.
31:33Bem-vindo ao Hora H do Agro.
31:35Obrigada pela participação, Felipe.
31:37Queria falar com você então sobre essa dobradinha, né?
31:40A gente olha para a safra, olha para a evolução da colheita da soja
31:45e aí é inevitável a gente já pensar no plantio do milho.
31:49Então, queria te perguntar como que está a cotação do milho?
31:52Como que o produtor já também está se movimentando nessa dobradinha aí de toda a Santa Safra?
32:00Felipe Mariana, primeiro obrigado pelo convite, com nós e toda a equipe da Scott Consultoria.
32:05Mariana, o produtor viu um ano de 2026 bem diferente do início de 2025, tá?
32:12Nós temos que destacar que estamos naquele período de entre safra do milho,
32:18só que apesar desse período de entre safra, o mercado trabalhou bem moroso.
32:23Ele vem desde a segunda quinzena do mês de dezembro com o viés mais baixista,
32:28pegando janeiro aqui como referência, ele encerrou o mês com o preço base campinas,
32:34ali negociando em torno de R$ 65,00 a R$ 64,00 por saca.
32:39E nós não esperamos que o mercado do milho venha a reagir no curto prazo, tá?
32:44Mesmo diante de uma entre safra ainda, ou de uma ausência de volume mais robusto chegando no mercado,
32:51nós enxergamos fundamentos que acabam limitando uma movimentação de alta para o milho,
32:57diferente do que aconteceu em 2025.
33:00Em 2025, para quem não se recorda, o preço do milho durante esse período de entre safra,
33:04até ali meados de abril, ele disparou a casa dos R$ 90,00 por saco em Campinas,
33:10foi um mercado bem altista, época, enfim.
33:13E depois, com a confirmação de uma segunda safra mais confortável,
33:17todo aquele receio de mercado ficando de lado,
33:20os preços vieram com uma trajetória batista,
33:24que se estancou, por assim dizer, em meados de setembro,
33:27e tem trabalhado com essa referência de meados de setembro para cá,
33:31praticamente a mesma, está sem muita novidade.
33:35Então, é um mercado, na nossa interpretação,
33:37que ele deve ter fundamentos mais baixistas para o curto prazo.
33:43Pensando nesses fundamentos, o que justificaria esse viés na nossa interpretação?
33:49Ano passado, aquela arrancada que houve para o milho,
33:52ela teve um estoque de entrada no ano de 2025 que a subsidiou.
33:57Havia pouco milho disponível no mercado brasileiro,
34:00foi o menor estoque de entrada da história dos últimos 13 anos para a cultura.
34:06E aí, com algumas dúvidas quanto ao potencial da safra em função de atraso de semeadura da soja
34:13e uma safra de verão com alguns receios também em andamento à época,
34:19aquela corrida pelo preço do milho, aquela corrida por busca pelo milho,
34:23acabou dando sustentação às cotações.
34:26Hoje o quadro é muito diferente.
34:28A gente tem um estoque de entrada em 2025 bem mais confortável,
34:32são 11 milhões de toneladas a mais, segundo a Conab.
34:36A colheita da safra de verão já começou em algumas regiões e a perspectiva é positiva.
34:41E a semeadura da segunda safra está em andamento e tem um bom ritmo
34:47e uma perspectiva de safra não muito diferente do que foi no ano passado.
34:51Então, em termos de oferta para chegar no mercado brasileiro,
34:55ela deve ser uma oferta bem confortável e manter os preços,
34:59aquilo que a gente chama, de lado ao longo desse ano 26.
35:03E aí, como que vocês têm interpretado essa questão de,
35:10bom, como você colocou, está aí tendo um cenário baixista
35:14e os produtores, é claro, acompanham isso dia a dia.
35:18Como que vocês têm acompanhado isso aí na Scott do ponto de vista de volume de contratos,
35:24da celeridade dos contratos?
35:25Os produtores estão fechando contratos de venda mesmo com esse comportamento baixista
35:31que, como você já falou, vem aí de setembro, na verdade?
35:35Ou tem produtor que está preferindo ser otimista e esperando para fechar contratos
35:42à medida que, talvez, a cotação melhore?
35:46Mariana, a gente vê um comportamento de poucos contratos de antecipação,
35:53contratos de entrega futura sendo realizados não só para o milho.
35:57Quando a gente compara soja, algodão e o próprio milho,
36:01todas essas commodities estão com atraso nessas vendas futuras.
36:07Vou destacar aqui a questão da soja, que é aquela que a gente tem tido um acompanhamento
36:11mais perto na questão dessas vendas futuras, mas nós estamos falando de quase seis pontos
36:17de atraso nas vendas de soja no ciclo 25-26 em relação ao ciclo de vendas 24-25, certo?
36:26E para o milho o comportamento não tem sido muito diferente.
36:29O produtor tem trabalhado com um pouco mais de otimismo na expectativa de preços mais firmes
36:34ao longo dessa temporada de 2026.
36:37Só que aqui já dando até esse recado para o produtor,
36:41olhando para fundamentos, não só Brasil, eu citei aqui fundamentos Brasil,
36:45mas olhando para fundamentos do mercado internacional,
36:48ele também é um fundamento um pouco mais enviesado à baixa no nosso entendimento.
36:54Quando a gente considera a produção nos Estados Unidos,
36:56que acaba sendo também um formador de preço no mercado internacional
37:00e reflete nas cotações aqui no Brasil,
37:03eles acabaram de colher a maior safra da história.
37:05Mais de 430 milhões de toneladas foram colhidas nos Estados Unidos.
37:10Então isso coloca um viés de limitação de preços ao mercado norte-americano,
37:16as referências na C-Bolt.
37:17Aqui no Brasil acaba tirando um pouco da nossa competitividade em termos de exportação de milho
37:23e aí o mercado doméstico, a demanda interna,
37:25acaba sendo a fundamental para uma potencial absorção,
37:29um enxugamento do que a gente tem de oferta a chegar.
37:33Um outro fator que a gente tem que analisar também é a questão climática.
37:36A gente está no começo de semeadura aqui no Brasil,
37:40ainda estamos falando de 12% das áreas tendo sido semeadas até então,
37:44ela vem com um bom ritmo, acelerado até para o que é a média histórica,
37:49mas ainda há todo um desenvolvimento à frente
37:52que pode mudar um pouco dessa posição de mercado que a gente está tratando.
37:56Por hora não é o que a gente enxerga.
37:58Os modelos climáticos têm apontado para uma precipitação e até temperaturas
38:04que são mais confortáveis em termos de produtividade
38:07daqui até o período de desenvolvimento pleno da cultura.
38:11Por hora se desenha realmente essa conjuntura um pouco mais enviesada para baixo.
38:15A dica, a orientação que seria é se a cooperativa,
38:19se o mercado estiver dando uma oportunidade de travar o preço do milho
38:23ou de fazer essa antecipação de venda com um cenário onde,
38:28conhecendo os meus fluxos de produção,
38:30a minha margem está ficando legal para a cultura,
38:32para a questão do milho, é melhor eu fazê-lo.
38:35E não ficar contando, talvez, com uma virada de chave no mercado,
38:40porque os fundamentos nesse momento não mostram,
38:43não implicam aqui, no nosso entendimento,
38:45a uma virada de chave para preços mais sustentados ao longo de 2026.
38:51Então eu vou aproveitar que você deu esse panorama,
38:53inclusive falando de Estados Unidos,
38:55e te perguntar o que mais que vocês têm acompanhado
38:58do ponto de vista de mercado internacional,
39:01porque a gente sabe que o milho, na verdade,
39:03é uma das principais commodities do mundo,
39:06e o quanto que o fator biocombustíveis está influenciando,
39:11se influencia nesse comportamento também baixista,
39:15porque a gente sabe que o etanol de milho
39:18tem caído nas graças do mundo inteiro.
39:20A gente sabe que os Estados Unidos são os maiores produtores,
39:24aqui no Brasil a gente também tem visto um acréscimo
39:27da produção de etanol de milho,
39:28mas tem muito comprador pelo mundo olhando para esse etanol.
39:32Isso também está influenciando?
39:34O que vocês têm visto aí dessa dobradinha
39:36mercado internacional e biocombustível?
39:38Perfeito, perfeito, Mariano.
39:41Eu vou até fazer um adendo,
39:42já começando com a questão de biocombustíveis,
39:44acho que é o principal ponto que a gente tem que destacar.
39:46O mercado do milho, no ano passado,
39:49ele não foi tão pressionado para baixo
39:51quanto poderia ter sido, pensando na safra 23, 24,
39:55que antecedeu a anterior, de 2025,
39:59ele não esteve tão frouxo,
40:01mesmo com uma produção muito maior,
40:03em função justamente da demanda
40:05pelas usinas de etanol de milho aqui no Brasil.
40:07A gente, falando em mercado de milho brasileiro,
40:12a nossa maior parte da produção,
40:14ela acaba ficando no mercado doméstico
40:16e ela não tem tanta influência das cotações no cenário externo.
40:20Diferente da soja, a soja tem uma precificação bem atrelada
40:23ao que Chicago impõe e o dólar também.
40:26Quando a gente vai para o mercado interno,
40:28a gente acaba, quando a gente vai para o mercado do milho,
40:31a gente acaba tendo uma conjuntura
40:33onde principalmente o mercado doméstico é quem informa os preços.
40:37E aí a gente viu um cenário que ajudou a limitar esse viés de baixa
40:41e em 2026 pode ser um fator que também venha colaborar.
40:46Como?
40:47Há uma ampliação das usinas de etanol de milho aqui no mercado brasileiro,
40:51uma projeção de crescimento de quase 7 milhões de toneladas
40:55no consumo de milho,
40:56pensando só em mercado interno para essa temporada,
40:59diante de uma safra que, por hora,
41:02está sendo trabalhada como uma safra positiva,
41:05uma safra parelha, o que foi o ano passado.
41:08Então pode ter um papel fundamental
41:10para manutenção de preços
41:12ou para uma limitação desse viés de baixa.
41:15Inclusive com alguns momentos do ano,
41:18trazendo um pouco mais de viés de alta essa cotação.
41:21Em 2025 isso aconteceu.
41:23Nós tivemos a colheita de milho encerrada aqui no Brasil,
41:26as cotações acabaram não cedendo tanto,
41:28inclusive com algumas altas.
41:30Por quê?
41:31O produtor, ele conseguia segurar um pouco mais no seu histórico,
41:35porque os armazéns estavam já com milho,
41:38não tinha tanta soja dentro dos seus armazéns,
41:41segurou um pouco desse milho
41:42e conseguiu trabalhar com ofertas de vendas
41:45às usinas de etanol de milho, principalmente,
41:48em referências um pouco melhores no mercado esporte.
41:50Isso pode vir a acontecer agora em 2026.
41:53A projeção é de aumento da produção de etanol de milho,
41:56mais plantas, mais unidades aqui,
41:58processadoras de etanol,
42:00chegando para consumir esse hipoproduto,
42:02e a gente não pode negligenciar um outro setor que é muito importante.
42:06Antes do etanol de milho entrar na pauta,
42:09nós tínhamos e temos ainda a relevância do setor de nutrição animal.
42:13E as projeções para a produção de carne bovina, suína e de frango
42:18indicam para um crescimento de alojamento,
42:21principalmente frango e suíno que comandam aqui o consumo de milho no Brasil,
42:25e isso deve também ajudar a limitar um viés de queda no mercado brasileiro.
42:30E aí, quando a gente vai para o mercado internacional,
42:33toda essa trajetória de mudança da estrutura de consumo de biocombustíveis
42:38acaba beneficiando esse processamento aqui no Brasil
42:41para a gente ter canais de escoamento,
42:43não só no mercado doméstico, como também em outros países.
42:48Então, é bom para a cadeia como um todo.
42:51Bom para o produtor, porque ele passa a ter um pouco mais de segurança.
42:53A gente está falando aqui de uma expectativa de safra muito positiva,
42:57com um tom que talvez venha com o viés um pouco mais baixista a estável.
43:02Isso pode garantir margem, a depender do momento de custo de produção dele
43:06dentro do ano safra 25, 26.
43:09E, para o mercado, acaba trazendo mais opções de venda.
43:13Então, é muito bom para a gente conseguir trabalhar com um pouco mais
43:16de cadenciar esses preços ou segurar, limitar o viés de baixa.
43:20E bom para a agenda climática também,
43:22porque a gente está falando de biocombustível
43:24e do Brasil cada vez mais também assumindo para si
43:27essa tarefa de país da transição energética.
43:30Então, também isso acaba reverberando para o cenário internacional também.
43:35Obrigada, Viu, por fazer a gente entender aqui
43:38esse cenário inteiro do milho.
43:41Contamos com a sua participação aqui em outros momentos também.
43:44Obrigado, Mariana.
43:45Conta conosco um ótimo final de semana todo.
43:47E falando em milho e etanol,
43:52esta semana também tiveram novidades sobre o setor, então,
43:55de biocombustíveis em geral.
43:58Foi lançada na quarta-feira, na Câmara dos Deputados, lá em Brasília,
44:01a Coalizão pelos Biocombustíveis,
44:04uma iniciativa que reúne lideranças políticas,
44:07entidades representativas e instituições ligadas
44:10aos setores energético e agroindustrial.
44:13O objetivo é fortalecer a agenda de transição energética,
44:18acompanhar a regulamentação da lei do combustível do futuro
44:21e consolidar o Brasil como protagonista global
44:25na produção de energia renovável, como a gente estava falando agorinha.
44:28A coalizão é formada, então, inicialmente por quatro frentes parlamentares,
44:34que são elas a Frente Parlamentar da Agropecuária,
44:38a Frente Parlamentar do Biodiesel,
44:40a Frente Parlamentar do Etanol
44:43e também a Frente Mista de Economia Verde.
44:47De acordo com a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil,
44:53a APROBIO,
44:54a coalizão pretende atuar junto ao Executivo e ao Legislativo
44:59na formulação de propostas, metas e instrumentos
45:03que acelerem a transição energética brasileira.
45:08E no primeiro bloco, nós começamos a falar das investigações
45:12do Tribunal de Contas da União
45:14sobre possíveis fraudes no crédito rural
45:17e o descumprimento do manual de crédito rural do Banco Central.
45:22Em conversa essa semana com o secretário executivo
45:25do Ministério da Agricultura, Irajá Lacerda,
45:28ele me explicou que o assunto está sendo tratado
45:31dentro de um grupo de trabalho da pasta.
45:34Vamos conferir.
45:35O TCU, no primeiro momento,
45:37ele tem uma auditoria sobre a concessão
45:42a concessão indevida do crédito rural.
45:47Ele, olhando os critérios para as concessões
45:52que estavam sendo aplicadas pelas instituições financeiras.
45:57Então, ele, um nível de auditoria mais voltada
46:03para a parte técnica, para a parte ambiental,
46:07da finalidade do crédito.
46:10Dentro disso, paralelo a isso,
46:14todo esse movimento dos eventos climáticos
46:17que atingiram...
46:19Estou sempre dando o exemplo do Rio Grande do Sul
46:23porque é um exemplo que está mais vivo
46:27na memória das pessoas
46:31que não são do nosso meio,
46:35mas que viram toda essa tragédia do Rio Grande do Sul
46:39que isso fez na vida das pessoas
46:41e na vida também dos produtores rurais.
46:45Então, com todo esse movimento,
46:48foi se instaurando outros grupos
46:50de trabalho para acharmos uma solução em conjunto.
46:56Então, foi feito no Senado,
46:59foi feito na Câmara, né?
47:01E dentro disso,
47:02quando você começa a buscar a solução,
47:07começam também a aparecer os problemas,
47:09outros tipos de problemas, né?
47:11Então, dentro de todo esse contexto,
47:15de várias auditorias,
47:17nasceu-se a necessidade,
47:19por parte do Ministério da Agricultura,
47:21de instaurar, né?
47:24Um grupo de trabalho
47:25para fazer uma apuração prévia, né?
47:29Para fazer a identificação real, né?
47:34Trazer indícios de materialidades conclusivas, né?
47:39Dessas práticas abusivas
47:41que estão sendo relatadas diariamente
47:45por parte dos produtores, né?
47:48Contra as instituições financeiras
47:50e as cooperativas de crédito.
47:52Segundo o secretário-executivo do Mapa,
47:54as apurações seguem em andamento,
47:57junto com comissões instauradas
47:59tanto na Câmara quanto no Senado.
48:01As investigações se desdobram
48:03para todas as instituições financeiras
48:05que operam com crédito rural,
48:07tanto públicas quanto privadas.
48:10Nós estamos apurando
48:10todos os tipos de instituições financeiras,
48:14cooperativas, né?
48:15Qualquer instituição que esteja aí
48:18habilitada e distribuindo o crédito rural,
48:23que haja denúncia contra ela,
48:25nós estamos fazendo.
48:27Então, nessa primeira conclusão parcial,
48:33nós tivemos várias instituições,
48:37são inúmeras instituições,
48:38não são só bancos públicos,
48:40tem várias instituições,
48:42nós estamos apurando com rigor
48:44devido todas as operações.
48:46Na conversa com o secretário Irajala Cerda,
48:49fica claro que a conduta dos bancos
48:52pode estar relacionada ao aumento
48:55do endividamento rural
48:56e das recuperações judiciais no campo.
49:00E por trás disso está a mudança climática,
49:02já que as quebras de safra
49:05e a falta de seguro rural
49:07estão colocando os negócios em maior risco.
49:10E hoje, um fato que ninguém pode negar
49:13e que nós vamos ter que aprender
49:15a conviver com isso
49:17e nos preparar para esse enfrentamento
49:20são os eventos climáticos,
49:21as mudanças climáticas, né?
49:24O meio ambiente hoje,
49:26ele é o maior ativo, né?
49:28da propriedade rural,
49:31do setor produtivo do Brasil.
49:33Porque tem um meio ambiente equilibrado,
49:37aí nós vamos conseguir produzir o quê?
49:39Não é?
49:40A gente está vendo
49:41o que os eventos climáticos fazem, né?
49:43Então nós estamos vendo
49:44um dia chuva,
49:46outro dia seca, né?
49:48Outro dia ventos fortes, né?
49:51Isso é uma realidade hoje
49:53que nós vamos ter que estar
49:55nos adaptando,
49:56nos preparando,
49:57nos modernizando.
49:59Na última sexta-feira,
50:00dia 6 de fevereiro,
50:02o Ministério de Relações Exteriores
50:04e a Embrapa
50:05inauguraram um escritório
50:07de cooperação técnica
50:08em Addis Abeba, na Etiópia.
50:11Para falar conosco
50:12sobre como funciona
50:13essa cooperação
50:14entre o continente africano
50:15e o Brasil,
50:16nós vamos conversar agora
50:18com o Neuci Cacheta,
50:19que é responsável
50:20por essa cooperação técnica
50:22com África, Ásia e Oceania
50:24dentro do Itamaraty,
50:26do Ministério de Relações Exteriores.
50:28Bem-vindo ao Hora H do Agro,
50:30Neuci.
50:30Obrigada pela participação.
50:32A gente sabe
50:33que essa cooperação
50:34entre Brasil e África
50:36é de muitos anos.
50:38Perdeu força
50:39durante alguns anos,
50:40agora volta.
50:42Queria entender contigo,
50:43então,
50:43de uma forma um pouco geral,
50:45do que se trata
50:46a cooperação técnica,
50:48em forma mais ampla,
50:50olhando para o continente
50:52e aí,
50:53olhando para esse escritório,
50:54especificamente na Etiópia.
50:56Obrigada pela participação de novo.
51:00Eu que agradeço
51:01ao convite
51:02para participar
51:02desse programa
51:03que leva informações
51:05precisas
51:06para milhares de pessoas
51:07pelo Brasil afora.
51:10Estou hoje
51:11em Adesapéba,
51:12com muita alegria
51:13que nós inauguramos
51:14aqui o escritório
51:15de cooperação
51:16para o desenvolvimento
51:17do Ministério
51:18das Relações Exteriores,
51:19nas dependências
51:20da Embaixada do Brasil
51:22em Adesapéba.
51:23A cooperação técnica,
51:25ela é uma ferramenta
51:26de política externa
51:27do governo brasileiro
51:28e essa atividade
51:30dentro desse campo
51:32foi uma determinação
51:34do presidente Lula
51:36que esteve
51:37em Adesapéba
51:40por ocasião
51:41da cúpula
51:42da União Africana
51:43em fevereiro de 2024
51:44e o Itamaraty
51:46então começou
51:47a trabalhar
51:48para encontrar
51:50um meio
51:51legal
51:52e criar
51:53essa estrutura
51:54que aproxima
51:56ainda mais
51:56o Brasil
51:57do continente africano.
52:00A gente sabe
52:01que
52:01vamos falar
52:02estamos
52:03num ambiente de agro
52:04então a gente sabe
52:05que muitos países
52:07do continente africano
52:09se baseiam
52:10no desenvolvimento
52:11agropecuário
52:12do Brasil
52:13no desenvolvimento
52:14da ciência
52:15na parte
52:16de máquinas agrícolas
52:17no desenvolvimento
52:18da mão de obra
52:19o que que vocês
52:20tem olhado
52:21então
52:21desse ponto de vista
52:23como que o Brasil
52:23pode ajudar
52:25os países
52:27a se desenvolverem
52:28e o que que o Brasil
52:29ganha com isso também
52:30acho que é importante
52:31deixar claro aqui
52:33porque tem muito
52:34às vezes
52:34essa percepção
52:35de que o Brasil
52:35chega no continente africano
52:37colocando dinheiro
52:39somente
52:39que não ganha
52:40nada em troca
52:41então
52:41quais que são
52:42também
52:43quais que são
52:43os benefícios
52:44para o Brasil
52:45estar no continente
52:46Bom
52:49quando a gente fala
52:50em cooperação técnica
52:51do Brasil exterior
52:52nós estamos falando
52:53a maneira que o Brasil
52:55tem de levar
52:56o conhecimento
52:57levar
52:57tecnologias
52:58boas práticas
52:59que foram desenvolvidas
53:00no Brasil
53:01pelas instituições
53:03brasileiras
53:04seja do setor público
53:05do setor privado
53:06e a partir
53:08de um pedido
53:10feito
53:10por o país
53:11a agência brasileira
53:14de cooperação
53:15que é um departamento
53:16do Ministério
53:16das Relações Exteriores
53:17que tem o mandato
53:19de coordenar
53:19esse trabalho
53:20fora do Brasil
53:22e também internamente
53:23do que nós recebemos
53:24de outros países
53:25convida as instituições
53:27a levar esse conhecimento
53:29aos governos
53:31então é uma cooperação
53:32entre governos
53:33para fortalecimento
53:34das instituições
53:36fortalecimento
53:36das pessoas
53:37com todo esse conhecimento
53:39que foi
53:39produzido aqui no Brasil
53:41por meio de pesquisa
53:43por meio de experiências
53:45nós levamos
53:47esse conhecimento
53:48que a gente chama
53:48de cooperação técnica
53:49e claro
53:51que a agricultura
53:52tendo
53:53conta
53:55o desenvolvimento
53:55do setor
53:56no Brasil
53:57seja na agricultura
53:58familiar
53:58seja no agronegócio
54:00é um país
54:02que os países
54:03em desenvolvimento
54:04os países do sul global
54:05se inspiram
54:06no Brasil
54:07com o modelo
54:08de desenvolvimento rural
54:09e a abertura
54:11desse escritório
54:12então
54:13ele traduz
54:15essa vontade
54:17do atual governo
54:19de estar mais próximo
54:20da África
54:21e claro
54:23que
54:24primeiro
54:25a primeira instituição
54:27que se instalou
54:29nesse escritório
54:30é a Embrapa
54:31a Embrapa
54:32designou
54:33um funcionário
54:34seu
54:35para estar lotado
54:36nesse escritório
54:37em Addisabella
54:37dessa maneira
54:38fica mais fácil
54:39o contato
54:40tanto com as entidades
54:42da agricultura
54:43da Etiópia
54:43mas também
54:44na União Africana
54:47e
54:47congrega
54:49todos os países
54:50do continente africano
54:52muito interessante
54:53no passado
54:54eu estive
54:55no Quênia
54:56e aí eu visitei
54:57tanto uma parte
54:58de avicultura
54:59produção de café
55:01quando a gente chega
55:02em qualquer área
55:03agrícola
55:04e a gente fala
55:05que é do Brasil
55:06o pessoal já
55:07realmente estende
55:08o tapete vermelho
55:08é incrível
55:10ter esse reconhecimento
55:12porque às vezes
55:12a gente fica querendo
55:13ir para os Estados Unidos
55:15Europa
55:15e não olha
55:17para toda uma parte
55:18do globo terrestre
55:20que tem no Brasil
55:21a inspiração
55:23o exemplo
55:24mas eu queria te perguntar
55:25o seguinte
55:26depois que o escritório
55:28está aberto
55:29depois que a Embrapa
55:30já chegou
55:31quais que são
55:32os próximos passos
55:34o que de fato
55:35a gente pode esperar
55:37tanto do ponto de vista
55:38de pesquisa
55:39e cooperação técnica
55:41como é o próprio nome
55:42mas também do ponto de vista
55:43de questões regulatórias
55:45que às vezes
55:45são um entrave
55:46Bom, você havia me perguntado
55:51o que o Brasil ganha
55:53com esse trabalho
55:54da cooperação técnica
55:55para te dar um exemplo
55:56muito concreto
55:58e real
55:59nós estamos hoje
56:01aqui em Etiópia
56:02encerrando um ciclo
56:05um circuito
56:07e também
56:12foi no Quênia
56:13na Ruanda
56:15e encerramos aqui
56:15na Etiópia
56:16é uma missão
56:18multissetorial
56:18organizada pelo Itamaraty
56:20e pela PECS
56:22é um fórum
56:24de cooperação econômica
56:26e onde há participação
56:28de centenas
56:29mesmo
56:29de empresários brasileiros
56:31não só
56:32do agronegócio
56:33mas de todas as áreas
56:34do conhecimento
56:35e hoje
56:37estamos encerrando
56:39isso aqui
56:39esse seminário
56:41e aproveitamos
56:43dessa oportunidade
56:44também
56:44da presença
56:45de várias autoridades
56:47brasileiras
56:47de empresários
56:48a presidente
56:49da Embrapa
56:51a PECS
56:54e outras instituições
56:55para fazer
56:56essa cerimônia
56:57de inauguração
56:57do escritório
56:58que já estava
56:59em funcionamento
57:00então
57:02a cooperação
57:03ela
57:03inicia
57:05abrindo portas
57:06levando o conhecimento
57:07que foi desenvolvido
57:08no Brasil
57:08e aí isso facilita
57:10muito mais
57:11o contato
57:11dos empresários
57:12e de outras instituições
57:14que querem atuar
57:14no país
57:15seja por meio
57:16da cooperação TEC
57:17seja por meio
57:18da cooperação
57:18científica
57:20tecnológica
57:21econômica
57:22então a cooperação TEC
57:24ela abre as portas
57:25para essas outras
57:26cooperações
57:27isso é um ganho
57:28inenso no Brasil
57:28ainda tarde
57:30eu estava conversando
57:30com o empresário
57:31e disse
57:31se a gente tivesse
57:33que vir sozinho
57:34aqui
57:34seria muito mais difícil
57:36mas com todo o apoio
57:38do governo
57:39da Apex
57:40nós abrimos
57:43mercados
57:44ontem
57:46nós encerramos
57:47esse seminário
57:48em Kigali
57:50em Ruanda
57:51e
57:52com essa
57:53nesse seminário
57:55nós abrimos
57:57mais seis
57:58mercados
57:59para exportação
58:00do agronegócio brasileiro
58:02então
58:03você pode perceber
58:04claramente
58:05a importância
58:07que o governo
58:08dá a cooperação
58:09como uma ferramenta
58:10externa
58:11brasileira
58:12perfeito
58:13lembrando inclusive
58:14que também
58:15a China
58:16está ocupando
58:17de forma
58:18considerável
58:20o continente
58:21africano
58:21então é importante
58:23outros países
58:23como o Brasil
58:24estarem lá também
58:25porque a gente está falando
58:26da ocupação
58:27de terras
58:28de tecnologia
58:29obrigada
58:30Nilce
58:30pelas suas
58:31respostas aqui
58:32pela contribuição
58:34e espero que a gente
58:35tenha boas notícias
58:36sobre essa cooperação
58:37aí com a África
58:38obrigada pela participação
58:39de novo
58:40eu que agradeço
58:43e estou à disposição
58:44para outras
58:45ocasiões
58:46e o nosso programa
58:48fica por aqui
58:49mas você continua
58:50conectado
58:51nas nossas redes sociais
58:52ligado na programação
58:53da Jovem Pan News
58:54muito obrigada
58:56pela sua companhia
58:56eu agradeço
58:57a todo mundo
58:57que faz o programa
58:58comigo e a gente
58:59te espera
58:59na semana que vem
59:00hora H do Agro
59:13a opinião
59:16dos nossos comentaristas
59:17não reflete
59:18necessariamente
59:19a opinião
59:20do grupo
59:21Jovem Pan
59:21de comunicação
59:22Realização Jovem Pan
59:28Jovem Pan
59:29Jovem Pan
59:30Jovem Pan

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