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  • há 8 meses

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Transcrição
00:00A advogada Maria Júlia Leonel acompanhou o comerciante de 21 anos que se apresentou na delegacia de Ipojuca, município onde fica Porto de Galinhas, local do crime.
00:10Ele confessou ter efetuado os disparos contra o empresário Rafael Ventura Martins, prestou depoimento e foi liberado após ser ouvido.
00:19A gente está falando de um crime extremamente grave, extremamente sério. A gente não está falando de um criminoso quanto mais.
00:25Então assim, ele tem uma expectativa ainda, por mais que quando ele venha a ser condenado, essa pena tenda a ser alta também, ele ainda tem uma expectativa de poder viver com os filhos, com a esposa, com a mãe.
00:39Então uma situação como essa, em que você comete um crime diante de câmeras, mais cedo ou mais tarde, pode-se chegar até você, você tem duas opções.
00:49Ou você se entrega e paga pelo que fez, pela justiça, ou você vai viver fugindo.
00:55O crime aconteceu no final da noite do dia 4 de janeiro, à beira-mar de Porto de Galinhas.
01:01A vítima, turista que veio de São Paulo, estava com a companheira e amigos quando se envolveu em uma discussão com outra pessoa.
01:09O local ficou tomado pelo pânico. Foi nesse momento que o comerciante se aproximou e atirou, atingindo o rosto do empresário.
01:17Para a advogada, o suspeito contou que teria sim se aproveitado da confusão para se aproximar e cobrar uma dívida de uma transação financeira feita há quase um ano.
01:28Ele vinha cobrando, a vítima sempre alegando que não ia pagar e de uma certa forma jocosa com ele.
01:36E aí ele foi se munindo de raiva.
01:38Não houve uma pré-meditação.
01:41Houve um acompanhamento, sim, de onde a vítima estaria, mas porque o objetivo dele principal era fazer a cobrança dessa dívida.
01:48Ainda segundo a defesa, a arma usada no crime teria sido emprestada ao suspeito por um conhecido.
01:55O revólver não foi entregue à polícia porque o comerciante contou que se desfez da arma, logo após o homicídio.
02:01Conversamos com exclusividade com a mãe da vítima.
02:06Ela contesta a versão da defesa e pede justiça pela memória do filho assassinado.
02:12Essa pessoa que se entregou e disse que foi por dívida, isso nunca existiu.
02:16Meu filho não devia para ninguém.
02:19E toda essa tragédia, ele estava num restaurante se divertindo.
02:25Ele nunca morou em Recife, como falaram.
02:27Ele sempre morou em São Paulo.
02:29Nesse restaurante, ele encontrou algumas pessoas aqui de São Paulo.
02:33Outra pessoa veio e deu uma corenhada no rosto dele.
02:37E ele virou para a pessoa e perguntou, por que você está fazendo isso comigo?
02:41Por que você está fazendo isso comigo?
02:44E logo, de repente, chegou outra pessoa, disse com esses dois desconhecidos,
02:50e atirou no meu filho, no rosto do meu filho.
02:53Então, eu quero justiça.
02:56Não está sendo feita justiça.
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