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O presidente Lula (PT) condenou os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e afirmou que a ação ultrapassa a “linha do inaceitável”. Em nota, ele classificou a ofensiva como uma grave violação da soberania da Venezuela e alertou para riscos à estabilidade internacional. O Itamaraty avalia a crise em reunião ministerial.

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Transcrição
00:00A gente vai então a Brasília, porque o governo federal e o Palácio do Itamaraty estão em reunião para discutir a ofensiva dos Estados Unidos em Caracas
00:08e a gente vai ao vivo com o repórter Igor Damasceno, que está na capital federal e traz todas as novidades.
00:15O presidente Lula já se pronunciou, Igor, bom dia.
00:21Já sim, Patrícia, bom dia a você, também ao Marcelo e a todos que nos acompanham.
00:26Então, antes de falar dessa reunião ministerial aqui no Palácio do Itamaraty, vamos então falar do posicionamento do presidente Lula.
00:33Ele acaba de publicar nas redes sociais as primeiras palavras do presidente em torno dessa ofensiva norte-americana ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
00:44Vou, inclusive, pedir licença a vocês para ler a nota do presidente, foi publicada nas redes sociais dele.
00:50O presidente diz o seguinte, abre aspas,
00:51No texto, o presidente continua,
01:12Lula continua,
01:26A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.
01:40A ação lembra os piores momentos da interferência política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
01:50O texto finaliza o seguinte, a comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio.
02:01O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação, fecha aspas.
02:10Então, essas são as primeiras palavras do presidente Lula em torno desse conflito entre Estados Unidos e Venezuela.
02:18Então, o presidente Lula condena essa ofensiva norte-americana e aciona a Organização das Nações Unidas justamente para, então, repudiar a esse ataque que foi deflagrado na madrugada deste sábado.
02:33Como nós falamos, daqui a pouco deve começar uma reunião, inclusive reunião considerada de emergência, aqui no Ministério das Relações Exteriores.
02:42Além do ministro Mauro Vieira, quem deve fazer parte dessa reunião é o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
02:49Vai ser definido a primeira ação, as primeiras ações do governo em torno dessa ofensiva do governo dos Estados Unidos ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
03:00Quem também se posicionou foi a bancada do Partido dos Trabalhadores, é a legenda a qual faz parte o presidente Lula.
03:07Eu vou abrir aqui agora a nota do PT em torno desse assunto.
03:12A nota diz o seguinte, abre aspas.
03:14A bancada do PT na Câmara dos Deputados repudia com veemência os ataques dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado,
03:23sob ordens de Donald Trump.
03:24Continua, o respeito à independência, à autodeterminação dos povos e à não intervenção são preceitos básicos de soberania de todas as nações.
03:36Então, essas são as primeiras palavras do PT em torno dessa situação, em torno dessa ofensiva.
03:43E antes de devolver para vocês, eu também vou ler uma nota do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
03:48Ele diz o seguinte, abre aspas, nós do Ministério da Saúde sempre queremos e trabalhamos pela paz.
03:55Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio.
03:58Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas.
04:04Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e o sistema de saúde.
04:09O Ministério da Saúde e o SUS, Roraima, já absorvem impactos da situação da Venezuela.
04:16Então, esse é um alerta feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em torno de toda essa tensão entre os venezuelanos e os norte-americanos.
04:25Eu vou devolver para vocês, mas a nossa equipe segue aqui no Palácio do Itamaraty e, a qualquer momento, eu posso acioná-los com novidades.
04:33Obrigada, Igor Damasceno, direto de Brasília, com informações aí.
04:38O governo do Itamaraty e também o presidente Lula acabaram de se posicionar contra o ataque dos Estados Unidos a Caracas.
04:47Vamos, então, ao Jesualdo Almeida, um dos nossos analistas aqui no Jornal da Manhã.
04:52Como é que você vê esse posicionamento brasileiro?
04:54A professora de Relações Internacionais, a nossa entrevistada, agora há pouco, falou que a América do Sul precisa se unir nesse contexto justamente por questão de soberania, né?
05:04Que vai além aí, talvez, dessa questão política e econômica e até do modelo de ditadura que existe na Venezuela, Jesualdo.
05:12A nota do PT já era esperada, mais ou menos, nesses termos, haja vista que o PT reconheceu a eleição do Maduro, o que não significa que a nota do governo seja idêntica.
05:23Basta ver que o Eliseu Padilha, um ministro muito importante do governo, foi menos ácido, menos contundente durante as suas palavras,
05:32dizendo apenas que haverá questões humanitárias, mas não agredindo diretamente com palavras a invasão.
05:39Eu acho pouquíssimo provável que nós tenhamos um discurso uníssono aqui na América do Sul.
05:44O Javier Milley, como sabido, já comemorou a prisão do Maduro.
05:49O Chile emitiu uma nota pelo Boric, o atual presidente, rejeitando, atacando os Estados Unidos.
05:55Entretanto, o Boric está saindo e quem entra no lugar dele logo na sequência será também um governo de direita.
06:01A Bolívia, hoje, é dominada também pela direita, assim como outros países da região.
06:06Portanto, uma nota conjunta fica pouquíssimo provável de ser emitida, o que não faz, o que não deixa de fazer com que o Brasil emita o seu posicionamento.
06:17Mas o posicionamento tem que ser temperado, principalmente nesses momentos em que nós estamos buscando uma ter aproximação comercial com os Estados Unidos,
06:25em que a coisa vem bem.
06:26Não precisamos ser subservientes, é verdade.
06:29Não precisamos aceitar tudo que venha dos Estados Unidos.
06:32Mas precisa haver uma temperança, uma nota que seja equilibrada, razoável,
06:38uma nota que seja aproveitosa para o país e não apenas uma questão ideológica.
06:45Muito bem, vamos retomar o contato com a professora de Relações Internacionais, Carolina Pedroso.
06:50Professor, antes de a gente interromper o contato com a senhora, a gente falava justamente dessa reunião e do posicionamento do governo.
06:58Não foi incombinado, mas de qualquer forma, agora, queria que a senhora avaliasse, então, os posicionamentos do presidente e, é claro, do Partido dos Trabalhadores.
07:07Verdade, não estava combinado, mas acabou aparecendo aí para nós, o posicionamento coincidiu com a nossa conversa.
07:19Bom, eu queria destacar um ponto que eu acho que foi bastante significativo da nota do governo brasileiro,
07:24que foi o fato de ter mencionado a zona de paz.
07:29A zona de paz do Atlântico Sul é uma diretriz da política externa brasileira,
07:33que está muito bem consolidada há muitas décadas, então, que perpassa diferentes governos, né,
07:38e, portanto, não está ligada a uma agenda ideológica, mas sim a uma ideia de que interessa ao Brasil
07:44preservar que a zona do Atlântico Sul, em contraposição ao Atlântico Norte, permaneça em paz.
07:51E em paz não significa necessariamente sem conflitos, quer dizer, nós somos países que temos os nossos problemas
07:58em relação à violência, em relação à criminalidade, porém, em paz significa sem conflitos entre os países
08:04ou com um país fora dessa zona do Atlântico Sul.
08:08Infelizmente, essa ideia das opacas, né, a zona de paz do Atlântico Sul foi violada agora com esses ataques dos Estados Unidos à Venezuela
08:16e isso era um dos pilares, justamente, da liderança brasileira nessa região do Atlântico Sul, né,
08:22então isso afronta o nosso interesse do ponto de vista geopolítico, quer dizer,
08:26a presença de uma potência externa na nossa região, ela é sempre muito preocupante,
08:32até porque os exemplos históricos abundam em demonstrar que as intervenções externas
08:37tendem a trazer, muitas vezes, mais problemas do que aquilo que havia antes.
08:41Então, eu acho que ter colocado isso na nota oficial do posicionamento do Brasil é muito importante
08:47porque realmente é uma questão que transcende as eventuais afinidades ideológicas
08:53que, por exemplo, o Partido dos Trabalhadores possa vir a ter com o processo de revolução bolivariana na Venezuela.
08:58Então, realmente, dá bastante ênfase para a defesa da soberania desse território
09:03e, principalmente, para o fato de que é um ataque sem precedentes à América do Sul.
09:08Historicamente, os Estados Unidos intervêm, fizeram uma série de ações militares na América Central e no Caribe,
09:15mas na América do Sul é a primeira vez.
09:17E é uma pena, realmente, que não haja um posicionamento coletivo dos países
09:21justamente por conta dos posicionamentos ideológicos.
09:25Então, nesse sentido, a ideologia tem se colocado acima, muitas vezes,
09:29desse interesse que deveria ser coletivo de preservar as soberanias dos nossos países.
09:35Professora, a gente viu também o ministro da Saúde, o Alexandre Padilha, comentando aí
09:39porque a gente sabe que, para além dos interesses políticos e econômicos,
09:43há uma crise humanitária que a Venezuela já vive há mais de uma década
09:48e que houve também muitos migrantes para cá, principalmente em Roraima,
09:52onde há aí a fronteira entre Brasil e Venezuela.
09:56Houve também aí, com isso, muitas doenças.
09:59A gente viu um surto de sarampo ali na região.
10:01O Roraima já se posicionou.
10:03A Colômbia reforçou a fronteira, tentando fechar aí para impedir uma fuga em massa.
10:09Até porque esses países também já têm ali as suas mazelas
10:12e têm dificuldade de receber uma quantidade muito grande de migrantes para cá.
10:17Nós já temos hoje, segundo o professor de Ciências Políticas,
10:21que deu entrevista aqui para a gente,
10:23mais ou menos 600 mil venezuelanos morando aqui no Brasil.
10:28Como é que deve se dar essa crise humanitária?
10:30Porque o fato é que, apesar de a gente ter tirado Nicolás Maduro do poder,
10:36a população vai viver momentos de insegurança ainda por um bom tempo.
10:42Sim, eu acho que esse é um tema que, sem dúvida,
10:45atinge os países que fazem fronteira direta com a Venezuela.
10:49Tanto a Colômbia como o Brasil, especialmente a Colômbia,
10:51o principal destino desses imigrantes e desses refugiados.
10:54O Brasil foi se consolidando também,
10:56embora não seja o destino mais óbvio por conta da barreira linguística,
11:00mas acabou nos últimos anos galgando uma posição importante
11:03em termos de um local em que os venezuelanos buscam para reconstruir a sua vida.
11:08Esse já era também um dos cenários muito prováveis,
11:10não só da eleição de Nicolás Maduro em 2024,
11:15altamente questionável,
11:16de que haveria um aumento do fluxo,
11:18mas que esse fluxo certamente seria ainda mais intensificado
11:21se houvesse qualquer tipo de intervenção externa.
11:23Eu diria que esse é um cenário bastante desolador,
11:26principalmente levando em conta
11:27o fato de que, desde que Donald Trump assumiu em 2025
11:31novamente a presidência dos Estados Unidos,
11:34os recursos que provinham, principalmente deste país,
11:37para as agências humanitárias que tratam desses temas,
11:40e aí eu vou mencionar duas,
11:41mas outras poderiam ser ditas também,
11:43que é a Organização Internacional das Migrações da ONU,
11:46a ONU Migrações,
11:47e o ACNUR, que é o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados,
11:51essas verbas foram cortadas.
11:53Então, boa parte da ajuda internacional
11:56que Brasil, Colômbia e outros países recebiam
11:59não está mais chegando desde 2025.
12:02Então, basicamente, são os países sozinhos,
12:05tanto Colômbia quanto o Brasil,
12:06que estão precisando lidar com a chegada dessas pessoas
12:09que chegam realmente em situação bastante vulnerável,
12:12seja do ponto de vista econômico,
12:13seja do ponto de vista sanitário,
12:15como você bem mencionou.
12:16E nós estamos falando,
12:17tanto do Brasil quanto da Colômbia,
12:19de regiões fronteiriças
12:20que já têm os seus próprios desafios,
12:22seja a Roraima,
12:23seja a região colombiana da fronteira,
12:25que também não é a região mais próspera do país.
12:30Então, já tem as suas próprias deficiências e carências
12:32em termos de serviços públicos,
12:34de acesso da população local,
12:36à educação, à saúde,
12:38e a chegada dos imigrantes certamente
12:39tensiona ainda mais essa relação social,
12:43essa dificuldade de acesso aos serviços
12:45que já era sentida antes.
12:47Então, além de tudo isso,
12:48nós ainda temos esse cenário, muitas vezes,
12:50de uma rejeição de parte da população
12:52à chegada desses imigrantes,
12:54justamente porque eles acabam se sentindo
12:56rivalizados em termos de acesso
12:59a esses recursos.
13:01Então, sem essa ajuda externa,
13:02desde 2025,
13:03que já deixou o cenário de ajuda humanitária
13:06bastante difícil nessas regiões,
13:09com o aumento do fluxo,
13:10certamente o Brasil e a Colômbia
13:12vão precisar se reorganizar
13:13para conseguir integrar essas pessoas
13:16à sociedade.
13:17Porque, do ponto de vista do direito internacional,
13:19migrar é um direito humano.
13:22Bom, a gente continua aqui nesse assunto.
13:23nosso editor de internacional
13:25também tem uma pergunta para você, professora.
13:28Professora, bom dia.
13:29Prazer em falar com você aqui na Jovem Pan
13:31mais uma vez.
13:32A gente tem acompanhado muitas manifestações
13:35de venezuelanos ao redor do mundo.
13:38Agora há pouco, imagens que chegaram
13:40ao vivo de Santiago, no Chile,
13:42com a manifestação de venezuelanos expatriados
13:47que vivem por lá.
13:48Hoje, o Chile tem uma população muito grande
13:50de venezuelanos.
13:53E a gente tem acompanhado também
13:55em outros locais ao redor do mundo.
13:58O fato é, nós temos hoje uma população
14:00de 8 milhões de pessoas,
14:01aproximadamente, que deixaram a Venezuela
14:03desde 2014.
14:06E isso é resultado de uma grave crise humanitária,
14:08não há a menor dúvida
14:09quanto a esse ponto.
14:12Agora, existe, primeiro de tudo,
14:14a possibilidade dessas pessoas
14:15retornarem à Venezuela.
14:18E, segundo, esse ataque contra os Estados Unidos
14:22no continente sul-americano,
14:25que era visto como pacífico,
14:26um dos grandes bastiões pacíficos do planeta.
14:30Isso pode levar riscos,
14:33pode levar outros países aqui do continente
14:36a temerem também um ataque
14:38em seu território daqui pra frente?
14:40Antes da sua resposta, professora,
14:42só dar o horário aqui pra nossa rede,
14:4310 horas e 22 minutos.
14:47Pode responder, professora.
14:48Obrigada pelas perguntas.
14:50Obrigada pelas perguntas.
14:52Eu acredito que, nesse momento,
14:54ainda há muita incerteza
14:56de como que vai se dar
14:58esse processo de transição política
15:00na Venezuela.
15:01Porque, embora boa parte das pessoas
15:03que tenham saído do país
15:04o tenham feito por questões econômicas,
15:07pela dificuldade de manter
15:08as suas condições mínimas de vida
15:10do ponto de vista material,
15:12boa parte dessa crise humanitária
15:14é ocasionada justamente
15:16pela dificuldade política,
15:17pela crise política,
15:18não só de conciliação,
15:20mas também de restrição econômica
15:22que a Venezuela
15:22vem passando já há muitos anos
15:24por conta das sanções impostas,
15:27seja pelos Estados Unidos,
15:28seja pela União Europeia,
15:29contra o regime de Nicolás Maduro.
15:31Mas que, na verdade,
15:32acabam atingindo de maneira
15:33ainda mais intensa
15:34a população,
15:35que mais precisa do acesso
15:36aos serviços básicos,
15:38aos produtos de primeira necessidade.
15:40Então, eu diria que o que vai ser determinante
15:42ou não para o retorno
15:44dessas pessoas
15:45vai ser justamente a possibilidade
15:46de uma construção pacífica,
15:48de um novo governo,
15:49de um governo de transição
15:50que procure, primeiro,
15:52estabilizar o país
15:53e dar essas condições mínimas de vida
15:55para que as pessoas possam voltar,
15:57possam retornar.
15:59E não é um retorno simples,
16:00porque justamente a gente tem visto agora
16:03essas imagens da destruição,
16:05algumas instalações de petróleo
16:08também foram atingidas
16:10durante esses ataques.
16:11Então, vai haver também
16:13uma dificuldade de reconstrução econômica
16:15nesse momento.
16:16Um outro ponto
16:17que até agora
16:18não está muito claro
16:19como vai ficar
16:20é justamente o grande poderio
16:22que os militares têm
16:23na Venezuela.
16:25Eles estavam distribuídos
16:27em boa parte
16:28dos cargos importantes
16:29do governo de Nicolás Maduro,
16:31um governo altamente militarizado.
16:33As forças armadas controlam
16:35não só aquilo que seriam
16:36as funções tradicionais,
16:38controle de fronteiras,
16:40defesa do país,
16:40mas também outras áreas estratégicas,
16:42justamente a exploração
16:44dos recursos naturais,
16:45da distribuição de alimentos
16:47e de medicamentos.
16:48Então, não está claro ainda
16:49o que vai ser feito,
16:50como é que essa força
16:51vai se reposicionar
16:52diante dessa mudança
16:54que acabou de acontecer.
16:56Então, eu acho que ainda
16:56é um cenário de muita incerteza
16:58para a gente cravar
16:59que essas pessoas vão retornar.
17:00O ponto principal
17:02é justamente a reestabilização
17:04do país do ponto de vista econômico
17:06e isso vai depender da política.
17:08Então, eu acho que ainda
17:09tem um caminho a ser percorrido
17:10para que as pessoas
17:11se sintam seguras
17:12para retornar para a Venezuela.
17:14Então, ainda tem um tempo aí.
17:16E sobre a sua segunda pergunta,
17:18eu acho que esse é
17:18um ponto essencial
17:20em um ano
17:21em que Brasil e Colômbia,
17:23justamente dois países
17:24que ainda são governados
17:25pela esquerda na região,
17:27vão passar por eleições presidenciais.
17:29Então, eu não tenho dúvidas
17:30que tanto o Gustavo Petro
17:31quanto o Lula
17:32sabem que essa ação de hoje
17:34pode repercutir
17:35no calendário eleitoral,
17:37nos debates,
17:38na campanha eleitoral.
17:39A Venezuela já é um tema
17:40que polariza
17:41as sociedades latino-americanas
17:43há muitos anos.
17:45Foi tema, inclusive,
17:45da eleição chilena.
17:47Você mencionou
17:47os venezuelanos em Santiago.
17:50Então, eu acredito que
17:51esse é um alerta também
17:53que está colocado,
17:54porque, novamente,
17:55se a justificativa oficial
17:56da intervenção norte-americana
17:58é o combate às drogas,
18:00esse é um tema
18:01que perpassa todos os países.
18:02Então, não há nada
18:03que efetivamente
18:04impeça agora
18:05os Estados Unidos
18:06de promoverem
18:08outros tipos de intervenções
18:09com base nessa justificativa.
18:12Principalmente porque,
18:13do ponto de vista interno
18:14dos Estados Unidos,
18:15o presidente norte-americano
18:16pode agir
18:17sem o apoio do Congresso,
18:19porque não se trata,
18:20efetivamente,
18:21de uma guerra
18:21nos modos tradicionais,
18:23mas sim de uma intervenção
18:24para combater
18:24aquilo que, logo no início
18:26do mandato dele agora,
18:27em 2025,
18:29ele classificou
18:29como narcoterrorismo,
18:31colocando as organizações
18:32criminosas ligadas
18:34ao narcotráfico
18:35como terroristas.
18:36Então, abrindo
18:37esse precedente legal,
18:38ele tem autonomia
18:39para promover
18:40outros tipos
18:41de intervenção
18:42desse tipo.
18:43Então, eu acho que
18:44essa é uma das preocupações
18:45que, certamente,
18:46está passando aí
18:47pela cabeça dos decisores,
18:48principalmente de Brasil
18:49e Colômbia.
18:50do Brasil,
18:51do Brasil,
18:52do Brasil.
18:52Obrigado.
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