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Depois de uma semana agitada, com a votação de projetos polêmicos, o início de dezembro promete acirrar ainda mais a crise entre o Congresso Nacional e o governo federal. O julgamento dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, o PL Antifacção e a Lei de Licenciamento Ambiental foram algumas das pautas que geraram fortes embates entre os Poderes.Reportagem: Matheus Dias

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Transcrição
00:00ditada com votação de projetos
00:01polêmicos, a primeira semana de
00:03dezembro promete acirrar ainda
00:05mais a crise entre governo e
00:07congresso. Confira com Matheus
00:09Dias. O ano de dois mil e
00:11vinte e cinco foi marcado pelas
00:12frequentes disputas entre
00:14governo e congresso, mediante a
00:16polarização política presente
00:18entre os dois poderes. O
00:20terceiro poder, o judiciário, no
00:22centro da maior parte das
00:24discussões. Em um ano marcado
00:26pelo julgamento do ex-presidente
00:28Jair Bolsonaro e outros réus da
00:30trama golpista do dia oito de
00:32janeiro de dois mil e vinte e
00:33três, com congressistas partindo
00:35em defesa ao ex-presidente e
00:37chegando até a fazer motim no
00:39congresso federal. Além disso,
00:41pautas como o projeto de lei
00:43antifacção, a taxação de betes,
00:46bancos e bilionários proposta
00:48pelo ministério da fazenda e a
00:49lei geral do licenciamento
00:51ambiental geraram forte oposição
00:53entre o executivo e o
00:54legislativo. O mais recente dos
00:57entraves foi sobre quem ocuparia
00:58a cadeira deixada por Luiz
01:00Roberto Barroso no Supremo
01:01Tribunal Federal. A opção de
01:03Lula por Jorge Messias nada
01:05agradou o presidente do Senado
01:06Davi Alcolumbre, que tinha o
01:08nome de Rodrigo Pacheco como
01:10favorito. Dias depois da
01:11indicação de Lula, o
01:12Columbre anunciou a votação de
01:14projeto que estabelece a
01:15aposentadoria especial para
01:17agentes de saúde, pauta que
01:18afeta diretamente os cofres
01:20públicos. Alcolumbre marcou a
01:22análise do nome de Jorge
01:23Messias para o dia dez de
01:25dezembro. Tempo extremamente
01:26curto para arquitetar alianças
01:28na visão do Planalto. Na Câmara
01:30dos Deputados, o presidente Hugo
01:32Mota acumula atritos com a
01:34bancada do PT desde a derrubada
01:36do decreto que aumentou o imposto
01:38sobre transações financeiras, com
01:40retaliação vinda do governo
01:41federal na visão de Mota, com a
01:43resistência e a demora na
01:45liberação de emendas
01:46parlamentares, tema que tem
01:47pressionado a relação dele com
01:49líderes do Centrão e do PL. O
01:52claro sinal de desgaste, que de
01:54um lado tem Mota e Alcolumbre e
01:56do outro o presidente Lula e
01:58toda a bancada do PT, ficou
02:00evidente depois que os
02:01presidentes da Câmara e do
02:02Senado não compareceram à
02:04cerimônia de sanção da
02:06ampliação da faixa de isenção
02:08do imposto de renda. Para o
02:09mestre em ciência política,
02:10Cristiano Noronha, a
02:12configuração do Congresso visa
02:13exclusivamente a eleição do
02:15ano que vem, com parte dos
02:17parlamentares apoiando o
02:18Tarcísio de Freitas e outra
02:20parcela apoiando o Ronaldo
02:21Caiado, como candidatos à
02:23presidência em dois mil e
02:24vinte e seis. Há uma
02:25divergência, uma diferença
02:27ideológica também entre o que
02:30pensa a maioria do Congresso
02:31Nacional e o governo, né? O
02:34governo é de centro-esquerda e o
02:35Congresso é de centro-direita,
02:37então não existe ali uma uma
02:38afinidade em relação a essa
02:41agenda. Então a combinação disso
02:43obviamente que é essa relação
02:45marcada por altos e baixos. Para
02:48Paulo Ramires, cientista
02:49político, os entraves fomentados
02:51pelo Congresso são estratégicos.
02:53Pressionar agora para depois
02:55conseguir concessões e
02:56consequentemente espaço no
02:58próximo governo. Eu diria que o
03:00que está acontecendo hoje é muito
03:02mais um rearranjo do ponto de
03:04vista de alianças, de
03:05articulações, visando não só a
03:09eleição do próximo ano, mas o
03:10próximo governo que virtualmente
03:12será do presidente Lula, pelo
03:14menos é o que as pesquisas têm
03:15indicado. Então esse é o momento
03:17de pressionar para barganhar lá
03:19na frente, né? Ou seja, conseguir
03:21mais ministérios, cargos de
03:23segundo escalão, empresas
03:24estatais. Noronha cita ainda que
03:26a fuga do governo federal pelas
03:28discussões acerca de reformas
03:30administrativas inflam as
03:32disputas. Toda a nossa agenda
03:34ela é muito baseada na questão
03:36fiscal. Nosso apenas é o governo
03:39tentando aumentar gasto via
03:41programas sociais, Congresso
03:44Nacional dá de vez em quando isso
03:46aumentando a arrecadação via
03:49imposto. Quando se fala em fazer
03:51uma reforma administrativa
03:53rapidamente vem, veja que o
03:55Congresso fala em começar uma
03:57discussão sobre reforma do
03:59judiciário, já veio o presidente
04:01do Supremo Tribunal Federal
04:02dizendo, olha, não vamos aceitar
04:04a intromissão. A grande dúvida
04:06agora é saber a extensão dessa
04:08nova crise entre governo e
04:09Congresso. E até que ponto isso
04:11pode influenciar na pretensão
04:13eleitoral de Lula, que deve se
04:15candidatar no ano que vem em um
04:17cenário de embate aberto contra
04:20a direita. E analisando o cenário
04:22para dois mil e vinte e seis,
04:23Paulo Ramírez diz que apenas
04:24fazendo afagos ao Congresso, o
04:27governo irá conseguir o que
04:28deseja. À medida que o presidente
04:31enfim, na condição e no cargo que
04:34tem, não consegue formar maioria
04:35porque não conseguiu eleger
04:37deputados suficientes, obviamente
04:41que quem passa a controlar o país
04:43é o Congresso, principalmente o
04:45centrão. E pra que isso, pra que a
04:48máquina pública funcione, né? A
04:50favor do governo, a ideia é
04:52chantageá-lo, né? Através de
04:54ocupação de ministérios, a gente
04:56tem também outro elemento que é
04:57fundamental, que é a, são as
05:00verbas parlamentares também e à
05:03medida que o governo faz algum
05:05bloqueio ou insinua que possa vir
05:09é, tocar exatamente nos cargos e nos
05:12privilégios desse grupo do
05:13centrão, é que as, as colisões de
05:16fato começam a, a, a florar. Com a
05:18votação do pacote antifacção e a
05:21busca de Jorge Messias por apoio, a
05:23primeira semana de dezembro promete
05:25manter o clima de tensão em
05:26Brasília. É, vamos encerrar o ano
05:29nesse clima, por isso vamos analisar
05:31esse tema, porque tem muitos aspectos
05:33pra gente observar, começando pela
05:34Cássio Miranda, Mônica Rosenberg
05:36logo mais também se juntando aqui ao
05:38Jornal da Manhã. Acássio, dentre
05:41essas últimas questões que
05:43aconteceram, né, qual o principal
05:46destaque que você acha que
05:47realmente vai acirrar ainda mais o, a
05:51relação, né, entre o Congresso e o
05:53governo? David, o principal tema é o
05:58fato do ano que vem nós termos
06:00eleições e o fato de nós termos
06:03eleições no ano que vem já vai
06:04aflorando o ânimo, tanto da
06:07situação como da oposição e
06:11obviamente nos últimos dez anos no
06:13Brasil nós vivemos um
06:15presidencialismo de coalizão e esse
06:17presidencialismo de coalizão é
06:20frágil e alicerçado
06:22exclusivamente no pragmatismo dos
06:26nossos parlamentares, também
06:28conhecido em termos populares como
06:30toma cá, dá lá. E, diante do, da
06:35proximidade com o período eleitoral, o
06:38Congresso, por mais que dependa das
06:40emendas, dos cargos e das verbas,
06:43precisa deixar um pezinho fora do
06:46governo. E hoje, o grande tema, a
06:49grande discussão que nós temos no
06:51país é o Supremo Tribunal Federal.
06:53Então, uma eventual briga relacionada
06:59à nomeação do indicado do governo
07:01mostra que o Congresso não está
07:04totalmente alinhado. Por isso que
07:06Davi Alcolumbre já vem dando
07:08indicativos que não aceitará com
07:12muita facilidade a indicação de
07:15Jorge Messias e talvez até num
07:19cenário mais distante, porém não
07:21impossível, o Senado dá indicativos
07:24que pela primeira vez na história
07:26rejeitará o indicado do governo
07:30federal. Então, todo este contexto é
07:34a confusão relacionada à proximidade
07:38com o período eleitoral. Óbvio que o
07:40governo está agindo, óbvio que o
07:42governo está intervindo, óbvio que o
07:45governo já se prontificou a abrir os
07:48cofres para as emendas de Natal,
07:51mas fato é que essa discussão,
07:55respondendo a sua pergunta sobre a
07:57indicação de Jorge Messias, trará
08:00grandes emoções à situação, ao
08:04Congresso Nacional e a nós que
08:07acompanhamos isso com uma certa
08:09distância. Pois é, Mônica
08:12Rosenberg com a gente também nessa
08:14edição do Jornal da Manhã de
08:15domingo nos estúdios aqui da Jovem
08:17Pan, inclusive, Mônica, bom dia pra
08:18você, indicação de Jorge Messias ao
08:20STF, tem gerado muito burburinho, não
08:24tem dado consenso ali entre governo e
08:26Congresso, essa disputa vai continuar
08:29acirrada até o final desse ano e tem
08:32expectativa também da sabatina dele, se
08:34vai ser sabatinado ou não. Paula, bom dia,
08:37bom dia, David, bom dia a você que
08:39acompanha a Jovem Pan neste domingo
08:40ensolarado. Realmente a disputa vai
08:43continuar acirrada e o problema dessa
08:45disputa não é o fato de haver tensão
08:48entre governo e parlamento, isso é até
08:50muito saudável, faz parte da democracia e
08:53para o eleitor, para a sociedade, é até
08:55preferível isso do que um governo de
08:57conluio, onde todo mundo esconde, defende
09:01todo mundo e ninguém está preocupado
09:03com os interesses da sociedade. Qual é o
09:05problema aqui no Brasil? É que a disputa
09:07ela não acontece em termos de buscar o
09:10que é melhor para o eleitor, o que é
09:11melhor para a sociedade, mas ela acontece
09:14cada um protegendo os seus próprios
09:15interesses. O governo preocupado sim em
09:18reeleger Lula e o Congresso preocupado
09:21não só com a própria reeleição, mas
09:23preocupado em ter mais emendas, em ter
09:25mais controle, em negociar os próprios
09:27votos. O especialista falou muito bem
09:30é chantagem, é chantagem e nós cidadãos
09:34estamos sujeitos a essa chantagem do
09:36Congresso fisiológico e de um governo
09:38que só pensa na reeleição. Ninguém está
09:41preocupado em resolver os problemas do
09:43Brasil, em resolver os problemas da
09:44segurança e em atender melhor aquele que
09:47paga os salários deles, que são os
09:49pagadores de impostos.
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