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Os presidentes da Câmara e do Senado decidiram não participar da cerimônia do governo em memória dos atos de 8 de Janeiro. A ausência de Hugo Motta e Davi Alcolumbre ocorre em meio à expectativa de um possível veto do presidente Lula (PT) ao projeto da dosimetria, ampliando a tensão entre o Planalto e o Congresso.

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Transcrição
00:00Os presidentes da Câmara e do Senado recusaram a participação na cerimônia do governo sobre o 8 de janeiro.
00:08A decisão ocorre em meio à possível decisão de Lula em vetar o projeto da dosimetria nesse evento.
00:14Vamos gerar a reportagem da Jovem Pan News, o Matheus Dias.
00:17Chegar ao vivo vai trazer detalhes dessa manifestação dos presidentes das casas
00:22e da expectativa para esse evento promovido pelo governo federal.
00:26Matheus, seja bem-vindo, meu amigo.
00:30Oi, Caniato, meu amigo. Boa noite pra você. Boa noite a quem nos acompanha.
00:35Pois é, então daqui a dois dias, dia 8 de janeiro de 2026, se completam ali três anos desde a tentativa de golpe,
00:44a invasão dos três poderes, que posteriormente culminou na prisão de Jair Bolsonaro e de outros réus julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
00:52Costumeiramente, então, desde essa data, o governo federal tenta fazer eventos a cada vez que se comemora um ano.
00:59Nesse ano não vai ser diferente, um evento em memória desse ataque para combate, né, para fortalecer o combate a práticas golpistas.
01:09O governo pretende, continua na agenda do Planalto esse evento para que aconteça daqui a dois dias.
01:15Só que, nesse caso, os líderes do Congresso, o líder do Senado, Davi Alcolumbre, o líder da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, não vão comparecer.
01:24Ambos têm diferentes justificativas para o não comparecimento.
01:28Não é em confronto ao governo, de uma forma de afronta, pelo menos ao que eles tentam demonstrar publicamente, por resposta dos assessores deles.
01:37Hugo Mota, que está em férias parlamentares, está fora de Brasília no momento.
01:42Davi Alcolumbre também está em recesso, mas cumpre a agenda parlamentar no estado do Amapá.
01:47Os assessores disseram que não é por conta do evento em si que eles não vão comparecer,
01:51mas porque esses outros compromissos já estavam marcados e por falta de tempo hábil na agenda.
01:57Só que, nesse momento, né, Caniato, como você bem disse, um cenário em que Lula está prestes a realizar o veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria,
02:08o qual ele já havia adiantado, no meio de todo esse cenário, analistas e pessoas ligadas até aos líderes parlamentares
02:15teriam indicado que eles não comparecessem em eventos que pudessem gerar debates políticos expostos neste momento.
02:22No caso, esse evento que deveria ser para fomentar o combate contra as práticas golpistas,
02:30o combate para que isso não aconteça novamente, como aconteceu há três anos atrás,
02:35pode gerar a lei mais um entrave entre Congresso e governo com a não participação dos dois principais nomes,
02:41a lei do Senado e da Câmara dos Deputados do caso.
02:45Por mais que os parlamentares não demonstrem apoio ao governo federal,
02:48também não querem se indispor nesse momento, por isso deram outras justificativas,
02:53mas há quem diga que foi por isso que eles disseram que não vão comparecer por conta de todo esse cenário.
03:00Só que se os parlamentares não querem se indispor ao governo,
03:03o governo também não quer se indispor novamente com o Congresso.
03:06Por isso, alguns interlocutores ali do Planalto, pessoas próximas à Lula,
03:11tentam indicá-lo ou tentam aconselhá-lo a não dar esse veto ao PL da dosimetria neste momento,
03:19pelo menos antes que o evento aconteça.
03:21Eles querem que esse veto presidencial, né, ele seja prorrogado,
03:25aconteça depois do evento, para que o evento que está marcado,
03:29para que seja ali um evento de memória à invasão dos três poderes,
03:33não seja transformado em mais uma briga política,
03:37ainda mais num entrave com a Câmara dos Deputados em foco principal,
03:41já que, em sua maioria, os deputados aprovaram o PL da dosimetria,
03:46que visa, sim, a diminuição das penas de todos os réus da trama golpista.
03:51No caso, então, agora, Caniato, daqui a dois dias deve acontecer esse evento em Brasília.
03:56Os líderes do Senado e da Câmara não vão comparecer,
03:59mas tem ali uma disputa velada.
04:02O motivo ainda é incerto.
04:04Há quem diga que é por conta do cenário da dosimetria,
04:08há quem diga que é apenas por falta na agenda.
04:11Mas pode ser que, sim, isso se torne mais um entrave
04:14em mais um episódio, Congresso vs Planalto, né, Caniato?
04:18Tem aquela coisa, muitos não querem sair na foto, né?
04:21Assim, não tem o que fazer, o evento vai rolar de qualquer maneira,
04:24mas o político faz a seguinte análise.
04:27Bom, eu não vou estar naquele palanque, não, me tira dessa.
04:30Valeu, Matheus Dias trazendo os destaques e os detalhes
04:33desse evento que acontecerá depois de amanhã.
04:35A gente vai trazer todas as informações aqui na programação.
04:38Grande abraço, bom trabalho pra você.
04:41Rápida parada, pra você que nos acompanha pela rede.
04:44Nós seguimos aqui no estúdio.
04:46Pra você que nos acompanha pela TV, pelo YouTube,
04:49chamar os nossos comentaristas.
04:51Você, Luiz, Filipe Dávila, Mota e Alcolumbre,
04:54não vão participar do ato do governo do dia 8 de janeiro,
04:58que, naturalmente, eles vão tratar, né,
05:01daquela suposta tentativa de golpe, vão falar muito em democracia.
05:05Há quem diga que até assuntos ligados à Venezuela serão tratados nesse dia.
05:11Enfim, o que a gente pode esperar e o que é preciso considerar
05:15em relação a essas duas ausências?
05:16Bom, o presidente da Câmara e o presidente do Senado
05:20são políticos experientes
05:21e sabem que não devem participar
05:24de um evento que vai se transformar
05:26num palanque do governo.
05:28Por duas razões.
05:30Primeiro, porque está em jogo um projeto
05:32aprovado pelo Congresso Nacional,
05:34pelas duas casas
05:36que Lula pretende vetar.
05:38E se vetar, o Congresso vai derrubar.
05:40Então, você não quer estar na fotografia
05:41ao lado de uma pessoa que vai vetar um projeto
05:43que foi legitimamente aprovado pelos deputados e senadores.
05:48O segundo ponto
05:49é o palanque eleitoral que vai acontecer nesse evento.
05:53Vai explorar toda essa questão do suposto golpe,
05:56vai voltar tudo aquilo e falar de Venezuela.
05:58E você não quer estar numa fotografia, numa eleitoral,
06:01que você vai disputar a eleição
06:02ao lado dessas barbaridades ditas,
06:05essa verborragia da esquerda,
06:07ainda mais que os dois pertencem a partidos
06:10que têm grande chance de estar contra Lula
06:14na próxima eleição.
06:15Então, é preciso muita cautela.
06:18E a cautela sempre tem uma desculpa infalível
06:22à questão da incompatibilidade da agenda.
06:27Você, Diego Tavares, daqui a pouco chega à rede.
06:30Um comentário de um minuto e vinte, Diego.
06:32Perniato, o Dávila foi no ponto.
06:37Nós não estamos diante de um evento
06:38de caráter institucional,
06:40algo que, de fato,
06:42é inerente à atividade do governo brasileiro.
06:45Nós estamos diante de um comício político.
06:47Nós estamos diante, praticamente,
06:49do evento de inauguração de campanha
06:51do projeto de reeleição
06:53do presidente Lula.
06:54E você usou o termo corretíssimo
06:57ao questionar o Dávila.
06:58Ninguém quer estar em cima desse palanque.
07:01É um palanque, é um palanque político eleitoral.
07:04Esse evento marca o início
07:06das narrativas de campanha.
07:08Então, de fato, se Lula quiser ter o apoio
07:10de campanha de Hugo Mota e Davi Alcolumbre,
07:13tem que sentar à mesa primeiro
07:15e negociar esse apoio.
07:17Porque, por enquanto, o que nós temos, de fato,
07:19é uma sinalização de como muito bem lembrou o Dávila,
07:22de que os partidos, tanto do presidente da Câmara
07:24quanto do presidente do Senado,
07:26não farão parte desse projeto de reeleição.
07:29Então, essa desculpa da agenda realmente
07:32nada mais é do que a desculpa
07:34para não estar neste palanque,
07:36neste comício eleitoral.
07:37Quer dizer, a rede está chegando
07:39e é importante lembrar também desse aspecto
07:41que o Dávila destacou
07:42sobre o PL da dosimetria.
07:44Imagina se Lula anuncia nesse evento
07:47que vai vetar o projeto.
07:49E aí tem o presidente da Câmara e do Senado do lado.
07:51Imagina um climão, né?
07:53Recebendo a rede Jovem Pan,
07:55todos conectados aqui em Os Pingos nos Is,
07:57a informação que o nosso repórter trouxe há pouco,
08:00os presidentes das casas legislativas,
08:04Hugo Mota e Davi Alcolumbre,
08:05não vão participar do ato do governo
08:08que vai enaltecer a democracia,
08:11lembrar dos atos do dia 8 de janeiro
08:13e, possivelmente, Lula vai fazer algum tipo de menção
08:17sobre a sanção ou veto ao PL da dosimetria.
08:22Você, Mota, decisão dos dois políticos,
08:24dos dois presidentes das casas legislativas
08:27em não participarem desse evento.
08:30A intentona comunista foi uma tentativa de golpe
08:34realizada em novembro de 1935
08:38por militares ligados ao Partido Comunista do Brasil.
08:42Esse movimento aconteceu em Natal, Recife, no Rio de Janeiro,
08:46dezenas de pessoas foram assassinadas.
08:49Durante décadas, o Estado brasileiro relembrou esse dia,
08:54o dia da intentona comunista,
08:56fazendo uma homenagem aos mortos.
08:58Agora, o governo criou uma comemoração equivalente
09:03para a esquerda,
09:04para lembrar os chamados ataques antidemocráticos
09:08de 8 de janeiro.
09:10Nesse caso, não houve enfrentamento,
09:13não havia armas, não morreu ninguém.
09:15Mas nessa comemoração, o governo,
09:18ex-guerrilheiros, políticos e artistas de esquerda
09:23celebram uma democracia pujante.
09:27Eles que se beneficiaram da anistia,
09:31agora recusam a anistia
09:33ou qualquer benefício aos réus de 8 de janeiro.
09:37E mais, eles que viviam denunciando a censura,
09:42agora exigem censura contra qualquer pensamento
09:47que eles classificarem de antidemocrático.
09:51É como disse Jorge Santayana,
09:54aqueles que não conhecem a história
09:56estão condenados a repeti-la.
09:59Pois é, vamos seguir com um outro destaque.
10:02Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira,
10:04que Flávio poderia conceder o perdão presidencial
10:08a Jair Bolsonaro, caso seja eleito presidente em 2026.
10:12Além disso, o ex-deputado também revelou
10:14que o líder da direita poderia ser nomeado ministro,
10:19dizendo que o pai possui qualificação
10:20para ser secretário do governo
10:22ou ministro da Casa Civil.
10:24Segundo Eduardo, o indulto não se limitaria
10:28apenas a Bolsonaro,
10:30mas alcançaria todos os acusados
10:32da suposta tentativa de golpe.
10:35Você dava a reflexão de Eduardo Bolsonaro
10:38a respeito de uma possível gestão de Flávio
10:40e ele indica que Flávio poderia conceder
10:42indulto ao pai e chamar o pai para ser ministro.
10:45Isso ajuda ou atrapalha?
10:47Um minutinho.
10:48Atrapalha.
10:49É uma declaração descabida nesse momento.
10:52No momento, agora, é juntar forças políticas,
10:57deixar de criar polêmicas
10:59e, portanto, a candidatura de Flávio Bolsonaro
11:02tem esse enorme desafio
11:04de diminuir a rejeição do candidato.
11:07Hoje é o candidato lá da direita
11:09que está em grande destaque nas pesquisas,
11:12mas, por outro lado, tem um enorme índice de rejeição.
11:15E diminuir rejeição é fundamental
11:18para a candidatura de Flávio Bolsonaro
11:20se tornar mais viável.
11:22O voto bolsonarista, Flávio já tem.
11:25Agora o Flávio precisa conseguir outros votos
11:28da outra parte da direita.
11:30E para fazer isso, não é justamente tratando de um tema
11:35que só será motivo de política pública
11:38uma vez vencida a eleição e uma vez no poder.
11:42Agora é hora de pavimentar o caminho
11:46para atrair mais aliados
11:49e não apenas falar para a base bolsonarista.
11:5340 segundos para você, Diego Tavares.
11:55O que achou da fala de Eduardo Bolsonaro?
11:58O Camisa 10 ataca novamente, Caniato.
12:01Esse é o momento em que Flávio Bolsonaro
12:02precisa de uma coalizão.
12:04Precisa mostrar à classe política brasileira
12:06que existem espaços dentro do seu projeto
12:09para outros partidos, para outros políticos.
12:12E não focar somente na família,
12:14não focar somente na concentração do poder
12:17que ele ainda nem conquistou.
12:19E essa hipótese levantada por ele
12:22sequer é possível do ponto de vista jurídico,
12:24porque é bom lembrar.
12:25Bolsonaro, além de condenado e inelegível
12:27em razão de condenação,
12:28está também inelegível por decisão do TSE.
12:31E estando inelegível,
12:32não poderia ser ministro de governo,
12:34ainda que fosse perdoado pelos crimes.
12:36Para fechar, você, Mota, 40 segundos.
12:41Eu acho que o perdão
12:43ou algum tipo de reparo
12:47desses absurdos jurídicos
12:48que nós estamos vendo
12:49é inevitável, absolutamente inevitável.
12:52Não sei se vai ser concedido
12:54pelo presidente Flávio Bolsonaro,
12:57mas com certeza vai ser por alguém
13:00ou pelo Congresso.
13:02Quanto ao Ministério,
13:03eu acho um desperdício
13:04para um político como Jair Bolsonaro.
13:07Eu acho que se ele voltar à vida pública,
13:10vai ser para ocupar posições melhores.
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