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00:06Muito bom dia, bem você está no ar. Obrigada pela sua companhia nesta manhã de quarta-feira.
00:12Chegando já ao finalzinho de setembro, né? E no começo da primavera. Hoje é dia do sorvete,
00:19dia dos filhos. Mandar um beijo para minha filha amada de 12 anos, Luísa, e também o dia internacional
00:27da língua de sinais. E dia da gente falar sobre um assunto interessante e que, na maioria das vezes,
00:34é motivo de briga na família, que é a partilha da herança, né? Dúvidas sobre quem tem direito a
00:40receber, como funciona a divisão entre os herdeiros e o que fazer quando não há testamento são algumas
00:47das questões que mais geram confusão na hora de repartir os bens. A falta de planejamento e de
00:54informação pode transformar um momento de luto em um processo longo e desgastante para toda a
00:59família. Recebemos hoje a advogada Lorena Vitalino para falar sobre este assunto. Doutora Lorena,
01:06bom dia, tudo bem? Bom dia, tudo bem? Um assunto sempre muito delicado, né? Tem uma frase que diz
01:11assim, quer conhecer os irmãos, né? Você conhece na hora da partilha dos bens, né? Geralmente, o que mais
01:19faz confusão, Dola, é aquele que não cuidou do pai e da mãe na velhice, é aquele que estava
01:24afastado, mas na hora de dividir, nem que seja um terreno cheio de mato, ele chega para fazer a
01:30confusão. Mais ou menos por aí, né? Mais ou menos por aí. E aí, a gente tem problema quando tem
01:35os
01:35herdeiros e quando não tem, né? Então, assim, é confusão para todos os gostos, viu?
01:39É, eu vou dizer uma coisa, viu? Se eu tivesse milhões na conta, cheio de filho que achasse que ia
01:45fazer confusão, eu doava logo tudo, né? Em vida, deixava o testamento assim, doa tudo em vida,
01:52quem quiser que trabalhe. Se eu te disser que não pode. Não pode? Não pode. Ai, nossa senhora,
01:57ou seja, o que eu ganho já é do herdeiro. É, então, um dos pontos que é importante a gente
02:02falar,
02:02em que pese a gente esteja falando melhor de quando não há testamento, mas quando você deseja
02:07fazer um testamento, você não pode doar todos os seus bens e ignorar a sua família,
02:12os seus herdeiros necessários. Então, se você é casado, se você tem filhos, necessariamente
02:1850% de todos os seus bens são desses herdeiros. Os outros 50%, você pode dispor como você
02:24quiser. Mesmo se for filho todo no atrapilho. Então, para você deserdar um filho, você precisa
02:28provar. Então, você prova que esse filho, ele é um filho, a gente chama de filho pródigo,
02:33né? Se inspira até na Bíblia. Então, é aquele filho que realmente ele apartou, assim,
02:38da família, por exemplo, que não tem contato. Assim, é um trabalho judicial para você deserdar
02:45um filho, porque pela justiça brasileira a gente tem herdeiros necessários e essa parte
02:51dos 50% que vai para esses herdeiros é chamada de legítima. Então, a legítima é reservada
02:56aos herdeiros necessários, que são o cônjuge e os filhos. Se não tiver filhos ascendentes,
03:02que são os pais ou avós, se vivos estiverem. E o resto, você faz o que quiser. Mas você
03:08não pode dilapidar todo o seu patrimônio e deixar seus herdeiros sem nada.
03:12Menino, mas que coisa. Nem o meu patrimônio eu tenho direito sobre ele em vida.
03:16Que coisa é, mas não é o meu caso, graças a Deus, né? Eu tô trabalhando dura e arduamente
03:23para dar um futuro para minha filha, meu Deus do céu, que eu consiga deixar a herança
03:27para ela. Mas, no caso, é o seguinte, vamos já começar da pessoa que não tem herdeiro,
03:34né? Ela precisa necessariamente deixar um testamento, uma gravação dela. Tô ali no
03:40dia de festa, ela, minha sobrinha querida, eu amo você, eu quero que tudo seja seu. Essa
03:44gravação vale de alguma coisa ou nada?
03:47Então, no caso de haver um testamento formal, esse testamento ele é prioridade. Essa gravação
03:52ela pode ter contestações, né? A pessoa tava alcoolizada, não tava em plenas faculdades
03:57mentais, era um momento de muita euforia, você induziu. Então, existe uma discussão,
04:02mas claro que pode ser levado a juízo, né? Tudo pode ser levado a juízo. Se o magistrado
04:07vai aceitar, é outra história. Mas o testamento, prioritariamente, ele é o documento válido
04:14para fins de herança, até porque tem o restante do patrimônio, né? A pessoa vai dispor
04:20como quiser e aquele documento é o que tá dizendo que é a vontade da pessoa. Esse testamento
04:25ele precisa ser devidamente assinado, ele tem testemunhas, então é todo um procedimento
04:30formal e ele precisa estar registrado num cartório.
04:34A viúva, né? Que seja uma madrasta. Como é que é o direito dela com relação aos filhos,
04:42né? Do marido, ou o contrário, né? O viúvo tem os filhos, né? Que é o padrasto e os
04:47filhos da esposa, né? Quando acontece o falecimento, qual o direito que ela tem e com relação à
04:56casa, né? Ela tem o direito de viver na casa que eles moravam? Como é que funciona tudo
05:00isso para acontecer? É madrasta ou padrasto?
05:02Então, madrasta, não necessariamente a gente trata como madrasta, né? Ela é cônjuge
05:07cônjuge da pessoa que faleceu, né? Então, tem direito como cônjuge, como se cônjuge fosse.
05:14O que acontece, que é muito curioso, é o seguinte, quando uma pessoa falece e ela é casada ou vive
05:19em união estável, acontece a divisão de bens como se a pessoa tivesse se separado.
05:24Então, antes de tudo, até de distribuir em herança, você distribui como se a pessoa
05:28tivesse se separado. Então, digamos que você tem uma comunhão parcial de bens, se a pessoa
05:33falece, você divide primeiro no regime de bens do casamento. O que é, de fato, o patrimônio
05:39dessa pessoa, que é o que fica após essa divisão que a gente chama de meia ação, é o que
05:44será
05:44distribuído. Dessa meia ação, a gente tira aí também o cônjuge e os filhos, porque
05:50isso, só isso aqui que restou é a herança. Isso aqui é um patrimônio que é por direito
05:54já da pessoa que ficou viva, entende? Então, da herança a gente ainda tira o cônjuge e os
06:00filhos. E aí é isso, assim, os filhos, inclusive socioafetivos, podem entrar nessa divisão.
06:07Ah, podem. Então, funciona na mesma lógica da união estável, né? A gente fala muito
06:11que a união estável, você precisa provar, né? Você prova que você vive com aquela
06:16pessoa, que você formou uma família. Com a paternidade socioafetiva é a mesma coisa.
06:20Então, digamos que essa pessoa casou com esse falecido anteriormente e esse falecido criou
06:25os filhos dela como se filhos dele fossem biológicos, mas sem ser registrado, sem ser
06:29filho biológico. Então, deu amor, criou, deu apoio financeiro o tempo inteiro, normal.
06:36Então, quando essa pessoa falece, né? Essa mãe que foi a esposa dele pode dizer, olha,
06:43paternidade socioafetiva, ele criou os meus filhos como se os filhos fossem, então meus
06:46filhos também têm direito a essa herança. Então, o mesmo processo da união estável, precisa
06:51ser comprovado. Todas essas coisas que aconteciam, né? Quando essa pessoa estava viva.
06:57E quando, eu acho que na maioria das famílias brasileiras, as pessoas não têm o costume
07:01de deixar testamento, né? Até porque eu acho que o povo fica meio que achando que é um
07:05agoro, né? Fazer um documento, um testamento, não sei o que. Ah, Mária, eu vou morrer.
07:09Então, é a realidade da maioria, né? Das famílias brasileiras. E como é que acontece
07:15essa divisão com os filhos, né? Geralmente, a gente sabe que toda família tem aqueles
07:20filhos, ou único filho, às vezes, que cuida mais do pai, que pagou um plano de saúde,
07:26né? Que fez uma reforma na casa, que isso, que aquilo, pá, pá, pá. Os outros que não
07:30querem nem saber. Aí, quando chega na hora de dividir, quer dividir todo mundo igual.
07:35Esse filho, né? Que foi o mais prestativo, que fez uma reforma na casa, que pagava a
07:39conta de luz, que isso, que aquilo, ele tem direito a maior parte?
07:42Então, se não houver um testamento, é dividido em partes iguais.
07:47Cacera.
07:49Porém, se a pessoa quiser realizar um testamento, como eu te disse, existe uma parte que é a
07:53necessária, essa parte necessária será dividida igualmente, necessariamente. Mas nessa
07:58que está disponível, ele pode colocar para um filho em todo, se ele quiser. Esses outros
08:0450%, eu posso deixar todo para um filho só. Vê quem mais me ajudou. Eu posso dar um terço
08:10para um filho, dois terços para outro, como quiser. A necessária é fixo, né? O
08:16juiz brasileiro, ele entende isso. Porém, a disponível, posso dar todo para um filho
08:21só, posso deixar todo para o cônjuge, posso deixar todo para uma associação, sem fins
08:26lucrativos, se eu quiser. Então, normalmente, quando as pessoas querem reconhecer, assim,
08:29esse valor maior dos filhos, né? Eles deixam testamento. Sem testamento, não há briga
08:35que esse filho lute, que ele vá conseguir uma parte maior da herança. É, e isso precisaria
08:41ser mudado, né? Eu acho muito injusto isso. E aí, a casa, né? O pai teve lá seis, sete
08:47filhos, morreu, deixou essa casa. Funciona num regime, assim, o que a maioria decidir se
08:55faz, por exemplo, tem filho que vai querer vender a casa, tem filho que já estava morando
08:59na casa, né? O que a maioria decidir? Se faz ou precisa realmente vender e pagar
09:05a parte daquela pessoa? Então, o filho, ele tem direito de receber a herança dele
09:09no momento que ele quiser. Então, é o seguinte, se só aquela casa, ou se vende aquele imóvel
09:15para que ele tenha a parte dele, né? Do dinheiro, ou os irmãos podem, não, a gente vai ficar
09:21com a casa e a gente vai lhe dar essa parte do dinheiro. Porque você recebeu e aquilo ali,
09:26inclusive, pode ser feito judicialmente. Ó, tá quitada a parte da herança, o Laninho
09:30recebeu. Entendeu? Então, assim, como essa pessoa vai receber esse valor, os irmãos
09:35podem decidir de comum acordo. Mas, se só tiver aquele imóvel e ele decidir que ele
09:40quer aquele valor e não tiver como se cobrir, vai ter que ser vendido. Porque ele é um
09:45herdeiro, ele quer a parte dele da herança, muitas vezes não está usufruindo do imóvel
09:49e tudo isso, normalmente, costuma passar por uma disputa judicial quando as pessoas
09:53não concordam. Que é o tal do inventário. Exatamente. Que leva um bom tempo na justiça,
10:00dinheiro, né? Porque não há esse acordo em família. Então, a sua orientação e recomendação
10:06é que as famílias procurem fazer um testamento, né? Agora, até que idade pode-se fazer um
10:11testamento, né? Porque a gente vê aí muita gente hoje, né? Tendo cada vez mais longeva,
10:16né? Pais, né? Mães chegando aos 90, 95 anos. Até que idade é possível fazer um
10:22testamento? Então, um requisito para que você faça um testamento é que a pessoa
10:25seja capaz. Então, precisa ser atestado que a pessoa ainda tem capacidade.
10:29A idade, pouco importa. Você pode chegar aos 95, sendo plenamente capaz. Mas isso
10:34precisa ser comprovado, né? E, às vezes, dá para você notar que a pessoa não é capaz,
10:39né? De testar, que está sendo induzida por outra pessoa. Então, assim, atestando a
10:44capacidade dessa pessoa para testar, ela pode ou realizar o testamento ou até mudar,
10:48né? Porque muitas vezes acontece, né? Ou por induzimento, ou até naturalmente mesmo
10:54a pessoa dizer, não, agora eu quero mudar meu testamento e eu quero deixar mais para
10:57essa pessoa. Sim.
10:58Então, assim, ela estando capaz, totalmente possível. Então, tanto fazer o testamento
11:04como alterar quantas vezes for necessário. Enquanto você estiver vivo e com capacidade
11:07para testar, pode alterar o testamento.
11:11É, eu vou dizer, eu acho que a maior tristeza de uma mãe e de um pai é saber que
11:15os filhos
11:15estão brigando, né? Por aquilo que o pai e a mãe batalhou a vida inteira, construiu
11:20a vida inteira. Que muitas vezes nem foi com o suor dos filhos, né? Não foi com o suor
11:25dos filhos. E é uma tristeza muito grande, eu imagino, né? Para a viúva que fica, né?
11:29Ver os filhos ali brigando. Então, ó, vai fazer um testamento. Vai fazer um testamento.
11:34Prepara esse documento. Pega um advogado, vai no cartório, registra. Que é a melhor coisa.
11:39E aí não tem o que brigar. Não tem o que brigar. Quando o pai e a mãe morrer, não
11:44tem
11:44o que brigar. Tá ali o que é de cada um. Entendeu? Eu sei que pai e mãe muitas vezes
11:48não faz diferenciação dos irmãos. Se eu fosse advogada, eu dizia qual foi o que lhe ajudou
11:52mais. Pague. Eu induzia mesmo a deixar mais para o filho que ajudou mais. Porque é uma
11:58ingratidão. É uma injustiça. Um filho que não ajuda na velhice dos pais receber igual
12:03o outro que tá ali ajudando. É, assim, um completo absurdo, né? É um, pra mim, é um erro
12:10que existe no sistema judiciário, na nossa legislação, que precisaria ser revisto de
12:15alguma forma, né? Infelizmente, é assim. Doutora Lorena, obrigada pela sua participação
12:20aqui no programa, tá? Eu te agradeço, gente. Bom dia.
12:24É sempre importante a gente clarecer essas questões que muitas vezes não são discutidas
12:28dentro de casa, né? As pessoas vão passando batido. As pessoas têm muito medo de falar
12:32da morte, né? Tem muito medo. É, mas é importante se documentar e evitar aí essas discussões
12:38que tem filho, tem irmão que deixa que falar com o irmão o resto da vida por conta
12:42disso, né? São processos muito delicados, sim. É, é uma tristeza. Obrigada, viu, pela
12:47sua participação aqui no programa. Obrigada, gente. E agora a gente faz um rápido intervalo
12:50e daqui a pouco a gente volta com artesã aqui no estúdio ensinando você a pintar
12:55cerâmica. Pode virar um hobby, mas também pode se tornar uma fonte de renda. Já, já.
13:08Bem, você de volta e eu tô aqui com a Lu Rocha. Lu Rocha Cerâmica Criativa, o nome
13:13da empresa dela. Tudo bem, Lu? Tudo bem. Foi um prazer estar aqui com você. Lu, olha,
13:18você trabalha com cerâmica já há quanto tempo? Nós estamos já há uns quatro anos com cerâmica,
13:26mas há um ano atrás a gente abriu o próprio ateliê e vem desenvolvendo coisas, criatividade,
13:36coisas novas. Hoje tá bem alta, né? As mulheres, né? As pessoas se juntando pra passar uma tarde,
13:43fazendo a cerâmica, pintando a cerâmica. Tá bem alta, né? Esse processo. Isso, exatamente.
13:47As pessoas estão procurando muito essa forma terapêutica de se encontrar e de conviver.
13:56que é bem interessante, bem agradável e é bem terapêutico também. Ah, que massa.
14:03Ó, a cerâmica, ela, né, vem do barro, né, que a pessoa modelou ali o barro e tudo mais.
14:10Precisa, necessariamente, ir ao forno após juntar? Sim. Sim, a gente começa trabalhando lá no ateliê,
14:15a gente trabalha desde o início, desde o barro. Sim. A gente modela a peça e essa peça vai ao
14:21fogo
14:22para a primeira queima. Vocês fazem a modessa. A gente produz a peça. Ah, menino, que legal, ó.
14:27Então, isso aqui era um negocinho de barro que vocês modelaram e fazem a primeira queima. Isso.
14:33Para ela ficar assim durinha. Essa peça está no biscoito, que a gente chama de biscoito,
14:37que é a primeira queima, que é quando o barro se transforma em cerâmica.
14:40Essa é a primeira etapa. Entendi. Então, quando está em cerâmica, é que a gente faz a pintura.
14:47Uma coisa que é importante a gente colocar é que nem sempre aquilo que a gente imagina
14:51é o que sai do forno. É uma coisa bem interessante de você criar, porque você pega um esmalte,
15:00por exemplo, essa peça aqui, isso é um esmalte reativo. Você vê a diferença, o esmalte simples,
15:06a gente dá a pincelada. Ele transformou aqui nesse negócio. A química acontece. Entrou no forno,
15:11a química acontece, entra no processo químico e físico e faz essa transformação.
15:18Ai, que legal. E as coisas vão surgindo dessa forma. E aí, como é que é a dica para a
15:22gente pintar, né?
15:23Aí, essa tinta é qualquer tinta? A tinta é específica para cerâmica?
15:27Não. Todos os nossos produtos são específicos para cerâmica.
15:31Para cerâmica, né? Estou com duas tintas aqui.
15:33Aqui a gente está usando corante, que é o que a gente está usando direto na peça biscoitada,
15:39que a gente chama. E aí é pintar a mão livre.
15:43É uma pintura.
15:44Chegou cada um que faz.
15:46Cada um que faz. O meu artista que vive dentro de mim.
15:48Exatamente.
15:49Vamos embora. Vamos fazer uma demonstração?
15:51Vamos.
15:51E bota aqui uma.
15:52Vamos sim. A gente pode aqui, eu deixei já metade aqui pintada.
15:56Deixa eu fazer o seguinte, eu vou segurar aqui.
15:58Ah, claro.
15:58Certo? Para a gente mostrar para a câmera. E você vai mostrando aqui essa técnica da pintura, certo?
16:06O que é que a gente pode fazer?
16:08Eu vou aqui fazer essas folhas.
16:12Sim.
16:13Que eu estou usando aqui um azul para sair do comum, para sair do óbvio.
16:17Mas aí tu tem uma mão firme, né, Lu? Eu me tremo toda.
16:21Vai sair um negócio, ó.
16:24Ai, que linda.
16:25A gente usa o carvão para fazer o desenho porque...
16:29O carvão é?
16:30É, a gente usa o carvão porque o grafite, ele impermeabiliza a gila.
16:36Então, se a gente desenha no grafite, a gente acaba impermeabilizando e impede...
16:43Impede a tinta de aderir.
16:48Ah, deixa eu fazer alguma coisa?
16:49Claro!
16:49O que eu faço?
16:50Claro, o que você quiser.
16:52Ai, meu Deus, peraí.
16:52Mãos à obra, deixa eu botar mais um...
16:54Peraí, que a criatividade, oito e meia da manhã, não está vindo ainda muito, não.
16:58Mas vamos lá.
16:59Deixa eu pensar.
17:00Não, eu vou fazer esse contorninho aqui, que você fez aqui nessa planta.
17:04Esse contorninho a gente usa uma canetinha.
17:06Ai, a canetinha não está aqui, então deixa eu pensar outra coisa para fazer.
17:09Está lá fora.
17:09Ô Lu, se eu errar, tu consegue depois, quando chegar em casa, para fazer tudo de novo?
17:14Tudo, tudo é aproveitar.
17:15Estou com medo de estragar essa peça.
17:17Não, não atrapalha.
17:18Peraí, para cá.
17:19Deixa eu segurar para você.
17:20Segura aqui, vira ali para aquela câmera.
17:23Claro.
17:23Deixa eu ver o que é que eu vou...
17:24Menina, paraí, deixa eu ver o que é que eu vou fazer.
17:27Você pode fazer algumas formas orgânicas.
17:31Ah, umas formas orgânicas, né?
17:33Sim.
17:33Deixa eu tentar fazer outro caule aqui.
17:36Peraí.
17:39Olha, que ela tem jeito, hein?
17:42Menino!
17:42Peraí, deixa eu virar o meu aqui.
17:44Claro.
17:45Olha só.
17:46Menino, peraí, calma.
17:47Agora eu vou para onde?
17:48Aqui assim.
17:51Neta de vitalino.
17:52Neta de vitalino, rapaz.
17:54Olha para aí.
17:55Menino!
17:56Deixa eu fazer uma pétala aqui.
18:00Olha.
18:02É um processo terapêutico, né?
18:04É muito verdadeiro.
18:05Eu acho que na correria do dia a dia...
18:07Peraí que eu estou falando e...
18:10Peraí que eu vou para todos os materiais.
18:14Ó, porque na correria do dia a dia, a gente fica nessa vida estressada, nessa vida corrida,
18:19e terá um tempinho.
18:20Ela no ateliê, tu junta esses grupos, Lu?
18:24Ó.
18:24A gente faz alguns eventos assim, mas o forte lá realmente é a produção, a formação também.
18:31A gente também está dando cursos de modelagem e esmaltação também.
18:37Esse pincel aqui eu posso usar para fazer essa...
18:39Pode.
18:40A gente usou para fazer essas pétalas aqui.
18:43Peraí que eu nem estou desenhando por cima do carvão.
18:45Aqui é mão livre.
18:47É criação, é verdade.
18:48Mão livre.
18:49É assim que surgem os grandes artistas.
18:52Ai, meu Deus, peraí.
18:56Não tenho pena.
18:57Pode colocar tinta.
18:58Pode colocar.
18:59Tu apaga depois qualquer coisa, né?
19:00Não, a gente vai deixar isso.
19:01Vai ficar lindo.
19:02Ai, meu Deus do céu.
19:05Eu queria fazer uma coisa meio...
19:10Meio...
19:11Um algodão, né?
19:13Olha aí.
19:13Uma planta de algodão.
19:14Aqui, ó.
19:16Olha aí.
19:18É uma planta meio de algodão, meio sem forma, porque é uma coisa abstrata, uma arte abstrata.
19:23É dólar.
19:24Ó, ela está rindo, rapaz.
19:25Olha, ele ali rindo também.
19:28Já tem.
19:28Chegou ontem, já quer sentar na janela.
19:30Já está rindo de mim também.
19:32Não.
19:33Não.
19:34Olha aí, é uma forma abstrata.
19:35Que é, amiga.
19:36Exato.
19:36Aí vocês fazem curso, Lu?
19:37Me conta, que eu gostei, me interessei muito.
19:39Vocês fazem curso?
19:40A gente dá a formação de modelagem e esmaltação.
19:44Entendi.
19:45Da esmaltação tem várias técnicas.
19:47Essa é uma das técnicas que a gente faz, que é mais simples.
19:49Sim.
19:50Que a gente aplica o corante já sobre a peça em biscoito.
19:54Mas existe também o aquarelado, que a gente faz sobre outras.
19:59A gente esmalta.
20:00Sim.
20:01É, com esmalte de cerâmico e aplica o corante sobre o esmalte cerâmico, ainda antes da queima.
20:09E já queima.
20:12Já fica pronto.
20:13Tudo junto.
20:13Ah, que legal.
20:15E aí isso pode virar um fundo de renda também, né?
20:17Também, sem dúvida.
20:18Porque hoje em dia você vai lá, prepara suas peças, né?
20:22Aí vai pra uma feirinha que tem várias aqui no Recife.
20:26Tem.
20:26Começa a expor, né?
20:27Porque as pessoas hoje têm que se virar, ir atrás de fundo de renda, né?
20:32Descobrir, na verdade, às vezes um hobby, né?
20:34Um hobby que a pessoa tem, né?
20:36Aqui eu tenho uma peça de uma luna, por exemplo.
20:38Essa daqui foi de uma luna.
20:40É uma técnica chamada reserva.
20:42A gente usa um adesivozinho, pode ser em vinil, pode ser em fita, crepe.
20:47Ah, é um adesivo?
20:48Pode ser várias...
20:49Esse aqui eu vou mostrar melhor.
20:51É um adesivo, é que lindo.
20:52Nesse caso ela fez com um adesivo, ela mandou fazer um adesivozinho em vinil.
20:57E fez a esmaltação por cima.
20:59Esse adesivo protegeu a cerâmica e o esmalte pegou todo ao redor.
21:06Então isso é uma peça de uma luna pra você ver.
21:09Não precisa nem ter muita experiência.
21:13Exatamente.
21:14E você já consegue fazer coisas interessantes.
21:16Exatamente.
21:16Ô Lu, me diz o seu Instagram.
21:18Diz aí pro pessoal o seu Instagram.
21:19Pra quem quiser conhecer o seu curso.
21:20Instagram é Lu Rocha Cerâmica Criativa.
21:24Sim.
21:24E a gente tá lá nas Graças, na Rua das Pernambucanas, bem em frente ao Parque das Graças.
21:30O local é bem agradável, a ateliê é bem agradável.
21:34Ai, que legal.
21:34E a gente tá recebendo vocês, quando quiserem.
21:38Que legal, que maravilha.
21:39E aí você usa a sua criatividade, né?
21:41Você usa...
21:42Às vezes tem aquela mãe que os filhos casaram, né?
21:45Aí fica naquela solidão em casa.
21:47Ah, é o que mais aparece lá, viu?
21:48É o que mais aparece.
21:50É.
21:50São essas pessoas assim já...
21:54Já aposentadas.
21:55Eu comecei com cerâmica depois de aposentada.
21:57Foi.
21:58Comecei depois de aposentada.
22:00Eu me aposentei, era servidora pública, me aposentei e meus filhos mudaram pra fora e
22:05eu fiquei...
22:06E agora?
22:07O que é que vai ser minha vida?
22:08Então eu comecei a procurar alguma coisa que me interessasse e descobri na cerâmica
22:14um encanto que...
22:16Uma paixão, né?
22:16Uma paixão e...
22:19É meio que gai que a gente chama, né?
22:22Ai, que maravilha, Lu.
22:23Eu amei.
22:24Muito obrigada pela sua participação aqui, viu?
22:26Parabéns por esse trabalho, assim, que você se encontrou, né?
22:30Isso é muito importante você estar falando, né?
22:32As pessoas, quando elas se aposentam, elas vivem naquela crise.
22:36E agora?
22:37O que é que eu vou fazer?
22:38O que é que eu vou fazer?
22:38Exato.
22:39Parabéns pelo seu trabalho.
22:40Parabéns por ajudar outras pessoas, né?
22:42A se encontrarem também em sucesso, viu?
22:45Que bom.
22:45Obrigada, obrigada mesmo.
22:47E obrigada pelo carinho da sua audiência.
22:49Amanhã a gente se encontra às 8h35 da manhã aqui na TV Tribuna, hein?
22:53Cheiro!