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  • há 6 meses
Capixabas empreendem mais mesmo diante de desafios como acesso ao crédito e dupla jornada.
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Transcrição
00:00E olha, nesse fim de semana é o Dia Internacional da Mulher, né?
00:03Mais uma inspiração aí pra gente, a Fabiola.
00:06Vamos falar então agora de mais coragem, superação e empreendedorismo feminino.
00:13A gente vai conhecer a história de uma capixaba que começou vendendo bolo de pote com a filha no colo,
00:20tava ali grávida e hoje a barraca rosa virou ponto conhecido ali na Praia da Costa, em Vila Velha.
00:28É uma história, teve até loja física, gente, olha até onde chegou, né?
00:33É uma história de muito sucesso e por trás desse sucesso tem um exemplo de força, de criatividade, de determinação.
00:41Assim como ela, mais de 200 mil capixabas estão à frente do próprio negócio.
00:48A Gislaine, dona ali da barraca rosa, persistiu, continuou, ganhou prêmio, foi se especializar fora do Brasil.
00:57Que orgulho, vamos entender também aqui com a história dela, olha lá, ela na França, em Paris, que chique.
01:05Vamos falar dos desafios, né?
01:06Não é fácil e as oportunidades, principalmente pras mulheres que decidem empreender no Espírito Santo.
01:14Então deixa eu sentar aqui, bater um bate-papo, fazer um bate-papo com a Gislaine Ribon, dona da barraca
01:20rosa,
01:21já está à frente ali do próprio negócio.
01:23E também estamos com a Estela Roseto, que é gerente de formação empreendedora da Aderes.
01:29Vai trazer dicas importantíssimas aqui pra gente falar desse cenário no Espírito Santo.
01:34Bom dia, meninas.
01:35Bom dia.
01:36Bem-vindas.
01:37Gislaine, conta pra gente um pouco aí da sua história.
01:39Eu dei um spoiler, né?
01:41Vimos ali algumas fotos.
01:42Mas eu queria que você contasse pra gente, porque tem de tudo na sua barraca, né?
01:48Tem de tudo.
01:48E é tudo rosa.
01:49É tudo rosa, é tudo rosa, né?
01:51Como é que você começou nessa trajetória?
01:54Nossa, eu até falei que eu vou...
01:57Contar sobre a minha história, né?
01:59É uma história de superação, né?
02:02E eu fico emocionada, né?
02:04Como tudo começou, né?
02:05Porque veio de uma dificuldade financeira, né?
02:08E a minha mãe estava doente, né?
02:11Ela era portadora de câncer de mama e a gente descobriu já num estado bem avançado, né?
02:17E aí já estava na fase terminal.
02:20E aí só que a gente não sabia de nada, né?
02:22E aí eu tinha acabado de separar um casamento, né?
02:27Muito difícil.
02:28E aí minha filha era recém-nascida praticamente, né?
02:3145 dias de nascida só.
02:33E aí eu tomei essa decisão.
02:35E aí, logo após, eu fui mandada embora, não.
02:39Acabou o meu contrato, né?
02:40Porque na época eu dava aula de educação física.
02:43E tinha um contrato determinado.
02:45E o meu contrato já tinha expandido.
02:48E aí teve o que finalizar.
02:51Eu falei, meu Deus do céu, o que eu vou fazer agora?
02:53Aí a minha mãe falou bem assim,
02:55você não gosta de fazer doce aqui pra engordar a gente?
02:58Faz doce e bolo pra vender na rua.
03:01Começa a vender bolo.
03:02Aí eu falei, Bici, mãe, uma coisa é eu fazer bolo dentro de casa,
03:06outra coisa é comercializar isso.
03:08Como que eu vou?
03:09Eu faço bolo pra gente aqui.
03:10Ela falou bem assim, não.
03:11Você dá seus pulos.
03:13Vou te ajudar com seu filho e você dá seus pulos.
03:15Que legal.
03:16Se vira.
03:17Né?
03:17Porque o pessoal da moda antiga, né?
03:19Ela falou já, direto já, né?
03:22Ela se vira.
03:24Eu quero que você se vira.
03:25Você tem criança pequena agora, não é fácil.
03:28Você vai se virar.
03:29Vai pra rua.
03:30Aí eu falei, Bici, ah, então tá bom, vou me virar.
03:33E aí eu comecei a fazer os bolinhos de pote.
03:35Eu não tinha nem uma batedeira na época, né?
03:38E ela falou bem assim, não, se vira,
03:41pega a bacia que tem aqui, colher de pau,
03:43porque bolo se bate assim mesmo, é na mão que se bate bolo.
03:46Olha só.
03:46E aí eu tenho essa bacia até hoje de recordação.
03:49Que legal.
03:49Eu tenho a bacia até hoje e a colher de pau também,
03:51que inclusive eu vou mandar dar uma reformazinha, né?
03:54Que eu vou colocar na nova loja nossa.
03:55E aí eu comecei a bater bolo na mão e vender na rua.
04:00E mesmo assim, eu chegava em casa, tinha que...
04:04Eu saía, na verdade, terminava as vendas,
04:07eu passava no mercado, comprava mercadoria,
04:10ia pra casa, fabricava...
04:12Fazer mais bolos.
04:14Aí eu acabava em torno de três e meia, quatro horas da manhã.
04:17Nossa.
04:18E aí quando dava assim, seis e pouco da manhã,
04:20ela já me acordava, ela falava,
04:21já acorda já que você tem que ir pra rua de novo.
04:23Aí eu ia pra rua de novo.
04:24Eu passava o dia todo na rua vendendo.
04:27E pra praia também, né?
04:28Que foi onde, assim, eu estourei mesmo,
04:31foi na Praia da Costa, né?
04:32Porque quem hoje em dia vai abrir um bolo
04:34pra poder comer na rua, né?
04:36Assim, na praia, né?
04:38Sim, sim.
04:38E aí eu nunca imaginava.
04:40Aí eu falei, não, eu vou e vamos embora pra cima, né?
04:43E aí a ideia, quem me deu essa ideia de ir pra praia
04:46foi um vendedor de cocada, né?
04:48Esse vendedor de cocada falou bem assim,
04:50ó, você tem que pegar esses bolinhos seus
04:52e vender na rua.
04:53Aí eu falei assim, moço, que...
04:54Vendei na praia.
04:55Eu falei assim, moço, como que alguém vai abrir
04:57bolo de pote na praia?
04:59Quem vai comer bolo?
05:00Ele falou assim, não, mas eu vejo você
05:02vendendo esse bolo na praia.
05:04Vai lá pra Praia da Costa que você vai vender tudo.
05:06Aí eu li outro.
05:07É um agradável.
05:09A história, né, você já continua,
05:11mas a história dela, acho que é a história de
05:14centenas, milhares de mulheres capixabas
05:16que estão assistindo a gente,
05:18que vêm de uma necessidade dentro de casa
05:20e que precisam conciliar essa rotina
05:22com o filho, com o casa,
05:24mas que ainda assim estão ali à frente
05:26do próprio negócio, né?
05:27Exatamente.
05:28Nós temos no Estado do Espírito Santo
05:30muitas chefes de família,
05:32como o caso dela, assim,
05:34pessoas que começam a empreender por necessidade
05:37com o ofício que aprendeu dentro de casa,
05:40às vezes com a mãe, com a avó,
05:42e aí vêem uma oportunidade, né,
05:45e começam a empreender.
05:48É o clássico que a gente encontra.
05:52Mas, assim, a grande maioria,
05:57elas permanecem,
05:58porque a renda total da família,
06:01aonde vem o sustento,
06:02vem do negócio, né?
06:04E é justamente nisso
06:07aonde elas buscam capacitação,
06:09porque elas chegam num ponto
06:10que elas falam,
06:11eu tô ganhando dinheiro,
06:12eu preciso sustentar minha família,
06:14eu quero ampliar,
06:16o que eu faço?
06:18Aí é onde elas começam
06:20a buscar capacitação
06:22pra crescimento,
06:24pra evoluir, né?
06:26É clássico,
06:27a história dela é clássica.
06:29Que incrível, né?
06:30E de como é que a barraca surge,
06:32porque você começou vendendo doces
06:34e agora a sua barraca tá ali
06:36prestando vários serviços, né?
06:38Vários serviços.
06:38Incrível, e tudo rosa, gente,
06:39é demais.
06:40É, tudo rosa.
06:41As cadeiras rosas, incrível.
06:42E aí a barraca rosa explodiu, né?
06:44Porque o que que acontece?
06:45Logo após, eu perdi minha mãe, né?
06:47Como eu falei.
06:48E quando eu perdi minha mãe,
06:50eu fiquei assim,
06:51sem ter com quem deixar minha filha, né?
06:54Sua rede de apoio, né?
06:55Minha rede de apoio.
06:55E aí eu comecei a levar a Manuela pra praia, né?
06:59Eu colocava ela em cima do carrinho,
07:01na caixa e vambora pra praia.
07:03E aí a ideia da barraca rosa surgiu, né?
07:08Na minha terceira relação agora, né?
07:09Que é o pai da minha filha, né?
07:11O Matheus.
07:12Ele falou bem assim,
07:13olha, eu acho melhor você ficar parada agora.
07:16Nossa, incrível.
07:17Por que que você não fica parada agora?
07:19Eu falei, assim,
07:20como que eu vou ter uma estrutura de barraca
07:23sozinha, com as crianças, né?
07:25Aí eu já tinha outra filha já, né?
07:27A Isis.
07:28Eu falei, não tem essa estrutura.
07:30Ele falou, Bici, não.
07:31Eu vou te ajudar.
07:33E junto com você,
07:35eu vou juntar a barraca rosa.
07:37Vou montar a barraca rosa.
07:38Que legal.
07:38E aí sugeriu o nome, né?
07:41Porque tudo rosa.
07:41Eu falei assim,
07:42tudo rosa.
07:43Vai colocar qual o nome?
07:44Eu coloco a barraca rosa.
07:46Aí eu falei, Bici,
07:47ah, então tá bom.
07:48Olha lá, gente.
07:49É um pontinho rosa.
07:49É um pontinho rosa, né?
07:51Ali todos os guarda-sóis também é rosa.
07:53A cadeira também é rosa.
07:55E a barraca também é rosa.
07:57Então você aluga hoje barraca, cadeira?
08:00Isso, a gente aluga, né?
08:01A pessoa já pode sair de casa só com biquíni mesmo.
08:03Incrível.
08:04E o rapaz...
08:05Eu vou saber que eu já não vou ter que levar mais nada.
08:07Mais nada.
08:09Você não precisa carregar peso, né?
08:11Não precisa carregar peso.
08:12Porque lá já tem cadeira, guarda-sol e tudo personalizado no rosa.
08:17Que incrível.
08:18E a barraca também é notória.
08:19Você chegar lá, você vê tudo rosa.
08:21Rapidinho identifica, né?
08:22E o cliente identifica.
08:24Já virou ponte.
08:25Pra onde você vai vir na semana?
08:27Vamos embora pra barraca rosa.
08:29Que legal, né?
08:30E aí virou sustento da minha família, né?
08:33Hoje eu sou mãe de três meninas, né?
08:35Três mulheres aí futuramente.
08:38Verdade.
08:38E é isso, virou fonte de renda principal.
08:40E aí eu meio que afastei da área de educação física como profissão.
08:44Mas nunca deixei de praticar, né?
08:46Por saúde mental, saúde física.
08:48Hoje até porque saúde é em primeiro lugar, né, Bruna?
08:51Com certeza.
08:51E hoje você tá ali também no exercício físico todo dia.
08:54Que faz parte do seu dia em dia.
08:55Isso, é porque a gente tem que atender o cliente na areia, tá?
08:57Então, de certa forma, a gente pratica.
09:00Mantenha o físico.
09:01Mantenha o físico, né?
09:02Porque leva a bebida, leva o bolo de pote, leva o chup-chup, um churrasquinho, né?
09:07A comida ali pro cliente.
09:09Mas é só engordar.
09:10É aí, ó.
09:11Minhas filhas.
09:11Minhas filhas.
09:12Olha lá, as três...
09:14Que lindas suas filhas.
09:15Que lindas.
09:16Um amor.
09:16Todas ali prestigiando.
09:18Agora, que incrível.
09:19Parabéns pela história.
09:21Muito obrigada.
09:21Quando a gente olha pra história da Gi e pra esses dados que o Espírito Santo traz, o que
09:29que a gente pode dizer que esses dados trazem sobre a presença das mulheres no mercado
09:34de trabalho e à frente do próprio negócio, Estela?
09:37Então, o mercado de trabalho, ele tem algumas particularidades que às vezes não compõem
09:43a realidade da mulher.
09:45A mulher, ela tem que ser mãe, ela tem que ser dona de casa, ela tem que às vezes ganhar
09:51além do teto comercial, porque ela tem dois filhos, três filhos, quatro filhos.
09:57E às vezes ela não tem ajuda de ninguém, às vezes ela não tem uma creche próxima.
10:01Sim.
10:01Então, ela precisa conciliar esse trabalho, essa renda com a realidade dela.
10:06É aí que ela começa a refletir sobre iniciar o próprio negócio.
10:12Porque enquanto as crianças estão dormindo, ela tá empreendendo.
10:16Enquanto as crianças estão na escola, meu período, ela tá vendendo.
10:20Essa é a realidade do público feminino normalmente, né?
10:25E elas começam exatamente como a Gi.
10:28Elas começam dentro de casa, com aquilo que tem, né?
10:33Pra gerar uma renda, pra compor uma necessidade.
10:36Perfeito.
10:37E diante desses desafios hoje, que tipo de apoios o governo do Estado oferece
10:42pra essas mulheres que estão empreendendo?
10:44Então, o governo do Estado do Espírito Santo, né?
10:47O nosso governador Renato Casagrande, ele é um entusiasta do empreendedorismo, né?
10:51Ele juntamente com o Ricardo Ferraz.
10:53Ele é incrível, incrível, incrível.
10:56Ele tem uma visão muito especial em relação aos pequenos negócios.
11:00Então, a gente tem capacitação, a gente tem feira de comercialização em todo o território do Estado do Espírito Santo.
11:08A gente tem capacitação em EAD.
11:11A gente tem crédito destinado exclusivamente pra mulheres.
11:15Dinheiro é muito importante, né?
11:17Porque essa mulher tem crédito pra começar o próprio negócio.
11:19E até uns anos atrás, as mulheres tinham muita dificuldade de acessar o crédito.
11:24Exatamente por causa da realidade.
11:26Sim.
11:27Mãe solo, sem renda, sem comprovação.
11:30Então, quando veio essa gestão, surgiu-se o pensamento que as empreendedoras precisam ser auxiliadas.
11:39Então, precisa de ser um crédito mais flexível, um juros menor, aonde ela consiga empreender com esse crédito e pagar
11:48os seus dividendos, né?
11:50Porque também não adianta ela pegar e conseguir pagar.
11:53Ela precisa fazer a máquina dela girar.
11:56Então, todo esse olhar mais sensível às questões femininas é que o governo do Estado busca ter pra mulher empreendedora.
12:07Trazendo pra bem real, hoje, o público, por exemplo, lá na minha gerência que se capacita, eu vou te dizer
12:14que 80% são mulheres.
12:16Olha aí, tá vendo?
12:1780% são mulheres.
12:1980%?
12:20Dificilmente a gente fecha uma turma que seja exclusivamente de homens.
12:2480% de homens, uau.
12:25Dificilmente.
12:26Nossa.
12:27A grande maioria quer se capacitar, quer conhecer, quer iniciar um negócio ou quer aprender a aperfeiçoar uma técnica que
12:36ela, às vezes, não tem.
12:38Por exemplo, a Gi começou a fazer aquilo que ela sabia dentro de casa.
12:43De casa, sim.
12:43E aí, ela busca um meio de capacitar pra que ela tenha uma produção maior, com mais técnica, que ela
12:51consiga alcançar um público maior, né?
12:54Então, por isso que as mulheres buscam se capacitar.
12:57Falando nisso, como é que funciona o programa delas, da Aderes, né?
13:00Pra quem tá assistindo a gente aqui agora, que tá se inspirando na Gi, na história dela, que às vezes
13:05tem esse desejo por muitos motivos, né?
13:09Acabadeando.
13:10Como é que funciona esse programa?
13:12Então, é um programa pra atendimento exclusivo da mulher.
13:16Legal.
13:16Então, a gente vai capacitar, vai buscar, acompanhar núcleos femininos, né?
13:24Aí, quando eu falo núcleos femininos, eu falo, ah, é uma associação de mulheres.
13:28Não, não é uma associação de mulheres.
13:30É o exemplo, ah, na minha comunidade tem X quantidade de mulheres que tem uma vontade de montar um negócio
13:38em conjunto, deseja empreender, tem uma necessidade.
13:43Vocês vão atender?
13:44Nós vamos atender.
13:44Olha que legal.
13:45É, a gente vai, e aí, pensando nessa realidade, pensando que a mulher, ela precisa se capacitar de forma rápida,
13:55que tem que ser algo muito prático, uma linguagem simples, né?
14:00Justamente por conta da necessidade, ela precisa aprender a empreender e sair de lá já pronta pra fazer o negócio,
14:11entendeu?
14:11Então, o delas, ela tem essa visão, essa pegada bem feminina.
14:16Que legal, que legal, muito incrível.
14:17Isso dá uma credibilidade pra mulher, você se especializar, né?
14:20Sim, falando em especialização, e diz que eu quero falar com você, já estou vendo uma foto sua com a
14:27Torre Eiffel ali de fundo.
14:28Isso.
14:28Que rolê foi esse, mulher?
14:30Como é que você foi parar em Paris?
14:32Menina, eu fui primeiro pra Portugal, né?
14:35Eu fui vender meus bolos de pote lá, porque eu coloquei na cabeça, né?
14:38Eu falei com o Matheus, falei, não, vou pra fora agora pra poder estudar, porque não que no Brasil eu
14:43não tô sendo reconhecida, né?
14:44Mas vambora expandir mais os negócios e o conhecimento, eu acho que também é tudo, né?
14:51Conhecer nunca é demais e sabedoria também.
14:54E aí que é um sonho, né?
14:57Porque a Alecôndor é referência em culinária, né?
15:01Uma universidade, na verdade, de culinária.
15:04Olha!
15:05E assim, era meu sonho fazer uma especialização lá, só que tipo assim, nunca, né?
15:11Eu tava esse alcance, né?
15:13Eu falei, não, eu vou tentar.
15:14E aí eu fui pra Portugal, e lá em Portugal eu comecei a me manter vendendo meus bolinhos de pote
15:20mesmo.
15:21Olha só!
15:22Foi, eu me sustentei lá fora, vendendo bolo de pote.
15:26Olha que legal!
15:26E aí, pros portugueses que não conheciam, eu apresentei, né?
15:31Eles não sabiam o que que era.
15:33E eu fui falando da minha forma e graças a Deus, deu muito certo.
15:37E aí eu falei assim, agora eu vou juntar os euros e vou pagar esse custo,
15:42porque você, estando lá perto, é melhor.
15:44E aí veio a ideia de ir pra França, né?
15:46E aí eu realizei um sonho de tanto conhecer ator, e lá eu tô segurando um bolinho de pote, tá?
15:51Ah, que legal mesmo!
15:52É, ali é um bolo de pote na mão, e aí é o meu quadro com a empresa que eu
15:58montei lá, né?
15:59O nome é Da Caixa Pro Mundo.
16:01É uma extensão da minha empresa mesmo, pra poder incentivar não só mulheres, como homens também, né?
16:07Mas principalmente as mulheres, né?
16:10O nome já fala Da Caixa Pro Mundo, né?
16:12Porque tudo surgiu numa caixa.
16:14E aí eu ensinar as mulheres hoje a como que faz, né?
16:17Bolo de pote, um brigadeiro, chupa-chupa gourmet e expandir.
16:21E aí eu fiz essa especialização lá.
16:23E nessa especialização, eu tinha o direito de escolher as estações, né?
16:29Qual estação que eu vou me especializar.
16:31E eu me especializei na estação do verão.
16:33Ah, que legal!
16:34De como que é colocar o doce pra se manter no verão.
16:39E eu achei muito, assim, muito interessante, né?
16:42Falei assim, nossa, agora aqui eu posso até escolher estação.
16:44E eu fiquei assim, como assim escolher estação?
16:46Ele falou, você tem direito de escolher a estação que você quer colocar o seu doce.
16:51Ah, que legal!
16:52E aí eu escolhi o verão, porque é a nossa época aqui, né?
16:55Porque eu tô no Brasil e o Brasil...
16:56Tem tudo a ver, né?
16:57Tem tudo a ver, né?
16:59Que incrível!
17:00É, eu falei, vou especializar no verão e como se manter o doce.
17:03Aí eu fiz a especialidade do bolo lá.
17:05A sua fala é muito importante.
17:07Por que que é importante?
17:08Porque apesar da maioria das mulheres empreender, elas enfrentam muitas dificuldades.
17:15E uma delas é a própria emoção, porque empreender no Brasil não é fácil, né, gente?
17:19Então, ela tem muitas tarefas, muitos afazeres.
17:23E aí, com isso, elas são as primeiras a pensar em desistir.
17:28E a fala é importante para que elas não desistam.
17:31Elas continuem enfrentando os desafios para realizar os sonhos.
17:36Os sonhos.
17:36Por quê?
17:37Porque a expansão vem logo a seguir.
17:41Isso.
17:43Então, a sua fala é excelente nesse sentido.
17:46Para que continuem, eu falo que o empreender é a porta de quem quer realizar sonho.
17:53Essa é a lacuna do empreender.
17:57Porque o limite é você.
17:58É.
17:59É o que você faz, é o que você se determina, é o limite para você alcançar seus sonhos.
18:05Isso.
18:06E o sucesso, ele funciona à base disso, né?
18:08No caso, começa fé, disciplina e constância, né?
18:13Primeiro de tudo é fé.
18:14É você crer naquilo que você não está vendo.
18:17Eu estava num país que eu, quando eu cheguei lá, a realidade é outra.
18:21É.
18:22E aí, eu olhava para um lado, olhava para o outro.
18:24Eu não tinha mais quem pedir socorro.
18:27Então, o meu socorro era Deus.
18:29É, na verdade, era não.
18:31Me perdoa.
18:31É Deus.
18:32Então, assim, a fé é fé, disciplina e constância.
18:36Com certeza.
18:36É a alma do negócio.
18:38Meninas, disciplina.
18:39Você tem que permanecer.
18:40Você não pode desistir.
18:42Por mais difícil que chegue, às vezes eu olhava assim e falava, meu Deus do céu, o que eu vou
18:45fazer?
18:46Eu olhava para o céu assim, falava, Deus, me dá uma direção.
18:49Eu tenho minhas filhas para criar.
18:50Que exemplo.
18:51É você ter feito disciplina.
18:53Não adianta.
18:53Que exemplo.
18:54Eu estou aqui em aula.
18:55Meninas, obrigada pela participação.
18:56de sucesso para você e para a Barraca Rosa.
18:59Obrigada por ter compartilhado sua história com a gente.
19:01A Dery está aí também para dar apoio a essas mulheres.
19:04A disposição de vocês, tá, gente?
19:05Obrigada, meninas.
19:06Especializar.
19:08Vamos especializar.
19:09Isso aí, vamos tomar.
19:10Vamos adquirir conhecimento.
19:11Isso aí.
19:11Isso, e vocês não desistir.
19:13Adquirir conhecimento aqui e ir para frente.
19:16Isso aí, meninas.
19:17Obrigada pelo exemplo.
19:18Parabéns aí para o nosso dia, para a nossa semana.
19:20Muito obrigada.
19:21Que é todos os dias.
19:22Para nós.
19:23Nosso dia é todos os dias.
19:25Verdade.
19:25Todos os dias.
19:26É todos os dias.
19:27Obrigada, meninas.
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