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O Hora H do Agro desta edição analisa os principais cenários do agronegócio brasileiro para 2026, com foco nas perspectivas de mercado para leite, arroz e feijão. O programa traz entrevistas com lideranças setoriais para discutir a queda prevista na safra de arroz, o bom potencial produtivo do feijão e os caminhos de reação da pecuária leiteira após um 2025 marcado por crises. O noticiário também aborda os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre café e citros, além dos debates em torno da reformulação do seguro rural, tema central para a proteção do produtor no próximo ano.
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NotíciasTranscrição
00:00Hora H do Agro
00:12Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro.
00:18Eu sou Mariana Grilli e nós estaremos juntos na próxima hora
00:20falando sobre as principais notícias do agronegócio.
00:23E no programa de hoje nós vamos falar sobre as perspectivas
00:27para o mercado de leite, arroz e feijão para 2026.
00:30Vamos ouvir ainda como a citricultura e a cafeicultura
00:34esperam superar o impacto deixado pelo tarifácio em 2025
00:38e a expectativa para a reformulação do seguro rural em 2026.
00:44Então fique por aí porque o Hora H do Agro está só começando.
00:47Agora a gente vai falar sobre um item essencial na mesa do brasileiro
00:52que é o arroz.
00:53Deve ter safra, a safra brasileira de arroz 25, 26.
00:58Aí a gente está falando que está em torno de 12,4% inferior a menos
01:03no comparativo com o ano passado.
01:06São esperadas 11 milhões e 200 mil toneladas.
01:10Foi o que apontou o terceiro levantamento de safra de grãos da Conab,
01:14a Companhia Nacional de Abastecimento.
01:16Para analisar as perspectivas da produção de arroz para 2026,
01:19nós vamos conversar agora com a Andressa Silva,
01:22que é diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Arroz,
01:26Sabe Arroz?
01:27Bem-vinda ao Hora H do Agro.
01:28Obrigada pela participação, Andressa.
01:31Eu queria então começar te perguntando nesse sentido de previsão, né?
01:35Tendo em vista esses números que a Conab apresenta,
01:38quais que são as atuais condições mercadológicas no arroz, né?
01:45Que justificam essa redução, o que está acontecendo no campo,
01:49o que anda acontecendo no campo, para a gente estar olhando esses números.
01:53E aí queria entender como que a gente conversa sobre isso nesse comecinho de 2026.
01:59Mariana, primeiro, muito obrigada pelo espaço.
02:02É importante a gente falar um pouco sobre o arroz, justamente como você colocou,
02:06é um produto importante para a segurança alimentar
02:10e também é um produto tradicional do consumo do brasileiro.
02:14E eu acho que é importante contextualizar um pouco como nós chegamos até 2025
02:19para entender depois o que nós esperamos de 2026.
02:24Nós viemos, então, de uns dois ou três anos de uma produção abaixo da média anual,
02:32que é de cerca de 11 milhões de toneladas, em função das condições climáticas.
02:36Então, sofremos com estiagem, enchentes.
02:39No ano passado, as enchentes que se abateram sobre o estado do Rio Grande do Sul
02:43acabaram comprometendo a comercialização e a produção já era inferior à média.
02:51Então, isso fez com que os preços de arroz no mercado subissem.
02:55Com menos oferta de produtos, os preços subiram e ficaram mais atrativos para o produtor.
03:01O produtor, então, aumentou a área de produção, não só no Brasil, mas no Mercosul também.
03:06O Mercosul é um produtor de arroz, concorrente do Brasil, exporta produto para o Brasil também.
03:13E no mundo, houve, em função das condições climáticas, um aumento da produção.
03:18Isso gerou, então, um excesso de oferta no mercado interno brasileiro e os preços, então, deprimiram.
03:25Então, houve o inverso.
03:26No ano passado, nós tivemos bons preços e, esse ano, os preços ficaram muito aviltados.
03:32Essa situação acaba sinalizando ao produtor a necessidade de ajustar a área de plantio,
03:40para que possa haver uma reação nos preços e para que, no ano de 2026, nós tenhamos preços mais remuneratórios para a cultura.
03:50Então, confirma essa estimativa da Conab de uma redução da produção de cerca de 12% ou mais,
03:57porque ainda não encerrou o plantio, e isso provavelmente vai trazer um cenário de mais alívio para o produtor e também para a indústria,
04:07porque esses preços muito aviltados também não interessam à indústria,
04:11já que os custos de produção da indústria, de beneficiamento e de insumos continuam elevados.
04:18Pois é, essa parte de beneficiamento, o pós, quando a gente está falando entre o pós-colheita,
04:26entre o campo e a indústria, existe esse local que é estratégico, que é do beneficiamento,
04:33que é até da própria logística de armazenagem, tudo isso está nessa panela de pressão,
04:40quando a gente fala da formação dos preços.
04:42Agora, você falou de ajuste de área de plantio, como que a indústria acompanha isso do ponto de vista de
04:50vocês não são os produtores rurais, mas certamente tudo que o produtor rural decide no campo afeta a indústria.
04:58Então, vocês estão com uma expectativa de um amplo ajuste de área,
05:03o que está se falando dentro da indústria, quando a gente olha para essa tomada de decisão do produtor rural,
05:10se ele de fato vai ampliar ou não essa área?
05:15Bom, de 2024 para 2025, houve um aumento da produção de cerca de 20% em decorrência do aumento da área de plantio.
05:24E em 2025, então, houve um excesso de oferta por conta da produção,
05:29esse ajuste vem para 2026, a expectativa é que haja uma redução da área de plantio de cerca de 10%.
05:37Existe no Rio Grande do Sul o Instituto Rio Grandense do Arroz,
05:41que faz o cálculo da estimativa de produção,
05:45e como você sabe, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do país,
05:50responsável por cerca de 70% de todo arroz produzido.
05:53Então, o IRGA, que é o Instituto Rio Grandense do Arroz,
05:58faz esse acompanhamento para entender qual que vai ser a perspectiva de produção do ano seguinte,
06:04e nós acompanhamos por aí.
06:06A Conab faz um acompanhamento a nível nacional,
06:10existem outros estados produtores, como Santa Catarina,
06:13que tem uma importância, produz cerca de 10% de toda a produção nacional,
06:18e também estados no Brasil Central,
06:20que no ano passado, em função dos preços atrativos,
06:24também aumentaram a produção de arroz.
06:26Então, nós trabalhamos com os números do IRGA e da Conab
06:32para formar um entendimento em relação a como vai ser a expectativa de produção
06:38e redução diária do ano seguinte.
06:41Então, nós estamos realmente trabalhando com esse número de 10% de redução diária.
06:45Mas lembrando que, como o plantio ainda não acabou,
06:48esse número ainda pode variar para menos.
06:52Certo. E aí, eu queria entender, você falou do IRGA ali, da própria Conab,
06:58mas que estão nessa frente de levantamento de dados, os quais vocês se utilizam.
07:03Ou a Abia Rosa, a indústria, de alguma forma,
07:06tem uma aproximação com o produtor rural?
07:09Como que é essa conversa, esse diálogo entre quem realmente está no campo?
07:15Existe alguma interlocução?
07:17Ou vocês, de alguma forma, não se aproximam tanto?
07:22Porque o lance é a indústria, é o que depois já está colhido.
07:27Na verdade, Mariana, no ano passado, no ano de 2024,
07:32quando ocorreram as enchentes,
07:33o setor produtivo e a indústria se uniram bastante,
07:37inclusive para fazer uma interlocução em nível de cadeia com o governo federal.
07:44E, nesse momento, a relação da indústria-produção é muito positiva,
07:48muito próxima.
07:49E existe esse alinhamento em relação à necessidade do equilíbrio da oferta e demanda,
07:54o que vai acontecer a partir da redução diária, redução da produção.
07:58E, na outra ponta, é um trabalho para aumentar o consumo do arroz
08:02e também o escoamento do excedente de arroz para o mercado externo.
08:07Você adiantou uma das minhas perguntas aí,
08:10porque eu ia falar sobre o consumo,
08:12porque a gente vê vários dados ao longo dos últimos anos,
08:16que apontam que o brasileiro tem consumido menos arroz e feijão.
08:20A indústria sente isso?
08:23Como que vocês enxergam esse comportamento de consumo?
08:28Porque, de fato, é algo que reflete a decisão de compra do brasileiro,
08:34reflete o poder de compra,
08:36reflete, inclusive, muitas vezes, se ele está comendo dentro de casa ou mais fora.
08:41Então, todos esses números que a gente vem vendo de uma retração,
08:47a indústria está sentindo e está fazendo o quê, então?
08:51Eu queria entender um pouco mais na ponta,
08:53se do lado do consumidor existe campanha,
08:57existe um diálogo com, não sei, nutricionistas.
09:00O que a indústria está fazendo para fomentar
09:02a importância do consumo de arroz pela população?
09:07Marina, se você olhar em um período de tempo de 40, 50 anos,
09:11que foi a análise feita pela Embrapa,
09:14que levou a essa conclusão de uma redução de consumo,
09:18realmente houve essa redução.
09:21Porém, a Biarros trabalha com os números da Conab
09:23e, de acordo com o levantamento de safras,
09:25nos últimos cinco anos, houve uma estabilidade no consumo.
09:29O consumo, na verdade, oscilou de 10,5 milhões de toneladas
09:32para 11 milhões de toneladas.
09:35Em 2025, foram 11 milhões de toneladas
09:38e, para 2026, se confirma a mesma perspectiva.
09:41Então, nós trabalhamos com a estabilidade.
09:44Mas é claro que a pandemia acabou levando a novos hábitos de consumo.
09:49Então, o consumidor passou a consumir mais fast food
09:53e ultraprocessados.
09:55E isso despertou um alerta na indústria
09:58no sentido de que é preciso dialogar melhor com o consumidor,
10:02levar informações com credibilidade
10:05para que ele possa fazer uma tomada de decisão
10:08mais esclarecida, mais consciente.
10:11E, nesse sentido, é que nós pensamos, então,
10:15no desenho de uma campanha de valorização do arroz,
10:18que é justamente para que o consumidor resgate
10:21essa referência da importância do arroz na alimentação,
10:25tanto em questão de saudabilidade,
10:27mas também a importância do arroz para o Brasil,
10:29porque nós somos autossuficientes na produção de arroz.
10:32E isso é motivo de celebração,
10:35porque é um alimento amplamente consumido
10:38e que, se nós não tivéssemos essa produção autossuficiente,
10:43nós teríamos que importar esse produto
10:45e aí ficar sujeito a alterações de câmbio e mesmo de qualidade.
10:48Então, trazer para o consumidor essa ideia
10:52de que o arroz também tem uma importância econômica e social para o Brasil,
10:57nesse sentido de gerar renda, desenvolvimento social, emprego,
11:02é interessante para que crie uma identidade
11:06entre o consumidor e o produto.
11:08E aí, nós estamos explorando essa questão
11:11de levar informação e desenvolvemos, então,
11:13a campanha Arroz Combina.
11:15Essa campanha foi lançada no dia 31 de outubro,
11:19que, coincidentemente, é o Dia Internacional do Arroz,
11:22e nós estamos trabalhando num formato digital.
11:26Então, identificamos ali alguns influenciadores
11:29que têm conhecimento do arroz,
11:31seja na área de gastronomia, de saúde, de bem-estar
11:35e de ciência também,
11:37e eles vão ser os nossos interlocutores
11:39para alcançar diversos nichos de público.
11:42Então, uma questão interessante, Mariana,
11:46é que nos primeiros conteúdos que foram divulgados
11:50foram ensinando a fazer arroz
11:51e tivemos um acesso bem interessante.
11:54Ou seja, falta até essa informação básica para o consumidor
11:58e o público alcançado ficou ali abaixo dos 30 anos.
12:03Então, são potenciais consumidores
12:05que não têm informação com relação à facilidade do preparo,
12:09à versatilidade do arroz
12:11e que, por isso, acabam procurando alternativas.
12:14Então, é nosso dever, enquanto indústria,
12:17tentar trabalhar essa informação de qualidade
12:20com o consumidor
12:21e para que ele possa, então, fazer uso do arroz
12:24em todas as suas formas.
12:26Não só o arroz no prato,
12:27mas arroz doce e outras combinações também.
12:30Interessante.
12:31Interessante.
12:32A gente, inclusive, olhar para essa faixa etária
12:34que recorre à internet para absolutamente tudo
12:38e, muitas vezes, em vez de perguntar dentro de casa
12:41como é que faz o arroz, vai ver na internet.
12:43É por isso que...
12:44E é isso.
12:44Se o setor não ocupar esse espaço,
12:47talvez alguém ocupe.
12:48E nada contra o pessoal da gastronomia.
12:50Mas é importante ensinar desde a indústria
12:55e, de preferência, incluir o produtor rural nisso aí também
12:59para o pessoal ver o valor do produtor rural
13:01nessa cadeia toda.
13:03Agora, você também tinha falado
13:05dessa importância da valorização do brasileiro
13:10valorizar o arroz
13:12por uma questão da nossa autossuficiência,
13:16do que a gente planta e abastece o país.
13:19Agora, o que a indústria tem olhado para exportação?
13:24Porque é importante a gente também trazer
13:25para a audiência aqui
13:27que também arrostam...
13:29Tem diferentes tipos de arroz, né?
13:31Tem arrozes no mundo, né?
13:33E os países ali também trabalham com importação e exportação
13:37por essa variedade.
13:39Como que a indústria se posiciona?
13:41Como que está a performance de exportação?
13:45Queria entender um pouco como que vocês olham isso
13:47dentro desse fim de 25 e começo de 26?
13:53Esse cenário de oscilação entre excesso de produção
13:57e uma redução na produção é cíclico na história do arroz.
14:02E em 2009, quando a Bia Arroz foi criada,
14:05nós olhamos para essa questão,
14:07a necessidade de haver um maior ajuste
14:09entre produção e oferta.
14:11e então focamos nesse trabalho de exportação do arroz
14:15para enxugar o mercado
14:17e exportar os excedentes, não só do Brasil,
14:20mas nós também absorvemos os excedentes do Mercosul.
14:23Então, havia essa necessidade de fazer um ajuste
14:27e passava pela exportação.
14:29Em 2012, nós fizemos, então, um convênio com a Apex Brasil,
14:33que é uma agência de exportação,
14:35de promoção, exportação e investimento do governo.
14:38E, a partir desse convênio, nós mapeamos alguns mercados-alvo
14:42e começamos a desenvolver ações de capacitação das empresas,
14:45porque muito do arroz exportado era feito por intermédio de tradings.
14:50Então, nós começamos a capacitar as empresas
14:52para acessarem o mercado externo
14:54e trabalhando com diversos níveis de maturidade exportadora.
14:59Havia empresas que já exportavam,
15:00outras que nós temos um histórico de que não exportavam
15:03e hoje estão bem posicionadas no mercado externo.
15:07Participamos também de feiras internacionais,
15:10de missões, inclusive com o governo federal,
15:12a convite do governo.
15:14Esse ano, nós estivemos na China,
15:16perdão, em 2025, nós estivemos na China,
15:19no México e também na Nigéria.
15:24E também houve uma visita do presidente da Angola ao Brasil,
15:27nós também estivemos junto ao governo
15:29para trabalhar nesse mercado.
15:32E, além da participação em feiras e missões,
15:35promovemos também rodadas de negócios
15:37e trazemos formadores de opinião de outros países
15:39para conhecerem a nossa estrutura.
15:41Nós temos uma indústria muito avançada,
15:44uma produção altamente tecnológica
15:47que respeita os padrões rigorosos, sanitários, ambientais
15:52e sustentabilidade, que é um ativo que também nós precisamos
15:56comunicar melhor.
15:58E daí, esse ano, em 2025, trouxemos exportadores
16:03e formadores de opinião do México,
16:05que é um importante mercado para o arroz brasileiro.
16:07Essas são as ações do Brazilian Rice,
16:11que é o projeto que foi criado em parceria com a Apex Brasil.
16:15E nós, então, mapeamos para esse ano de 2026
16:19novos destinos, novas ações, participações em feiras,
16:24proposições de abertura de mercado para o governo federal.
16:28Nós estamos trabalhando bastante para a abertura do mercado chinês.
16:31Você imagina que é o segundo maior produtor e consumidor de arroz no mundo,
16:36atrás da Índia.
16:38E estamos focando nesse mercado,
16:40para além das ações que já fazemos tradicionalmente
16:44junto aos nossos associados e aos mercados consolidados.
16:47Muito interessante, muito interessante.
16:51Vou acompanhar de perto aí essa questão da abertura de mercados,
16:55inclusive essa questão que a gente vê muito,
16:59essa aproximação da Apex para turbinar negócios brasileiros
17:03no mercado externo,
17:05sobretudo com países do continente africano,
17:07como você colocou aqui, né?
17:09Nigéria, Angola, que você falou, né?
17:12Então, acho que é importante a gente também olhar o quanto que
17:14a nossa transferência de sabedoria de tecnologia
17:17também faz a gente ganhar esse mercado por aqui de várias maneiras, né?
17:21Andressa, obrigada, viu?
17:22Espero contar com você em outras oportunidades aqui ao longo de 2026.
17:26Andressa Silva, diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Arroz,
17:31a Bia Arroz. Obrigada, viu?
17:33Obrigada, Mariana. Um bom ano para todos.
17:36É isso.
17:37E nós já falamos de arroz,
17:39então não podemos deixar de falar do feijão.
17:42A Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento,
17:45apontou que as perspectivas são de condições climáticas favoráveis
17:49e lavouras com bom potencial produtivo.
17:52Nos últimos dias, nós conversamos, então, com o Marcelo Eduardo Líderes,
17:56que é presidente do IBRAF,
17:58o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses.
18:01Marcelo nos contou o que a associação, então,
18:04projeta para a cultura de feijão e os demais pulses em 2026,
18:08e qual o andamento de projetos da associação com o programa Brasil Superfoods.
18:16Vamos ver.
18:17O encerramento agora de 2025, eu diria que ele foi bastante positivo na análise do setor.
18:24Por quê?
18:25Porque nós conseguimos bater um novo recorde de exportação até novembro,
18:29500 mil toneladas.
18:30Era um objetivo que nós tínhamos colocado e foi alcançado sem desabastecer o mercado interno.
18:37Então, mantendo o mercado interno com preços historicamente confortáveis para a população,
18:45dentro de um patamar de preço de que, uma vez que o consumo de feijão é inelástico,
18:50ele é muito difícil de baixar o consumo, por isso, às vezes, ele sobe muito e rapidamente.
18:56Em outros momentos, ele baixa até um determinado ponto e, a partir daquele determinado ponto,
19:02mesmo que continue baixando, não aumenta o consumo.
19:04E nós conseguimos atender essa demanda esse ano dentro desse contexto.
19:08Ou seja, o feijão ficou a maior parte do tempo com um preço que tudo que o consumidor quis consumir,
19:15pôde consumir.
19:16Dentro do setor, a gente faz hoje uma diferenciação bastante grande entre as variedades de feijões.
19:24Por quê? Porque nós temos um feijão, que é o carioca, que tem 60% da produção e do consumo
19:30e, portanto, se ele tem um preço muito alto, ele pode, eventualmente, prejudicar o consumidor,
19:36ainda que você tenha feijão preto mais baixo.
19:38Aí você precisa orientar a população e a população acaba sendo orientada também pelo preço
19:44a buscar essa outra alternativa.
19:46Então, ele vai buscar o feijão preto, que, às vezes, não é muito do hábito de consumo dele,
19:50ou vai buscar o feijão vermelho.
19:52E nós temos, para você ter uma ideia, o que a exportação fez pelo nosso setor.
19:56Em 2005, quando nós sentamos a primeira vez com a Embrapa, com o Instituto Brunônico de Campinas
20:02e com o IDR do Paraná, nós mostramos qual era a perspectiva que havia
20:06se nós tivéssemos mais variedades de feijões.
20:09Naquela época, nós tínhamos duas variedades exportáveis.
20:12Hoje, 20 anos depois, a gente pode comemorar que nós temos mais de 20 variedades exportáveis.
20:20Isso significa que nós temos mais de 20 variedades que nós podemos atender o consumo interno,
20:25gerar excedentes e exportar.
20:27Uma vez que nós não temos a possibilidade de contar com uma política pública de estoques reguladores,
20:34mas, enfim, de uma ampla gama de suporte, que era desesperada a área pública,
20:44não tendo essa gama de suporte, a exportação é a melhor saída.
20:48Porque se o produtor vislumbra que ele vai produzir, talvez ele não tenha liquidez,
20:54ele não produz e você desabastece o mercado interno.
20:57Mas se ele tem a perspectiva da exportação, ele vai produzir.
21:01Então, esse foi um ano, eu diria para você, perfeito desse ponto de vista,
21:05mas claro que existem senões.
21:07O senão o quê?
21:08O senão que nós produzimos mais seja o preto, foi desequilibrado,
21:12a produção foi maior do que deveria ter sido.
21:15E tem produtores que carregam estoque até agora,
21:18numa situação em que eu juro, a Selic, todo mundo sabe a alta como está,
21:24mas o fato é que para você tomar recursos para um item básico como esse,
21:29para você carregar estoque, vai pagar mais de 20% ao ano, isso é impossível.
21:34Então, você tem alguns senões.
21:36Quando você olha agora para 2026, nós temos aí alguns desafios pela frente.
21:46O desafio de você estimular o produtor a plantar,
21:50como eu comentei, o produtor de feijão preto, ele produziu
21:52e teve uma dificuldade em escoar, a liquidez foi devagar.
21:56Então, talvez ele reduza a área plantada.
21:59Como é que você estimula ele?
22:01Falando de exportação, mas o mercado mundial para feijão preto
22:05também está mais lento.
22:07Houve safras em outros países,
22:09o México está se fechando para a importação do Brasil,
22:13há um esforço de manter o México aberto,
22:15mas existem questões internas,
22:17isso aí também tem a ver com a segurança alimentar do México,
22:20ele também quer estimular a produção dentro do país.
22:22O Marcelo falou também a respeito do comportamento do mercado,
22:26tanto interno quanto externo.
22:28Vamos conferir.
22:29Os aditos agrícolas têm feito um trabalho maravilhoso
22:33pelo Ministério da Agricultura e pelo setor,
22:35abrindo novos países.
22:37Então, nós estamos em vias de ter um acordo fixo sanitário com a Índia,
22:42com quem nós já temos uma relação bastante interessante,
22:45é o nosso maior importador,
22:46mas o feijão guandu.
22:48O feijão que nós produzimos no Brasil,
22:50não temos grande produção, nem grande comercialização,
22:55mas é uma fonte proteica muito apreciada na Índia.
22:59E a Índia tem condições de,
23:01ao nós termos esse acordo fixo sanitário,
23:03que provavelmente vai ser,
23:04esperamos, né,
23:05seja anunciado em fevereiro,
23:07durante a visita do presidente Lula à Índia,
23:12se for anunciado,
23:13nós vamos ter condições de aumentar a produção do feijão guandu.
23:15Então, estamos correndo já com a pesquisa,
23:18correndo com os sementeiros,
23:20conversando com todos,
23:21porque a hora que você tem esse mercado pronto para ser trabalhado,
23:25você precisa ter as cultivares.
23:27Então, esse é um dos aspectos.
23:29O outro aspecto positivo para o próximo ano
23:31é a perspectiva,
23:33nós defendemos agora,
23:34somente do lado chinês,
23:36a China pediu um acordo fixo sanitário para feijão mungo,
23:39aquele que faz molyash,
23:41feijãozinho verdinho.
23:42Então, o Brasil não produzia muito desse feijão,
23:44vem produzindo,
23:45a pesquisa tem avançado,
23:47o Instituto do Governo de Campinas avança muito rapidamente
23:49nas cultivares,
23:51deve ter soluções melhores para os produtores a cada ano,
23:55e deve ser anunciado em algum momento,
23:57de hoje a um ano,
23:59esse acordo fixo sanitário com a China.
24:01Tudo isso significa que o Brasil tem uma perspectiva,
24:04do ponto de vista de mercado internacional,
24:06de continuar tendo um incremento na exportação.
24:09Então, não é sem esforço,
24:12não é sem gargalo,
24:13não é sem dificuldade,
24:15não é sem estresse,
24:16mas a gente vai continuar avançando.
24:18Se isso avança,
24:19o produtor está resolvido,
24:21né, Mariana?
24:22Porque se ele não tiver o mercado interno,
24:24ou se ele não tiver o mercado externo,
24:26ele vai produzir outro grão.
24:29Então, até aí eu diria
24:31que dentro do nosso setor,
24:34no ambiente em que nós enxergamos,
24:36nós temos aí um ambiente bem positivo
24:39e as dificuldades são sanáveis.
24:41Mas há um problema,
24:43que daí não é só do setor do feijão,
24:46mas é da sociedade brasileira,
24:48que é a questão de consumo.
24:50Aí fica um pouco mais desafiador.
24:54Por quê?
24:55Porque enquanto era uma opção para o consumidor,
24:58tá, eu diminuo o consumo de feijão,
25:00mas eu tenho tantas outras alternativas,
25:02só que estudos como o da USP,
25:04vários deles, não é só um agora,
25:07que veio mostrando o prejuízo
25:09à saúde do brasileiro
25:11em função de deixar o alimento básico de lado,
25:14de deixar a comida de verdade de lado.
25:17Marcelo, obrigada por ter conversado com a gente.
25:19E agora nós vamos para o nosso intervalo.
25:23No próximo bloco,
25:25nós vamos falar sobre o que esperar
25:28da produção de leite em 2026.
25:30E também os detalhes
25:32sobre o projeto de lei
25:33que pretende reformular
25:35o seguro rural.
25:36Não sai daí, é rapidinho.
25:49Hora H do Agro
25:50Estamos de volta com mais um Hora H do Agro
26:09aqui na Jovem Pan News.
26:11O setor leiteiro,
26:13a hora que a gente vai abordar,
26:15enfrentou fortes crises em 2025,
26:17que cobrou medidas provisórias,
26:20inclusive, urgentes,
26:22anti-dumping.
26:23Para 2026,
26:25para a gente ter noção de dados,
26:26o Rabobank projeta
26:28que a produção brasileira de leite
26:30deve apresentar um crescimento moderado,
26:33influenciado, inclusive,
26:34por preços ao produtor
26:36ligeiramente menores
26:38do que no início do ano,
26:40preços que geralmente já são apertados,
26:42margens que a gente já veio falando aqui,
26:44que fica realmente apertado
26:45para o pecuarista leiteiro.
26:47Para a gente saber
26:48como que o setor
26:49tem se organizado
26:50em busca de reverter
26:51o cenário complicado de 2025,
26:54nós vamos conversar
26:54com a Maria Antonieta Guazelli,
26:57que é diretora de marketing
26:58da Associação Brasileira
27:01dos Produtores de Leite.
27:03Bem-vindo ao Hora H do Agro.
27:04Obrigada pela sua participação.
27:07Queria pedir, então,
27:08para você começar
27:09nos falando desse cenário.
27:11Como que vocês enxergam
27:13que encerrou 2025
27:15e que o setor
27:16começa 2026?
27:18Qual é essa macrovisão?
27:21Porque aí a gente começa
27:21a descer principalmente
27:23nessas questões
27:23de saúde financeira
27:25do produtor
27:26versus essa realidade
27:28de importação,
27:30de antidumping
27:30que o setor
27:31tem falado tanto.
27:32E obrigada de novo
27:33por topar aqui
27:34a entrevista com a gente.
27:36Nós que agradecemos.
27:37Estou aqui representando
27:38a Abra Leite.
27:39Agradecemos bastante
27:40essa oportunidade.
27:41é sempre muito importante
27:43para nós termos
27:44esse espaço
27:45para conversar
27:47com a imprensa.
27:502025
27:51foi um ano
27:52que começou
27:54razoavelmente bem
27:55em termos de preços
27:56ao produtor de leite,
27:59mas que experimentamos
28:00uma queda muito forte
28:02nesse preço
28:02no segundo semestre
28:03de 2025.
28:06A causa disso
28:07é uma alta produção interna.
28:10nós aqui do Brasil,
28:12mas principalmente
28:13o volume altíssimo
28:15de importações
28:16de produtos lácteos
28:18aqui do Mercosul.
28:21Teoricamente,
28:21a gente tem recebido
28:22essas importações
28:23de Argentina e Uruguai.
28:25Existem até
28:26alguns comentários
28:27não provados ainda
28:30que parte desse leite
28:31vem de outros países.
28:33Mas enfim,
28:33vamos nos ater
28:34aos fatos que nós temos.
28:36E isso tem trazido
28:37um impacto muito grande
28:38para o produtor de leite,
28:40para o nosso setor.
28:41E, infelizmente,
28:43coincidiu com o momento
28:45de safra.
28:46Esse momento agora,
28:47o verão,
28:49é o nosso momento
28:50de maior produção
28:51de leite.
28:52Porque a grande maioria
28:53dos nossos produtores
28:55ainda trabalha
28:56fora de confinamento.
28:59Então,
28:59tem toda aquela
29:00sazonalidade
29:01na produção.
29:02Então,
29:02coincidiu com
29:03esse alto volume
29:05de importação
29:06com alto volume
29:07de produção interna
29:09aqui no Brasil.
29:10Então,
29:10nós enxergamos
29:12como o ano
29:13de 26 vai ser
29:14um ano bastante difícil
29:16em termos de preço
29:17ao produtor de leite.
29:19Portanto,
29:20os produtores
29:21vão trabalhar
29:22com uma margem
29:22muito apertada,
29:24um pouco mais
29:25do que foi
29:26no finalzinho
29:27de 2025.
29:29Essa é a nossa visão.
29:30eu queria
29:33que você
29:34ajudasse a gente
29:35também,
29:36para quem não é
29:36do agro,
29:37porque a gente fala
29:38aqui com uma audiência
29:39que também não é
29:39do agro,
29:40a gente ter um termômetro
29:42ali do quanto
29:43que a pecuária leiteira
29:44é importante para o Brasil,
29:46para a geração de renda.
29:47A gente está falando
29:47que,
29:48se não me engano,
29:48a Abra Leite,
29:49até para o levantamento
29:50da Abra Leite,
29:51é considerado
29:52que todo município
29:53brasileiro tem
29:54pecuária leiteira.
29:55A gente está falando
29:55de 5.500 municípios.
29:57É mais ou menos isso?
29:59E fala um pouco
29:59para a gente
30:00desse mapeamento,
30:02de onde que estão
30:02esses produtores também,
30:04para a gente entender
30:04a dimensão
30:06demográfica disso.
30:09O setor de produção
30:11de leite,
30:12ele é altamente
30:13distribuído,
30:14capilarizado
30:15por todo o Brasil
30:16e altamente
30:17heterogêneo.
30:19A cadeia de leite,
30:21nós temos
30:21desde pequenos
30:22produtores
30:23até grandes
30:24produtores,
30:25tecnificados,
30:27organizados,
30:28que trabalham
30:29com um grau
30:30muito alto
30:30de tecnologia.
30:32E o que nós temos
30:33é que todos os municípios,
30:35o IBGE tem um número,
30:37que 98% dos municípios
30:39do Brasil
30:39tem produção de leite.
30:41E a produção de leite
30:42desenvolve,
30:44é responsável
30:45por um trabalho,
30:46não só
30:46o de produzir leite,
30:48mas geração
30:48de emprego
30:49e renda
30:50em 98%
30:51desses municípios.
30:52então o impacto,
30:55quando você impacta
30:56a produção de leite,
30:57o maior impactado
30:59sempre serão
30:59os menores produtores,
31:01é muito grande.
31:03Existe um impacto
31:03social violentíssimo
31:05quando você permite
31:07a chegada
31:08desse volume
31:09tão alto
31:09de leite importado
31:10a um custo
31:11muito mais baixo
31:12que o nosso,
31:13porque esse leite importado
31:14chega aqui
31:15com um subsídio
31:16e nós aqui,
31:17produtores de leite,
31:18nós não temos
31:19esse subsídio.
31:19Então você imagina
31:21a geração de renda,
31:22os empregos,
31:23todas as cidades,
31:25esses pequenos produtores,
31:26o impacto
31:26é muito grande.
31:28A gente vem assistindo
31:29o grande impacto.
31:31E é tão distribuído
31:32o setor leiteiro,
31:33porque se você pegar hoje
31:35os 100 maiores produtores
31:37de leite do Brasil,
31:39somar todo o leite
31:40produzido deles,
31:41não chega a 10%
31:44do total
31:45do leite produzido
31:46no Brasil.
31:47Então,
31:47para você ver
31:48o quanto é distribuído,
31:49dessa produção.
31:51E o quanto nós,
31:52enquanto associação,
31:54o governo tem que olhar
31:55desta forma
31:56para o nosso setor.
31:58E aí, Maria,
31:59a gente está falando,
32:00então,
32:01de medidas
32:02que mexem
32:03na estrutura
32:04do comércio
32:05interno e externo.
32:08Mas pelo que eu estou
32:09entendendo,
32:09existe muito,
32:10então,
32:10essa posição
32:13da Abra Leite
32:15de, então,
32:16reduzir as importações
32:20ou minimamente
32:22tirar, pelo menos,
32:25esses benefícios
32:26que o produtor brasileiro
32:28não tem.
32:29Vocês querem enxergar
32:30o que exatamente
32:32a Abra Leite
32:32pede para o governo federal,
32:34o que é esperado,
32:35inclusive,
32:36para articulações
32:37em 2026.
32:38É a não importação
32:39ou uma importação,
32:41mas que tem ali
32:42na ponta do lápis
32:44algo que seja
32:46benéfico
32:46para o produtor brasileiro.
32:49Sim,
32:49existem várias ações.
32:51Então,
32:51nós temos um processo
32:52anti-dumping,
32:53que é um processo
32:54que foi estartado
32:55já há algum tempo,
32:57capitaneado
32:58pela CNA.
32:59Esse processo,
33:00ele ficou parado
33:01e agora ele foi retomado
33:02e está em andamento.
33:03Então,
33:04essa seria
33:05a solução ideal,
33:07só que é uma solução
33:08de longo prazo.
33:10Nós,
33:10o setor,
33:11não sobreviveria
33:12aguardando
33:13a conclusão
33:14desse processo,
33:15que é um processo
33:16que roda
33:17em nível internacional,
33:19envolve instituições
33:21internacionais
33:22e, portanto,
33:23tem um tempo
33:24muito longo,
33:25mas é o principal.
33:26Então,
33:26como uma solução
33:27realmente definitiva,
33:29seria ter esse processo
33:31aonde será aprovado
33:32essa concorrência
33:34desleal
33:35no setor.
33:37E aí,
33:37portanto,
33:37tem as medidas
33:38necessárias.
33:39Só que,
33:40enquanto isso,
33:41como nós
33:42produtores de leite
33:44fazemos.
33:45Então,
33:45tem algumas medidas,
33:46entre aspas,
33:47paliativas,
33:49que a Abraleite
33:49tem atuado
33:50juntamente com o CNA
33:52e líderes políticos.
33:54Essa semana mesmo,
33:55nós tivemos
33:56várias reuniões,
33:57várias interações
33:58com esses líderes,
33:59buscando um paliativo.
34:01Existem algumas brechas
34:02na lei
34:02que,
34:04principalmente as indústrias
34:05aqui brasileiras,
34:07conseguem suspender,
34:08entre aspas,
34:09por um período
34:09de 45 dias
34:10e depois conseguem
34:12renovar mais 45 dias
34:13essas importações.
34:15Então,
34:15isso traz
34:16um certo alívio
34:17ao setor.
34:18E existe
34:19uma cobrança
34:20muito forte
34:21para o governo
34:22tomar alguma medida
34:24de conter,
34:25que ele não consiga
34:26zerar essas importações,
34:28mas de contenção
34:29dessas importações.
34:31Então,
34:32esse é o grande
34:32trabalho
34:33iniciado
34:34desde 2025,
34:36fortemente,
34:38prioritariamente,
34:39dentro da Braleite
34:40e deve continuar
34:42durante todo esse ano
34:43de 2026,
34:44buscando essas ações
34:45que sejam imediatas,
34:48podem ser paliativas,
34:50mas o setor precisa.
34:51Qualquer fôlego
34:52que nós conseguirmos
34:54para o setor
34:54é muito válido
34:55nesse momento.
34:57Mas hoje,
34:58de uma maneira
34:58bem pragmática,
35:01assim,
35:01a gente está falando
35:02no comecinho
35:03de janeiro.
35:05Existe
35:05o que de concreto
35:07que a Braleite
35:08está pedindo
35:10no sentido
35:11de prazos,
35:12de datas?
35:14Minha pergunta
35:15até no sentido
35:15de se a gente
35:16estivesse se falando
35:17com ministérios aqui,
35:19porque você está falando
35:20de governo federal,
35:21eu entendo que é.
35:22Se eu não me engano,
35:23era o Ministério
35:23da Indústria e Comércio
35:25avaliando isso,
35:26ali pelo pedido
35:27da CNA,
35:28mas o mapa
35:29precisa estar incluído
35:30nisso,
35:30o Ministério
35:31de Desenvolvimento
35:32Agrário,
35:33inclusive quando a gente
35:34está falando
35:34de agricultura familiar,
35:35porque uma parte
35:36da pecuária leiteira
35:37está na agricultura familiar,
35:39o que de robustez
35:42vocês estão apresentando
35:44e que seria,
35:47se a gente estivesse
35:47falando com esses ministérios,
35:49que eles pudessem
35:49dar a canetada?
35:51O que de fato
35:51a gente está pleiteando
35:53que chegue
35:55no produtor rural,
35:56na ponta,
35:57que isso é o ideal,
35:58é uma cadeia inteira,
36:00precisa chegar lá
36:01no campo?
36:01A reivindicação principal
36:04é a redução
36:06das importações,
36:07essa é a reivindicação
36:08principal,
36:09levada ao mapa,
36:11a todos esses ministérios
36:12que você citou,
36:13que são envolvidos
36:15nesse setor
36:16tão heterogêneo,
36:18isso é o que nós
36:19buscamos,
36:21estamos com a ajuda
36:22da liderança política,
36:24que nós temos
36:25muito forte
36:25no agro,
36:27buscando,
36:28esse é o nosso pedido,
36:29essa é a nossa reivindicação.
36:32Você tinha falado
36:33de Argentina,
36:34existe algum país
36:35que vocês olham
36:36com mais especificidade,
36:39assim,
36:40que está mostrando
36:42ser mais concorrente
36:44e um concorrente desleal?
36:45Então,
36:47a Argentina,
36:47ela tem um subsídio
36:49importante
36:49na produção de leite
36:51com relação
36:52à dieta,
36:53que a dieta hoje
36:54é 50,
36:5560% do custo
36:56do leite
36:57é a dieta,
36:58então ela tem um subsídio
36:59que impacta diretamente
37:00a dieta,
37:01então aí ela tem um custo
37:02menor de produção,
37:04esse é o problema,
37:05então quando você olha,
37:07é mais barato
37:07você comprar
37:08esse leite importado
37:09do que o leite
37:10nosso,
37:10produzido aqui,
37:12só que aí
37:13tem toda essa questão
37:14de subsídio
37:14e o mapa pode agir,
37:16ele pode ajudar
37:18a melhorar isso.
37:19Na questão do Uruguai,
37:20o Uruguai é um grande
37:21produtor exportador
37:23de leite em pó,
37:24então é uma escala
37:25enorme,
37:25gigantesca,
37:27e aí de novo,
37:29essa escala
37:29facilita muito
37:30a questão de custo,
37:32então com essas duas frentes
37:34a gente busca
37:35que esses ministérios
37:37tomem uma providência
37:38urgente
37:40no sentido de conter,
37:43principalmente
37:43para a gente passar
37:44esse momento
37:45da safra
37:46que eu comentei
37:46com você,
37:47porque quando a gente
37:48chegar lá,
37:49abril, maio,
37:51a produção interna
37:52nossa de leite,
37:53ela cai,
37:54a gente entra
37:55no período de seca,
37:56um período de inverno,
37:57que as produções
37:58tradicionais,
37:59elas caem bastante,
38:01o que se mantém
38:02são as produções
38:03de confinamento,
38:04que não é uma realidade
38:05para todo o nosso setor,
38:07então a gente precisaria
38:07de uma mudança
38:08urgente agora,
38:10para que a gente
38:11sobreviva,
38:12esses produtores
38:13consigam sobreviver
38:14até maio,
38:15onde aí sim
38:17a produção como um todo
38:18cai,
38:19e aí a gente tem
38:19um ajuste
38:20de oferta e demanda.
38:23E aí, Maria,
38:24queria então entender,
38:25porque minha cabeça
38:26vai pensando na cadeia
38:27como um todo,
38:28como que está hoje,
38:31o que é conversado
38:32a respeito então
38:33de armazenamento
38:35deste leite,
38:36porque assim como
38:37várias outras coisas
38:38do agro,
38:38se não todas,
38:40imagino que todas,
38:40na verdade,
38:41é perecível,
38:42estraga,
38:42se não guardar direito,
38:44foi trabalho
38:44jogado no lixo,
38:46né,
38:46então,
38:47e aí eu entendo
38:47que para maio,
38:49junho,
38:49quando está
38:50com uma produção
38:50baixa,
38:51o leite
38:52precisa estar
38:53estocado
38:53para que haja
38:54essa,
38:55essa,
38:56esse balanço
38:58entre oferta
38:58e demanda,
38:59né,
39:00hoje,
39:00o que que a Abra Leite
39:01diz a respeito
39:02da infraestrutura
39:03de armazenagem,
39:05como que está isso,
39:06é uma armazenagem
39:08que está basicamente
39:09incumbida
39:10da indústria,
39:11da agroindústria,
39:13ou é o produtor rural
39:14que também precisa
39:16armazenar
39:16para saber vender,
39:17queria que você desse
39:18para a gente
39:19essa leitura,
39:20por favor.
39:21Não,
39:21essa responsabilidade,
39:22tanto de armazenamento
39:23de leite em pó,
39:25como o leite UHT,
39:26que é o famoso
39:27leite de caixinha,
39:29fica a cargo
39:29das indústrias
39:30e ou varejistas,
39:32eventualmente existe
39:33alguma parceria
39:34com alguma indústria,
39:35um varejista,
39:36etc.
39:36Mas hoje
39:38tem uma limitação
39:39de armazenagem
39:40e de produção.
39:41Então,
39:41as plantas hoje
39:42de secagem de leite,
39:44elas estão
39:45super usadas,
39:47elas estão,
39:48você não consegue
39:49secar mais leite
39:50do que vem sendo secado,
39:52está na capacidade
39:52máxima dessas plantas.
39:55Assim como
39:56o UHT
39:56tem uma limitação
39:57de planta também
39:58para fazer
39:59a ultrapasteurização.
40:02E aí
40:02é importante,
40:04já vou puxar aqui
40:04a questão do consumo,
40:05porque essa estocagem
40:08ela não está girando
40:10como ela precisaria
40:11ser girada.
40:13Então,
40:14o UHT
40:14você tem um prazo
40:15de seis meses,
40:16o leite em pó
40:17varia um pouquinho mais.
40:18Mas enfim,
40:19o consumo
40:20vem caindo muito
40:21porque o consumo
40:22de produto lácteo
40:23aqui no Brasil
40:24ele é muito sensível
40:25à renda,
40:26extremamente sensível.
40:28Então,
40:28você ora claramente
40:30nos gráficos,
40:30quando aumenta um pouquinho
40:31a renda,
40:32aumenta o consumo
40:33porque toda a família
40:35quer o consumo
40:37de lácteo.
40:38É essencial
40:38para a família,
40:40para os jovens,
40:40para as crianças.
40:42Mas só que as famílias
40:43não estão tendo
40:44renda suficiente
40:45para a aquisição
40:46de produto lácteo.
40:47E aqui a gente fala
40:48de produto lácteo básico,
40:50que é um leite
40:51fluído.
40:53O que dirá
40:54quando a gente pensa
40:55em iogurte,
40:56queijos e etc.
40:58Aí,
40:58o custo é maior,
41:00nem se fala.
41:00Mas hoje,
41:02as indústrias
41:02têm uma dificuldade
41:03muito grande
41:04de comercializar
41:05o HT,
41:07o leite de caixinha,
41:08que é o produto básico
41:10mais barato
41:11que tem dentro
41:11dos lácteos.
41:12Então,
41:12elas estão com dificuldade
41:14muito grande
41:15de colocação
41:16no varejo,
41:17porque,
41:17por sua vez,
41:18as redes varejistas
41:19também estão
41:20com muita dificuldade
41:21de venda
41:22desses produtos,
41:23do básico.
41:24Então,
41:25está tudo interligado,
41:27entendeu?
41:27Tem uma alta produção,
41:29as plantas industriais,
41:30estão na sua capacidade máxima,
41:33o estoque também
41:34tem uma capacidade máxima
41:36e não tem a vazão necessária,
41:38que seria o consumo
41:39que nós precisaríamos
41:41de ter
41:42para fazer toda essa cadeia
41:44girar de forma harmônica.
41:47Agora, Maria,
41:48só para a gente encerrar,
41:50você,
41:51eu gosto de pensar,
41:52como eu falei,
41:53na cadeia inteira
41:54até o consumidor.
41:55A gente está falando
41:55que os preços
41:57para o produtor
41:57não estão favoráveis,
41:59não é de hoje,
41:59inclusive expectativas
42:00para 2026,
42:01a margem continuar apertada.
42:04Ao mesmo tempo,
42:04a gente está falando
42:05de um produto
42:06que está caro
42:07para o consumidor
42:08e como você traz,
42:09então,
42:10o consumidor não está comprando.
42:11Malemar o leite
42:12para colocar com o café,
42:14que dirá isso,
42:15iogurte,
42:16outros tipos de queijos
42:17mais elaborados,
42:19enfim.
42:23Onde que vocês entendem,
42:25enquanto abra leite,
42:26enquanto o lado
42:26que olha mais
42:27para o produtor rural,
42:28que o varejo
42:29está pesando a mão
42:30na cobrança
42:31desses produtos também.
42:32Porque eu acho
42:33que é importante
42:33a gente lembrar
42:35que a formação
42:35de preços
42:36ela é feita
42:37exatamente por conta
42:38de toda essa cadeia longa.
42:40Mas se o produtor
42:41está ganhando pouco
42:42e o consumidor
42:43não está ganhando,
42:44não está tendo compra
42:45o suficiente,
42:48o que está desajustado?
42:50Porque o que se compra
42:51pelo menos
42:51deveria estar pagando
42:52bem o produtor,
42:53já que ele está caro
42:54no mercado.
42:55Então, assim,
42:56qual que é esse desarranjo?
42:57Eu queria entender um pouco
42:58quanto que vocês
42:59conversam, dialogam
43:00ou não dialogam
43:02com o varejo?
43:04Essa ponta que está
43:05no...
43:06Que é a última ponta
43:07antes de chegar
43:07na casa do consumidor, né?
43:10Existe, obviamente,
43:12toda uma negociação,
43:13mas aí muito mais
43:14da indústria
43:15com o varejista.
43:17O que a gente
43:18sempre conversa
43:19com as indústrias
43:20e o que a gente
43:20sempre ouve assim,
43:21é bem complicado,
43:24os varejistas
43:25são extremamente
43:26organizados
43:28e muito
43:30estratégicos, né?
43:32De localização
43:33do produto,
43:34de preço
43:35de produto.
43:36Então, óbvio,
43:37cada um defende
43:38o seu elo
43:39na cadeia, né?
43:40E o varejista
43:42tem feito isso
43:43entre aspas
43:45muito bem
43:46com uma visão
43:46bastante
43:47individualista
43:49daquele elo.
43:50isso é o que a gente
43:51acompanha
43:52e o que a indústria
43:53sempre passa
43:54para nós.
43:55Esse é um ponto, né?
43:57Agora,
43:58eu acho que
43:59a questão aqui
44:00maior
44:02está relacionada
44:03ao consumo.
44:06As famílias
44:07precisam ter
44:08condição
44:09de ter o consumo,
44:10que aí não é só
44:11sobre a questão
44:12comercial,
44:14mas tem uma questão
44:14de saúde também.
44:16Saúde nacional.
44:17O uso do leite
44:18vai prevenir
44:19uma série
44:20de doenças,
44:21a importância
44:22dele na alimentação,
44:24principalmente
44:24para a criança.
44:26Então,
44:26tem toda uma questão
44:27também que deveria
44:29ser abordada
44:30pelo governo,
44:32eu acho que até
44:32no Ministério
44:33da Saúde mesmo,
44:34de garantir
44:36que a população
44:38tem acesso
44:38ao leite,
44:39que é um alimento
44:40primordial.
44:42Perfeito.
44:42Maria,
44:43te agradeço
44:43muito pela
44:44disponibilidade,
44:46pela troca
44:46de ideias,
44:48porque é um setor
44:49complexo,
44:50interessante,
44:51desafiador.
44:52Espero contar contigo,
44:54falar mais com a Abra Leite
44:55ao longo de 2026.
44:56Obrigada pela participação,
44:57viu?
44:58Eu que agradeço,
44:59estamos à disposição,
45:00com prazer.
45:01Muito obrigada.
45:02Obrigada.
45:03Em 2025,
45:05o tarifaço
45:06aplicado pelos
45:07Estados Unidos
45:08afetou
45:09diversos setores
45:10da economia brasileira,
45:11especialmente o agronegócio,
45:13a gente falou super
45:14sobre isso aqui.
45:15O café,
45:16uma das culturas
45:17impactadas,
45:18exportou
45:1836,9,
45:20quase 37
45:21milhões
45:22de sacas
45:23no acumulado
45:24de 2025,
45:26um volume
45:26que representa
45:27uma queda
45:28de 21%
45:30ante 2024.
45:32Nós conversamos
45:33com o Conselho
45:34dos Exportadores
45:35de Café
45:36do Brasil,
45:36Ccafé,
45:37para saber
45:38como o setor
45:39então está
45:40projetando
45:40a recuperação
45:42para 2026.
45:45Olá a todos,
45:45aqui é Marcos Matos,
45:46CEO do Ccafé,
45:47o Conselho
45:47dos Exportadores
45:48de Café
45:48do Brasil.
45:49Na oportunidade,
45:49vamos falar do ano
45:50de 2025,
45:51já de olho
45:52em 2026.
45:53Bom,
45:54foi um ano
45:54de extremo desafio,
45:55reforma tributária,
45:57desafios estruturais,
45:58logísticos
45:59e uma geopolítica
46:00de extrema complexidade.
46:01Nós tivemos
46:02fortes impactos
46:03devido ao tarifácio
46:04dos Estados Unidos
46:04imposto
46:05a diversos produtos
46:06do Brasil,
46:07lembrando que
46:08os Estados Unidos
46:08é o maior consumidor,
46:09maior importador
46:10de café do mundo
46:11e o Brasil
46:11é o maior produtor,
46:12maior exportador
46:13e o segundo maior consumidor
46:14de café do mundo.
46:15Ou seja,
46:15são os dois principais
46:16parceiros globais
46:17nesse mercado.
46:19Já em agosto,
46:20nós tivemos
46:20a retração
46:21de 46%,
46:22em setembro
46:2352,8%,
46:24em outubro
46:2554% e em novembro
46:2762,7%.
46:29A partir de 20 de novembro,
46:31nós tivemos isenção
46:31para cerca de 90%
46:33dos cafés
46:34que são exportados
46:35para os Estados Unidos,
46:36que são os cafés verdes.
46:37Isso realmente foi um alívio,
46:38mas ainda sentimos
46:39os impactos.
46:41Os cafés solúveis
46:42ainda seguem
46:42com tarifas
46:43de 50%
46:44e há todo um trabalho
46:46sendo feito
46:46com a National Coffee Association,
46:48vários ministérios
46:49do Brasil,
46:50como o Ministério
46:50de Desenvolvimento
46:51e Indústria
46:51e Comércio,
46:52o Ministério
46:52da Agricultura,
46:53o Ministério
46:53de Relações Exteriores,
46:54a nossa Embaixada
46:55do Brasil em Washington
46:56para fazer todo
46:57um trabalho
46:58e reverter também
46:59as tarifas
46:59para o café solúvel.
47:01E nós,
47:01consequentemente,
47:03sentimos ainda
47:03os impactos
47:04do tarifácio.
47:04A partir de 20 de novembro,
47:06já tivemos
47:06um retorno
47:07de que as exportações
47:08para os Estados Unidos
47:09começaram a retornar
47:11em volumes expressivos.
47:12Isso para mitigar
47:13um pouco
47:14desses impactos.
47:15É claro que
47:15se não resolvêssemos
47:16esses problemas
47:17em 2025
47:18e seguíssemos
47:19com o problema
47:20do tarifácio
47:20em todos os cafés
47:21em 2026,
47:22nós teríamos
47:23prejuízos acima
47:24de 2,5 bilhões
47:25de dólares
47:25e perda
47:26na participação
47:27dos blends
47:28de uma forma
47:28definitiva.
47:29Então,
47:29não é esse o cenário,
47:30nós conseguimos
47:31recuperar
47:31essas participações
47:33e estamos trabalhando
47:34aí para o café solúvel.
47:35E, obviamente,
47:37nós,
47:37em volumes totais
47:38exportados,
47:39de janeiro
47:40a novembro,
47:40foram 36,8 milhões
47:42de sacas,
47:42que é 21% abaixo
47:43do ano passado,
47:45um ano que nós tivemos
47:45recorde na nossa série histórica.
47:47Mas esses volumes
47:48que a gente teve esse ano
47:49é o terceiro
47:50da nossa série histórica,
47:51perdendo apenas para 2020
47:52e 2024.
47:54E, quando o Brasil
47:55exporta menos,
47:56diante de um consumo
47:57forte no mundo,
47:58os preços sobem,
47:59cerca de 390 dólares
48:01por saco,
48:02preço médio de janeiro
48:02a novembro.
48:03Isso fez com que nós
48:04tenhamos
48:05recorde nas receitas
48:07cambiais.
48:08Só de janeiro
48:08a novembro
48:08são 14,3 bilhões
48:10de dólares,
48:11acima do que
48:12conseguimos
48:12ao longo de 2024,
48:14ainda faltando
48:15o mês de dezembro.
48:16Isso já são
48:1780 bilhões
48:18de reais.
48:19E o Brasil
48:19é o que mais repassa
48:20o preço
48:21FOB exportação
48:21ao produtor.
48:23O café arábica
48:2392%,
48:24o café conilon
48:2593,9%.
48:27Ou seja,
48:27quanto mais a gente exporta,
48:29preços mais remuneradores,
48:31isso é renda sustentável
48:32para o cafeicultor brasileiro,
48:34que é majoritariamente
48:35uma agricultura familiar.
48:37Então,
48:37posto o cenário de 2025,
48:38a gente olha
48:39para 2026.
48:40Os modelos
48:41meteorológicos
48:42indicam uma safra
48:43muito boa.
48:44Pode não ser recorde
48:45ou pode ser,
48:46e nós estamos
48:46ainda olhando
48:48como será
48:48o verão,
48:49as chuvas a partir
48:50de janeiro,
48:51fevereiro,
48:51que isso impacta
48:52diretamente
48:53o enchimento do grão
48:54para a safra 26.
48:56Então,
48:56a princípio,
48:56nós acompanhamos
48:57semana a semana
48:58como será essa safra
49:00com expectativa,
49:01sim,
49:01de bons volumes
49:02a preços
49:03que remuneram
49:04o cafeicultor.
49:05Considerando
49:06a nossa eficiência
49:07na cadeia,
49:08isso é renda sustentável,
49:09é prosperidade
49:10no campo.
49:11E o Secafé
49:11vai seguir de olho
49:13nos desafios
49:14geopolíticos
49:14no ambiente
49:15regulatório da Europa,
49:16com a lei
49:17anti-desmatamento
49:18tendendo a uma
49:19postergação,
49:20porém com outros
49:21desafios regulatórios
49:22como agroquímicos,
49:23como a questão
49:24do carbono
49:24na fronteira
49:25e mostrar,
49:26obviamente,
49:27que o café brasileiro
49:27é carbono negativo,
49:29entre tantos
49:31outros desafios,
49:32consequentemente,
49:33um desafio logístico
49:34que em maiores volumes
49:35mais evidencia
49:37o esgotamento
49:38da nossa infraestrutura.
49:39Muito obrigado.
49:40O Seguro Rural,
49:42considerado fundamental
49:43para a proteção
49:44das lavouras,
49:45para a proteção
49:46do produtor rural,
49:48pode passar
49:49por uma reformulação
49:50importante em 2026.
49:53O projeto de lei
49:54PL 2951
49:55de 2024,
49:57apresentado pela
49:58senadora Tereza Cristina,
50:00busca corrigir
50:01problemas históricos
50:03desse segmento
50:04do Seguro Rural.
50:05Nós vamos ver
50:05na reportagem
50:06o que está
50:07em discussão
50:08e como a mudança
50:09pode, então,
50:10impactar o campo.
50:11O Brasil se consolida
50:13como um dos principais
50:14produtores mundiais
50:16do agronegócio,
50:17mas o país
50:18não avança
50:19na cobertura
50:20do Seguro Rural,
50:21no momento
50:22de efeitos climáticos
50:23adversos
50:24mais rigorosos.
50:26O maior índice
50:27de cobertura
50:29no país
50:29foi registrado
50:30na safra
50:3120-21,
50:3315%
50:34da área cultivada,
50:35mas a curva
50:36de crescimento
50:37se reverteu
50:38e em 2025
50:40atingiu
50:40apenas 4%.
50:43O setor
50:44aguarda
50:44com expectativa
50:45a análise
50:46da Câmara,
50:47do projeto
50:48de lei
50:48aprovado
50:49no Senado
50:50pela ex-ministra
50:51da Agricultura
50:52Tereza Cristina,
50:54vice-presidente
50:55da Frente
50:56Parlamentar
50:57da Agropecuária.
50:59Daqui do Senado
51:00ainda temos que
51:01passar pela Câmara,
51:02mas essa lei
51:03vai trazer
51:04modernidade
51:05e tranquilidade
51:07quando ela
51:08estiver vigente.
51:10Esse ano
51:10tivemos muitas
51:11dificuldades
51:12de tomada
51:12de crédito,
51:14de inadimplências
51:15no setor
51:16agrícola brasileiro.
51:17Se essa lei
51:18já existisse
51:19e estivesse vigente,
51:20metade disso
51:21não estaria acontecendo.
51:23Ela vai trazer
51:24segurança
51:25a todos aqueles
51:26que produzem,
51:27a todos aqueles
51:28que fazem
51:30o PIB
51:30positivo
51:32desse Brasil.
51:33E agora
51:33vamos trabalhar
51:35para que ela
51:35passe o mais rápido
51:36possível na Câmara
51:38dos Deputados
51:38para que possamos
51:39levá-la à sanção
51:41e a partir do ano
51:42que vem,
51:42da próxima safra,
51:44o seguro rural
51:45moderno,
51:46eficiente,
51:47esteja já vigente
51:48em todo o Brasil.
51:49O PL 2951
51:51de 2024
51:52da senadora
51:53Tereza Cristina
51:55obriga que o valor
51:56colocado no orçamento
51:58do seguro rural
51:59se torne
52:00uma despesa
52:01obrigatória,
52:02ou seja,
52:03o governo
52:03não pode
52:04contingenciar
52:05ou reduzir
52:06o valor.
52:07Por exemplo,
52:08em 2025
52:08foram destinados
52:09mais de um bilhão
52:10de reais
52:11de seguro,
52:12mas no meio
52:13do ano
52:13houve um corte
52:14de 500 milhões,
52:16o que gera
52:17incertezas
52:18do mercado
52:18das seguradoras,
52:20explica o diretor
52:21de relações
52:21institucionais
52:23da CNSEG
52:24Esteves
52:25com o Nago.
52:26Você tem um orçamento
52:27bem definido,
52:29ainda que ele seja
52:30pequeno,
52:31ele não pode ser
52:31contingenciado,
52:32então isso dá uma
52:33segurança para todo mundo
52:34no sistema.
52:35Você fazer uma melhor
52:36mescla entre a política
52:38do plano safra,
52:39que é a política
52:39de taxa de juros,
52:40que é a política
52:40de subvenção,
52:42então você incentiva
52:42que os agricultores
52:43naturalmente busquem
52:45um seguro porque ele vai
52:45ser melhor atendido
52:47na política de taxa
52:48de juros.
52:49E o seguro
52:50e o fundo
52:51catastrófico,
52:52se você tiver uma
52:53perda muito grande,
52:54você tem uma permissão,
52:57uma possibilidade
52:58das seguradoras
52:58desenvolverem novos
52:59produtos,
53:00ofertarem produtos
53:01às vezes um pouco
53:02mais adequados
53:03a alguns
53:04agricultores,
53:05então vou dar um
53:06exemplo de agricultor
53:07do Centro-Oeste.
53:09O agricultor do Centro-Oeste
53:10às vezes tem uma fazenda
53:11muito grande,
53:12ele não está interessado
53:13às vezes
53:14num produto
53:15em que você tenha
53:17um olhar
53:19de produtividade
53:20ou um produto
53:21para terras menores
53:23como é
53:23na região sul.
53:25Ele gostaria
53:26que você tivesse
53:26talvez um produto
53:27mais ligado
53:28aos parâmetros
53:29de chuva.
53:31Então se não choveu
53:32tanto,
53:32se a chuva
53:33foi abaixo
53:33de um certo milímetro,
53:35o risco
53:36está explicitado,
53:38o seguro
53:38é acionado
53:39e ele cobre
53:40aquele agricultor,
53:42que seria
53:42o seguro paramétrico.
53:43Então você tem
53:44ali uma demanda
53:45do pessoal
53:46do Centro-Oeste
53:46de que o setor
53:48segurador
53:48oferte mais
53:49produtos paramétricos,
53:50o que facilita
53:51o entendimento
53:53por parte
53:54do agricultor.
53:54O agronegócio
53:56é uma indústria
53:57a céu aberto,
53:58está sujeito
53:59evidentemente
54:00às mudanças
54:01climáticas
54:02e agora
54:03cada vez mais
54:05extremas
54:06das chuvas,
54:07rajadas de vento,
54:08granizo,
54:09até a ausência
54:11de chuva justamente
54:12e também
54:13secas prolongadas.
54:15Por isso mesmo,
54:17o seguro rural
54:18é uma forma
54:19de trazer
54:19maior segurança
54:20para o produtor,
54:22para a própria
54:22produção que ele
54:23vai abastecer o Brasil
54:25e também exportar
54:26e deve avançar.
54:28Essa é a expectativa
54:29para uma maior
54:30confiabilidade
54:31nos negócios.
54:33No desempenho
54:34geral da economia,
54:35o agronegócio
54:36pode representar
54:3729,5%
54:39do PIB
54:40do Brasil
54:40em 2025,
54:42um aumento
54:43significativo
54:44em relação
54:45aos 23,5%
54:46de 2024.
54:48O presidente
54:49da Comissão
54:49de Seguro Rural
54:50da Federação
54:51Nacional
54:52de Seguros
54:53Gerais,
54:54Glaucio Toyama,
54:55reforça
54:56a maior
54:56previsibilidade
54:58no campo.
55:00Principalmente
55:01para os pequenos
55:01e médios,
55:02que são os que mais
55:02acessam o crédito
55:03rural,
55:04a estabilidade
55:05de receber um produto
55:06de seguro rural
55:07protegendo
55:08suas vulnerabilidades
55:10ao longo
55:10do seu desenvolvimento
55:11de atividades
55:12agropecuárias.
55:13E com isso,
55:15esse
55:15modelo de negócio
55:17a ser instalado
55:18com estímulo
55:19à contratação
55:20de seguro,
55:20com redução
55:21de taxa de juros,
55:22que é o que a gente
55:23tem brigado bastante,
55:24obviamente,
55:25com outras modelagens
55:26e outras variáveis
55:27que possam acontecer
55:28em cima
55:28desse projeto de lei,
55:30vai fazer com que a gente
55:31dê mais tranquilidade
55:33para todo o ecossistema,
55:35que o mercado financeiro
55:36se sinta protegido,
55:37que as relações
55:38comerciais
55:39do barter
55:40entre revendas,
55:41indústria,
55:41com o produtor rural
55:42e tradings,
55:43possam também
55:44ser muito mais
55:44tranquila.
55:45Hoje,
55:46o que a gente
55:47entende
55:48e percebe
55:51dentro das seguradoras,
55:52de todo o ecossistema
55:53de distribuição
55:54de risco,
55:55corretor,
55:55canais,
55:56sistema de crédito,
55:57é que muitas vezes
55:58os produtos
55:58não são tão aderentes
56:00por conta
56:01dos indicadores
56:04de média
56:05que a gente tem,
56:06os indicadores
56:06de produtividade
56:07dos municípios,
56:08das regiões
56:09e tudo mais,
56:10mas mais do que isso
56:11em relação
56:12à aderência
56:12de produto,
56:13o que a gente
56:14tem percebido
56:14ao longo
56:15desses últimos anos
56:15com essa redução
56:16de penetração,
56:18taxa de juros
56:18tem afastado
56:19o produtor
56:20de uma compra
56:21com tranquilidade
56:22de seguro.
56:22Então,
56:22as margens apertadas,
56:24taxa de juros
56:25muito alta,
56:26compondo com
56:26serviço da dívida
56:27do produtor
56:28bastante grande
56:31em relação
56:32às possibilidades
56:32de margem
56:33que ele tem,
56:33ele não tem
56:34sobra de caixa
56:35para comprar
56:35produtos seguros.
56:36Graúcio Toyama
56:38ressalta
56:38que o agronegócio
56:40conta com
56:40o aval dos deputados
56:42e aprovação
56:43na Câmara
56:43após o projeto
56:45passar já
56:46pelo Senado
56:46com otimismo
56:48no início
56:49de dois mil e vinte e seis
56:50e é a regulamentação
56:52do Executivo
56:52pelo governo Lula.
56:55Nosso programa
56:55fica por aqui,
56:56mas você continua
56:57conectado
56:58nas nossas redes sociais
56:59ligado na programação
57:01da Jovem Pan News.
57:02Muito obrigada
57:03pela sua companhia,
57:04a gente espera
57:05contar com ela
57:06ao longo de dois mil e vinte e seis.
57:08Eu agradeço também
57:09a equipe
57:10que faz o Hora H do Agro
57:11acontecer
57:12tanto ao longo
57:13de dois mil e vinte e cinco,
57:14mas agora
57:14nesse novo ano
57:15que se inicia
57:16e a gente te espera
57:17a partir da semana
57:18que vem também.
57:19Então, até lá.
57:33Hora H do Agro
57:34A opinião dos nossos comentaristas
57:38não reflete necessariamente
57:40a opinião do Grupo Jovem Pan
57:42de Comunicação.
57:47Realização Jovem Pan
57:48Jovem Pan
57:49Jovem Pan
57:50Jovem Pan
57:50Jovem Pan
57:51Jovem Pan
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